África deve criar um milhão de empregos por mês

Com a previsão de a sua população jovem atingir 1,3 mil milhões de habitantes até 2030, África deve criar um mínimo de um milhão de empregos cada mês, para responder às suas necessidades crescentes de trabalho.

De acordo com estatísticas do Banco Mundial (BM), o continente africano funciona, actualmente, a apenas 40 por cento do seu potencial humano, apesar dos recentes progressos nos indicadores de saúde e educação.

A África Subsariana, em particular, onde a maior parte das economias conheceram um crescimento sustentado, nas últimas duas décadas e uma expansão amplamente impulsionada pelo boom das matérias-primas, “está atrasada na maioria dos indicadores de capital humano”.

Estas constatações constam dos dados avançados pelo Banco Mundial, para o debate consagrado à questão do capital humano em África, no âmbito dos trabalhos da quinta edição do Fórum “Investir em África” (FIA5), iniciados segunda-feira, que termina nesta quinta feira na capital congolesa, Brazzaville .

De acordo com os proponentes do debate, inserido no painel sobre o “Futuro do Trabalho numa África Integrada e Digitalizada”, o continente africano enfrenta, ao mesmo tempo, “uma lacuna de habilidades que está a prejudicar a competitividade dos países na economia global”.

Na sessão desta quarta-feira, os debates centraram-se nas áreas tidas como aquelas em que se deve investir mais, em África, “não apenas para preencher a lacuna nos serviços básicos, mas também para ajudar as pessoas a tornarem-se inovadoras, empreendedores, líderes e cidadãos independentes, independentemente do seu nível de renda”.

Para além da questão do desenvolvimento do capital humano, o painel também abordou outros sub-temas como a “Revolução digital, inovação e nova economia de serviços”, “Parcerias Público-Privadas em ambiente de negócios”, “Industrialização e cadeias de valor mundiais”, e “soluções energéticas respeitadoras do ambiente”.

O FIA5 foi conjuntamente organizado pelo Congo, pela China e pelo BM, para promover a diversificação da economia e a criação de emprego nos países africanos.

A partilha de experiências em matéria de mobilização de investimentos do sector privado, paralelamente aos esforços do sector público para estimular a actividade económica figura também entre os objectivos do encontro.

Os organizadores do evento entendem que a diversificação das economias africanas e a criação de empregos são “cruciais” para o futuro do continente africano, cuja população é descrita como a mais jovem e a que mais rapidamente cresce no Mundo.

Para o Presidente angolano, é urgente encontrar-se soluções para se ultrapassar a retracção com que os investidores internacionais encaram os mercados africanos.

Por isso, convidou os participantes no Fórum, a procurar identificar, durante os seus debates, as razões que levam os investidores a canalizarem “de forma muito tímida” os seus meios financeiros aos países africanos, apesar do seu imenso potencial em recursos naturais.

O Fórum é organizado uma vez por ano, desde 2015, como uma plataforma internacional para promover a cooperação multilateral e oportunidades de investimento em África.

Para o efeito, reúne, alternadamente na China e em África, vários actores e representantes dos sectores público e privado da China e de África, das organizações internacionais e regionais, de parceiros de desenvolvimento e de grupos de reflexão.

Fonte: Angop

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