A Paz de Assis

 

LUSOFONIAS

Em Assis respiro paz. Sinto Deus mais perto. Olho o mundo com mais fraternidade. Sonho com um estilo de vida mais simples. Quero abraçar os mais pobres. Vejo a natureza mais bela, como criação de Deus.

É um lugar de Espiritualidade incomparável. Por isso, quando vinha a Roma tentava dar sempre um salto a este chão tão simbólico onde nasceram e estão sepultados Francisco e Clara. Aqui cresceram estes grandes Fundadores que marcaram a marcam a história e o presente da Igreja e do mundo.

Quando se chega a Assis, começa-se por ver aquela pequena vila a trepar pelo monte. À medida que subimos a montanha, desenham-se melhor nos nossos olhos as basílicas e os outros edifícios de uma povoação com muitas centenas de anos de história intensa e marcante. Uma vez lá dentro, tudo convida ao silêncio e à oração, mesmo com milhares de peregrinos e turistas a encher por completo as basílicas e as ruelas.

Há muitos lugares onde é obrigatório ir. Partilho apenas alguns dos que visitei e onde rezei estes dias. Comecei pela grande Basílica de S. Francisco, descendo todas as escadas até ao túmulo do santo. Ali estive algum tempo a pedir a Deus pelo Papa que escolheu o seu nome, pela Igreja, pelas famílias a que pertenço, por tanta gente que me pede para rezar, pelo mundo com suas alegrias e problemas. Depois, atravessei a cidade e fui até à Basílica de S. Clara onde também me recolhi em oração junto ao túmulo da Santa. Acabei de joelhos aos pés da Cruz de S. Damião, local onde Francisco ouviu a voz que lhe dizia: ‘Francisco, reconstrói a minha Igreja!’. Foi por esta ‘reconstrução’ (há quem lhe chame ‘reforma’!) da Igreja, objectivo maior do nosso Papa, que rezei ali debaixo da enorme cruz que foi adoptada pela família franciscana e por comunidades como Taizé.

É importante deixar depois a montanha e descer à planície para evocar os Encontros Inter-Religiosos pela Paz. Foi o Papa João Paulo II que os iniciou quando convidou líderes religiosos do mundo inteiro para rezar pela Paz e pela Justiça. Com outros objectivos e formatos, ali foram também rezar e reflectir Bento XVI e o Papa Francisco.

  1. Francisco quis uma Igreja mais pobre, mais ecológica e um mundo mais simples no seu estilo de vida, para que todos tivessem vez e voz. Nestes últimos dias, o Papa Francisco recebeu o vocalista dos U2, Bono, que definiu o Papa, seguidor do Santo de Assis, como ‘um homem extraordinário para tempos extraordínários’. E, na sua recente visita aos Países Bálticos, o Papa congratulou-se com os lituanos: ‘nem o regime nazi nem o soviético apagaram a fé dos vossos corações!’.

Sim, o espírito de Assis, com Fé, Paz e Fraternidade universal, continuam a marcar o ritmo da Igreja e fazem falta ao mundo.

 

Tony Neves

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