31 anos depois papa volta a região de Moçambique

O Papa Francisco iniciou nesta quarta-feira (4) uma viagem por três países da África e do Oceano Índico afectados pela pobreza, conflitos e desastres naturais. O pontífice foi recebido nesta tarde por milhares de pessoas em Maputo, capital do Moçambique, primeira etapa de sua viagem que termina no dia 10 do corrente mês.

A visita de três dias ao país acontece depois de o governo moçambicano assinar um tratado de paz histórico com o ex-grupo rebelde Renamo, que se transformou no principal partido de oposição, apesar de nunca ter adotado um desarmamento completo após a guerra civil de 16 anos na ex-colônia portuguesa.

Na ocasião Francisco foi recebido pelo presidente moçambicano Filipe Nyusi às 18h30 locais (13h30 de Brasília).

No país lusófono, o Papa insistirá na mensagem de “paz, preservação do planeta e na importância de renunciar às armas”, afirmou o número dois do Vaticano, cardeal italiano Pietro Parolin.

O pontífice também deve abordar em Moçambique a questão do frágil acordo de paz no país, a devastação provocada por dois ciclones este ano e as próximas eleições gerais.

Outro tema que poderá ser abordado pelo Papa é o extremismo no Norte país, onde os atentados mataram mais de 300 pessoas em dois anos.

A partir de sexta-feira (6), Francisco visitará a ilha de Madagascar, no Oceano Índico, e em seguida as Ilhas Maurício. A opção de viajar por alguns dos países mais pobres do mundo é considerada um ato de solidariedade para um religioso que era muito presente nas favelas da Argentina.

Em sua mensagem de vídeo, o papa falou sobre a decepção. “Embora não possa ir além da capital, meu coração se une a vocês e abraça a todos, em especial os que vivem na dificuldade”, disse.

Por ocasião da visita do pontífice a este país de maioria cristã, o governo reservou, apesar da crise, € 300 mil para os preparativos, informou o ministro das Relações Exteriores, José Pacheco. A verba foi usada para reparos na catedral de Maputo e das ruas da capital.

A viagem de Francisco ao país terminará com uma missa na sexta-feira no grande estádio Zimpeto, com um coro composto por mais de 1000 pessoas.

Fonte:G1

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