1,4 mil milhões de usd para obras do Novo Aeroporto de Luanda

As obras de construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), paralisadas desde 2017 por razões técnicas, após rescisão do contrato com a empresa privada “China International Fund (CIF)”, vão retomar ainda este ano, com previsão de conclusão em 2023.

A informação foi hoje avançada à imprensa pelo ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, no final de uma visita efectuada por 30 deputados da 5ª Comissão da Assembleia Nacional, salientando que a retomada dos trabalhos está condicionada a negociações com um novo empreiteiro. “ Nós estamos nesta altura a terminar as negociações com o novo empreiteiro geral da obra (a AVIC, também da China), e pensamos que nos próximos 15 ou 30 dias vamos conclui-la. Com base nesta negociação, pensamos assinar uma adenda e definirmos o novo cronograma”, referiu.

Portanto, o ministro sustentou “as negociações com a nova construtora estatal chinesa estão bem avançadas, daí estarmos convencidos que ainda este ano será possível retomarmos as obras, que precisarão de pelo menos seis meses para atingir a velocidade cruzeiro”.

Ricardo D’Abreu esclareceu também que durante a paralisação da empreitada foram feitas correcções e alterações em deficiências de engenharia e operacionais, essencialmente na aerogare e nas pistas, e que para o prosseguimento está disponível uma linha de financiamento da china de USD 1,4 mil milhões.

Na ocasião, o ministro dos Transportes admitiu ter havido algumas falhas contratuais com o CIF, ao qual o Executivo Angolano já pagou 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos, faltando liquidar uma dívida de USD 200 milhões aos subempreiteiros dessa firma.

Garantiu que o projecto será implementando na íntegra, em fases diferentes, e que estão reservados espaços para o investimento privado no polígono do próprio Aeroporto, cujas obras iniciaram em 2007, com um orçamento global inicial de cinco mil milhões de dólares.

Quanto às 250 famílias camponesas residentes na zona adjacente, explicou estarem devidamente catalogadas para serem realojadas, em breve, na comuna de Caculo Cahango, no município do Icolo e Bengo, num projecto habitacional em construção a propósito.

Por: Adão dos Santos

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