Arcebispo Sul-coreano aponta salto qualitativo possível visita do Papa a península

O arcebispo de Daejeon, na Coreia do Sul, disse hoje no Vaticano que uma visita do Papa a Pyongyang representaria um “passo gigantesco” para a pacificação da península.

“Eu acredito que a Coreia do Norte está pronta a abrir-se, a ser um novo país, a renunciar às armas nucleares”, disse D. Lázaro You Heung-sik, em conferência de imprensa.

O responsável participa no Sínodo dos Bispos que decorre no Vaticano, até 28 de Outubro.

A Santa Sé anunciou um encontro entre o Papa Francisco e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, marcado para 18 de outubro, um dia depois da celebração, no Vaticano, de uma Missa pela paz na Península.

O chefe de Estado sul-coreano vai levar uma mensagem do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que convida o Papa a visitar Pyongyang.

“Seria muito bom que o Papa fosse a Pyongyang, mas há muitos passos a dar”, adverte D. Lázaro You Heung-sik.

Para o arcebispo de Daejeon, “algumas coisas têm de mudar” na Coreia do Norte, inclusive na questão da “liberdade religiosa”.

“Se o Papa for lá será um passo gigantesco, um salto qualitativo para que a Península Coreana seja pacífica e a Coreia do Norte entre na comunidade internacional, como um país normal”, precisou.

Até final de 2017, recordou o prelado, temia-se uma guerra na Coreia, mas a “situação mudou quase 180 graus” nos últimos meses

 

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