O Bloco Democrático, partido reconhecido pelo Tribunal Constitucional no dia 20 de Outubro de 2010, está a preparar o eleitorado para as próximas eleições gerais que se realizam no próximo ano. Em entrevista ao Jornal de Angola, o presidente do Bloco Democrático disse que a criação de núcleos em todas as províncias é a principal tarefa do partido, que nasceu da extinção do FpD (Frente para a Democracia), por não conseguir a percentagem mínima legal nas últimas eleições legislativas. Justino Pinto de Andrade fala também das dificuldades no exercício da actividade partidária no país e defende que a actual Comissão Nacional Eleitoral deve ser reformulada e transformada em Comissão Eleitoral Independente.

Jornal de Angola – Que avaliação faz da actividade partidária do Bloco Democrático?

Justino Pinto de Andrade (JPA) – Estamos a tentar criar um partido político para ficar no xadrez político-partidário angolano. Por isso, a nossa grande preocupação é criar as estruturas que deverão dar vida ao partido e que são os núcleos. Neste momento, estamos em fase de estruturação dos núcleos do partido em muitas províncias do nosso país. É evidente que há províncias onde a estruturação é mais fácil e outras onde é mais difícil. A comunicação social está mais concentrada em Luanda, fundamentalmente, e por isso a informação não chega, como devia ser, lá mais longe. Por outro lado, a implantação de um partido político tem a ver com os recursos que possui e, como partido novo, ainda não possuímos recursos suficientes.

JA – Em quantas províncias o partido Bloco Democrático está implantado?

JPA – Estamos implantados na maior parte das províncias. Nalgumas estamos mais activos que noutras. Ainda temos de fazer mais trabalho. Há províncias onde a nossa acção se baseou fundamentalmente na recolha de assinaturas para a legalização do partido e só agora estamos a entrar numa fase de consolidação. Há outras onde estamos muito mais avançados. Por exemplo, na de Benguela estamos muito bem implantados. Também estamos bem representados em províncias como Kwanza-Norte, Kwanza-Sul e Malange. Mas, por exemplo, se caminharmos para o Leste, do país que é mais distante, tem menos população e os centros urbanos são muito menores, aí temos algumas dificuldades de implantação, o que não significa que não vamos chegar lá.

JA – Como está o processo da democratização interna?

JPA – Já fizemos a Convenção do partido, na qual foram eleitos os órgãos e, depois, fizemos um conselho nacional, em Benguela, onde reunimos os nossos representantes provinciais, que ainda não são representantes eleitos. A nossa intenção é que, a nível das províncias, municípios e comunas, haja um processo de eleição democrática de todos os responsáveis. Portanto, aqueles representantes provinciais têm a legitimidade que lhes é conferida pela Direcção do partido, mas ainda não têm uma legitimidade das bases.

JA – O Bloco Democrático é um prolongamento da Frente para Democracia (FpD)?

JPA – Este partido surgiu da vontade expressa de ex-militantes da FpD, militantes de outros partidos, de alguns militantes que estavam no MPLA e, também, de pessoas que nunca tiveram qualquer militância político-partidária. Mas tenho de reconhecer que a estrutura que nós utilizámos, fundamentalmente para a recolha das assinaturas, tem muito a ver com a da FpD. É lógico que as pessoas estão aí, não morreram, e portanto tinham direito de se juntar aos outros para poderem dar corpo a uma nova entidade. A mensagem que temos de passar é que este partido é o Bloco Democrático. A Frente para Democracia auto-extinguiu-se, não foi extinta formalmente pelo Tribunal Constitucional.

JA – Qual é a ideologia do Bloco Democrático?

JPA – O Bloco Democrático é um partido com preocupações sociais muito fortes. Não gosto da leitura que se faz sobre se é partido de centro, de esquerda ou de direita. Não estou preocupado com rótulos. Estou preocupado é com políticas, com ideias. Rótulos qualquer indivíduo pode comprar nos supermercados. O que é importante para mim, enquanto membro e presidente do Bloco Democrático, é que este partido não é de direita. É um partido de esquerda, com preocupações sociais bastante fortes.

JA – A base dos militantes continua a ser de intelectuais tal como na extinta FpD?

JPA – Não. Essa ideia foi avançada pelo MPLA para tentar debilitar a imagem da FpD, criando a ideia de que se tratava de um partido elitista. Todos os partidos têm intelectuais. O partido com mais intelectuais em Angola é o MPLA e, inclusive, tem comités de especialidade e ninguém diz que o MPLA é um partido de intelectuais. De uma forma geral, as direcções dos partidos têm um peso relativamente grande de intelectuais.

JA – Quais são as expectativas do partido para os próximos desafios políticos?

JPA – As nossas expectativas passam pela organização e por uma boa estruturação, para que os angolanos disponham de um instrumento de fazer política partidária capaz de resistir ao tempo e de se adaptar às transformações que vão acontecendo no mundo. Gostaríamos de satisfazer melhor os interesses dos angolanos, quer daqueles que estão bem, quer daqueles que não estão bem. Acredito que um partido com pessoas de consciência democrática pode fazer melhor do que aquilo que tem sido feito até agora e que tem a ver com os recursos naturais. Gostaria que os cidadãos percebessem isso. Estou na política por causa dos cidadãos. A nossa grande preocupação é a juventude.

JA – Estão preparados para participar nas próximas eleições gerais?

JPA – É evidente que temos de fazer tudo para participar. Temos de fazer a leitura do tempo e temos de criar condições para participar nas eleições, porque quem não aparece não existe. Além disso, temos que disputar o poder. Este poder que o MPLA tem deve ser disputado por partidos políticos que têm coisas novas para apresentar ao eleitorado angolano. Vamos existir para podermos participar e apresentar novas propostas ao eleitorado e o palco fundamental para apresentação dessas propostas são as eleições.

JA – Vai ser o cabeça de lista?

JPA – Não. Mas no fim da lista não vou ficar, de certeza absoluta. Acredito que a minha presença no Parlamento será necessária. Agora quem vai ficar à frente não sei.

JA- E se os militantes o elegerem para ser o cabeça de lista?

JPA – Faço esse sacrifício.

JA – Sacrifício porquê?

JPA – Porque a vida de Chefe de Estado é uma vida que exige sacrifícios. Há pessoas que pensam que esta vida só tem benefícios, mas é necessário abdicar de muitas coisas. Passaria a ser uma pessoa para a sociedade apenas e não para mim. Mas se isso me for exigido para poder desempenhar o papel que os meus companheiros me atribuírem é evidente que o farei.

JA – Se o Bloco Democrático ganhar as eleições, convida outros partidos políticos para integrarem o Executivo?

JPA – Não tenho dúvidas disso. Porque, por exemplo, há pessoas que estão no MPLA e são muito válidas e honestas, e nesse caso estariam na oposição. Mas ser da oposição não é estar excluído da gestão do país. Não vale a pena pensar que ser adversário do MPLA é considerá-lo inimigo e mau. Não o considero assim. Seria injusto até pela minha própria história e passado. Se eu pensasse assim, seria o mesmo que dizer que estava no meio dos malfeitores.

JA – O senhor é economista e professor universitário há muitos anos. Por que razão decidiu fazer política?

JPA – Na política não ganho coisa nenhuma. Antes pelo contrário, até gasto uma parte do meu salário para pagar as minhas obrigações. Faço política por uma questão de consciência cívica. Fi-lo no período colonial, na luta pela democratização do nosso país e faço-o agora enquanto líder de um partido. Vou continuar a fazer política, a todos os níveis.

JA – É fácil fazer política?

JPA – Não é fácil. É complicado, é duro. Porque a política exige meios, recursos e sacrifícios, mas é estimulante, quando nós acreditamos naquilo que fazemos.

JA – O que gostava de ver no pacote da legislação eleitoral quando for adaptada à Constituição da República?

JPA- Eu obedeço à Constituição, mesmo que não tenha concordado com o formato que ela tomou. Mas, de qualquer forma, a partir do momento que está legitimada, aprovada e em vigor, o que tenho de fazer é lutar no quadro da Constituição. Falo precisamente da Comissão Nacional Eleitoral, que não é uma comissão independente. É uma Comissão Nacional Eleitoral partidarizada e, por outro lado, com um peso muito grande do Chefe de Estado, que não só interfere através daquelas pessoas que nomeia pessoalmente, como também e através do MPLA, que está amplamente representado na comissão. Por isso mesmo, tenho toda a legitimidade para dizer: cumpra-se a Constituição. Ou seja, crie-se uma Comissão Eleitoral Independente, verdadeiramente, para ser credível.

JA – E o que gostaria de ver reflectido na Lei dos Partidos Políticos?

JPA – Essa teoria de que quem não atinja 0,5 por cento dos votos expressos é extinto não faz sentido. É uma extinção administrativa. A morte ou o desaparecimento dos partidos ou o seu revigoramento deve depender do eleitorado e não de uma norma administrativa. O eleitorado é que sabe se esvazia completamente um partido ou se o engrossa. Essa lógica não vigora em parte alguma do mundo. Só aqui. Por exemplo, em Portugal, há partidos políticos que existem desde o início da democracia e que nunca tiveram essa percentagem mas têm actividade. É evidente que têm actividades muito limitadas, aparecem normalmente nos actos eleitorais e, no entanto, ninguém corre com eles.

O que faz, concretamente, um bispo emérito? Dedica-se ao estudo e a algumas tarefas pastorais?

D. Eurico Dias Nogueira (EDN) – Um bispo emérito não tem um serviço próprio porque ficou dispensado do serviço que tinha, mas continua disponível para ajudar. Faço isso com frequência quando o arcebispo de Braga me solicita.

AE – No ponto de vista laboral, a Arquidiocese de Braga é muito eclética. Nunca teve dificuldade no diálogo? Entende-se com o pescador e também com o industrial?

EDN – Nunca tive dificuldades. Nesta região, os homens do mar são muito religiosos, mais do que «lá para baixo». Aqui, as paróquias junto do mar têm muita atividade e a paróquia de Caxinas é uma delas.

AE – Homens que têm sempre o perigo junto deles porque com o mar não se brinca.

EDN – Nessa paróquia tem morrido muita gente no mar.

AE – O papel do pastor é ajudar e reconfortar essas famílias que viram desaparecer no mar os mais próximos?

EDN – Escutar é fundamental, depois dou-lhes um conselho amigo.

 AE – Para além da experiência da escuta e de conselheiro, D. Eurico Dias Nogueira tem uma pena fácil e escorreita, visto que tem publicado muitos livros.

EDN – Já publiquei vários. Para além disso, também trabalho no Tribunal Eclesiástico – como juiz de segunda instância – porque Braga, como é metrópole, tem dois tribunais: um de primeira instância e outro de segunda. Ano sim e ano não, também tenho cursos de pós-graduação para juristas e advogados.

 AE – Um bispo emérito tem outra liberdade de espírito e outra disponibilidade?

EDN – Como não se tem tanta responsabilidade, a pessoa sente-se mais à vontade e tem outra disponibilidade para refletir.

 AE – Sempre gostou de viajar?

EDN – Sempre. Viajei muito… Mesmo quando estava em Coimbra, como padre.

 AE – Quando chega a uma cidade nova de um país, o que procura? A arte e a história ou as pessoas?

EDN – Quando chegava, ia visitar as comunidades dos portugueses. Aproveitada também para visitar locais emblemáticos

 AE – Qual o sítio que o marcou dos vários pontos do globo onde esteve?

EDN – Roma é um ponto de referência porque vivi lá, três anos, quando estudava. Também estive várias vezes em Paris, com muito gosto… Londres nem tanto.

 AE – Sente-se mais próximo da cultura francófona ou anglo-saxónica?

EDN – Francófona.

 AE – Ainda é do tempo que o francês era um idioma mais generalizado?

EDN – No seminário, estudei francês e não me atrapalhava. Agora estuda-se inglês, mas no meu tempo não se estudava esta língua. Assim, nunca aprendi o inglês. Ainda tentei várias vezes, mas era diferente.

 AE – Não aprendeu inglês, mas estudou o latim?

EDN – Latim e grego (risos)… Não falava o grego como o latim, mas traduzia-o com toda a facilidade.

 AE – Com a ausência do inglês não se pode considerar poliglota?

EDN – Senti falta do inglês. Um dia, quando estava para sair de Angola e a Santa Sé queria que fosse para a África do Sul acompanhar os portugueses, disse: “Não vou porque não falo as duas línguas (africander e inglês)”. Se soubesse inglês talvez tivesse ido para a África do Sul. E gostava de ter ido…

 AE – Quando esteve em África, mais concretamente em Vila Cabral algumas pessoas diziam que D. Eurico Dias Nogueira era «comunista».

EDN – Comunista? Ouvi dizer isso… (risos)

 AE – Ouviu?

EDN – Sim, mas não sei onde se baseavam. Criticava algumas posições do governo e não dizer bem do governo era, automaticamente, «ser comunista». Era um exagero. São histórias sem fundamento…

 AE – Todavia, as críticas ao governo tinham fundamento?

EDN – O governo podia ter encaminhado as terras de África para a independência de outra forma, tal como o fez no Brasil. Podíamos ter feito de Angola e Moçambique dois «brasis». Era um bem para Portugal e a maior parte dos portugueses continuavam lá. O governo não teve capacidade para isso.

 AE – Por falta de visão estratégica?

EDN – Havia muitos interesses económicos e, esses interessados, não queriam a independência. Queriam manter aquela situação e o governo não teve coragem para se opor dizendo: “Não, o caminho é este”. Acredito que havia pessoas no governo que se aperceberam que as coisas não estavam bem encaminhadas.

AE – Inclusive, chegou a escrever cartas a membros do governo onde alertava para a situação?

EDN – Enviei…

 AE – Mesmo para António de Oliveira Salazar?

EDN – Tive dois contactos com Salazar, mas para o ministro do Ultramar é que contactava muito.

 AE – Adriano Moreira

EDN – Sim. E também alertei outros.

 AE – Como estava no terreno conhecia a realidade como ninguém?

EDN – Uma vez acusaram-me… O ministro fez-me chegar a informação. Uma vez, numa ida a Roma, passei por Lisboa e pedi uma audiência ao ministro do Ultramar. Ele leu-me uma carta que tinha recebido de Moçambique, onde eu era atacado. Leu a carta, mas escondeu o nome do autor e local. Percebi logo que aquilo vinha de um capitão… Disse-lhe: “Essa carta «não tem pés nem cabeça»”.

 AE – Para além da prática, visto que estava em África, também tinha a teoria porque fez uma tese sobre as missões católicas nas colónias.

EDN – Talvez, por isso, é que lá fui parar. Quando me mandaram (bispo e reitor do seminário) para Roma estudar disseram-me: “Não vem de Roma sem o doutoramento feito”. E continuaram: “Faça o melhor que puder, mas ao fim de três anos tem de vir”.

Como o doutoramento era sobre Direito Canónico, aconselham-me a ir à Concordata ver temas. O professor de Direito Concordatário, um espanhol, disse-me para fazer sobre o «Acordo Missionário» porque ninguém tinha olhado para ele. Era um documento original porque a Santa Sé nunca tinha assinado um documento assim…

 AE – Foi a luz para tese de doutoramento?

EDN – Comecei a trabalhar nela e, em três anos, não pus os pés fora de Itália. Nunca vim a Portugal, mas tinha o trabalho feito e foi aceite como tese de doutoramento. Não foi brilhante porque foi feito muito à pressa.

 AE – Os estudos ocuparam muito do seu tempo, mas sabe-se que fazia muitas caminhadas a pé e era um crítico da comida na instituição onde estava alojado.

EDN – No primeiro ano passei fome. Só nos davam uma refeição por dia… Íamos para as aulas quase em jejum. Fazíamos meia hora a pé até à Faculdade. Muitas vezes chegávamos ao colégio exaustos.

 AE – Nunca pensou em desistir?

EDN – Não. De dezembro até outubro só tomávamos uma refeição por dia.

 AE – Este foi o pior período da sua vida do ponto de vista da alimentação? Mesmo incluindo África?

EDN – Sim. Em África não tive dificuldades.

 

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Rali Angolano no fim do campeonato

Cerca de 23 pilotos participaram na 7ª prova do Campeonato Angolano de Rali Raid (CARR), realizada no Lubango no passado fim-de-semana, tendo a piloto do Social Team, Deborah Almeida – a única mulher neste rali – arrecadado a 4ª posição que permitiu a manutenção do 2º lugar na classificação geral.

A chuva intensa e o percurso com muitas trilhas de pedras foram os maiores obstáculos para os cerca de 23 participantes da 7ª prova do Campeonato Angolano de Rali Raid (CARR), que decorreu no Lubango no passado dia 3. Entre os pilotos desta corrida, que incluiu as classes M1, Q, E1, E2 e TT1, estava Deborah Almeida, a única mulher em prova.

Com um tempo de 3 horas e 5 minutos, a piloto do Social Team conseguiu conquistar a 4ª posição, permitindo manter-se no 2º lugar da classificação geral da classe E2 do CARR. “Além de adversários bastante fortes, a chuva não ajudou nada, porque a dada altura já estava a precisar de um limpa pára-brisas para os óculos”, revelou, divertida, Deborah, que compete num Polaris xp 900 rzr.

A faltar apenas uma prova para o fim do campeonato, Deborah prepara-se agora para o Sumbe, prova em que o Social Team – a mais recente equipa desenvolvida para competir em várias modalidades de diferentes campeonatos – promete ainda mais empenho.

1º de Agosto vs Shael da Tunísia

O 1º de Agosto defronta hoje, segunda-feira, para o grupo B, o Etoile Sahel da Tunísia, na quarta jornada da Taça de África de Clubes que decorre em Malabo (Guiné Equatorial). O encontro vai opor os dois finalistas da edição anterior.

Depois da derrota da ronda inaugural, frente ao Petro de Luanda, os “militares” venceram os nigerianos do Kano Pillars por 78-70 e o Mazembe do Congo Democratico por 88-63.

O seu adversário, detentor do troféu, derrotou o Al Ahly (Egipto) e o Mazembe (Congo) por 49-44 e 70-48, respectivamente. Curiosamente a única derrota que averbou também foi frente aos “petroliferos” na terceira ronda por 70-69.

O Petro de Luanda, lider do grupo com seis pontos, joga diante do Kano Pillars da Nigéria, ao passo que o Libolo, campeão angolano, mede forças com o Mongomo da Guiné na série A.

 

 

“PALANCAS NEGRAS” NA ÁFRICA DO SUL

A selecção nacional partiu na manhã desta quarta-feira para a África do Sul, onde vai cumprir a última fase de preparação com vista a Taça de África das Nações em futebol, que se disputa de 19 de Janeiro a 10 de Fevereiro, naquele país.

Seguiram viagem 18 jogadores que actuam no país, com a inclusão de Geraldo (Paraná do Brasil). O médio Gilberto e o avançado Ary não integraram o grupo por razões administrativas, devendo seguir apenas quinta-feira. O campeão africano sub-20 em 2001 está em Luanda há três dias.

Os Palancas Negras, que integram o grupo de Marrocos, África do Sul e Cabo Verde, cumpriram a sua primeira etapa de preparação no Lubango, tendo realizado três jogos amistosos, com Gâmbia (1-1), Camarões (1-0), Rwanda (1-0).

O grosso dos jogadores que actuam no exterior juntam-se a selecção na primeira semana de Janeiro.

Lista jogadores convocados pelo seleccionador Gustavo Ferrin para o estágio na África do Sul:

 

Convocados:

Amândio Manuel Filipe da Costa (Amaro), Bartolomeu Jacinto Quissanga (Bastos), Miguel Geraldo Quiame (Miguel), Régio Francisco Conco Zalata (Mingo Bille), Massunguna Alex Afonso (Dany), Luis Mamona João (Lamá), Osvaldo Paulo João Dinis (Dinis), Landu Mavanga (Landu), Ilídio José Panzo (Pirolito), Fabrício Mafuta (Fabrício), Adriano B. Duarte Nicolau (Yano), Manuel da Costa Gaspar ( Manuel), António Luis dos Santos Serrado (Lunguinha), Hermenegildo Bartolomeu (Geraldo), Manuel David Afonso (Ary), Adilson Cipriano da Cruz (Neblu), Mário Manuel de Oliveira (Ito), António Sapalo L. Justo (Paty), José Pedro Alberto (Mabiná), Marco Ibrahim de Sousa Airosa (Marco Airosa), Mateus Galiano da Costa (Mateus), Djalma Braune M. Abel Campos (Djalma), Felisberto S. Da Graça Amaral (Gilberto), Adérito Waldemar Alves de Carvalho (Dedé), Mateus Contreiras Alberto (Manucho), Zuela Francisco Santos (Zuela), Guilherme Afonso (Guilherme).

Equipas Angolanas triunfam no campeonatos africanos

Equipas angolanas triunfantes

O Recreativo do Libolo, campeão nacional, venceu domingo, 16/2, por 1-0, em casa do Simba da Tanzânia, em partida das preliminares da liga dos campeões africanos de futebol.

O golo foi apontado aos 25 minutos por João Martins.

Para a mesma competição, o 1º de Agosto venceu sábado, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, o Adema do Madagáscar por 4-2.

 

 

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A edição 2013 do campeonato nacional de futebol da primeira divisão tem início esta terça-feira.
Destaque na primeira jornada para os jogos entre o 1º de Agosto e o Recreativo da Caála e Libolo/Interclube.
Eis o programa da primeira jornada do  “Girabola 2013”.
Dia 26/02/2013:

  • 1º de Agosto X Recreativo da Caála do Huambo
  • Recreativo do Libolo X Interclube
  • Sagrada Esperança X ASA
  • Kabuscorp do Palanca X Desportivo da Huila
  • 1º de Maio de Benguela X FC Bravos do Maquis
  • Atlético do Namibe X Benfica de Luanda
  • Santos FC X Petro de Luanda
  • Progresso do Sambizanga X Porcelana FC

A conquista pela selecção nacional de hóquei em patins do terceiro lugar no Torneio da Páscoa da modalidade após vitória sobre a Alemanha (6-3), em jogo das classificativas disputado no Pavilhão Omnisports, na Suiça, e a derrota do 1º de Agosto diante do Recreativo do Libolo (87- 86), no BAI Baskt, foram os destaques da semana desportiva.
Desde 1992, aquando da sua primeira participação nestas competições, a selecção nacional de hóquei em patins tinha como melhor classificação o quarto lugar, obtidos nas edições de 2009 e 2011.

Fonte/ANGOP
Ainda no hóquei foi referência, durante a semana, a deslocação dos juízes angolanos Patrícia Costa e Jorge Borges para Moutreux, com o objectivo de se juntarem aos árbitros da modalidade indicados para ajuizar os jogos da 65ª edição da Taça das Nações na modalidade.
No basquetebol, a selecção nacional ficou emparceirada no grupo C do Campeonato Africano das Nações que se disputa de 20 a 31 de Agosto na Costa do Marfim, com as selecções da RCA, Moçambique e Cabo Verde.
Ainda na “bola ao cesto”, o campeão nacional, Recreativo do Libolo, venceu o seu principal adversário, 1º de Agosto (87–86), na primeira jornada da segunda volta (grupo A) do Campeonato Nacional de Basquetebol Seniores Masculino “Bai Basket”, na partida de destaque da jornada.
No atletismo, a federação angolana da modalidade fez disputar neste final de semana, na cidade do Lubango, o Campeonato Nacional Sénior em ambos os sexos, tendo sido consagrados os atletas Avelino Dumbo e Ernestina Paulino, ambos do Interclube da Huíla.
Quanto ao Girabola, “desporto rei”, a equipa do Kabuscorp do Palanca manteve-se na liderança da prova com 15 pontos, após vitória sobre o Interclube (1-0) na disputa da quinta jornada do campeonato nacional da primeira divisão.
Na classificação, a formação de Bento Kangamba continua no comando da prova com 15 pontos, seguindo-se o seu principal oponente, o Interclube com oito.
Por outro lado, foi noticiado que a crise financeira que afecta o Atlético do Namibe poderá forçar a diminuição das equipas na maior prova do futebol nacional, pois os “petrolíferos” do Namibe poderão abandonar o Girabola 2013 se não se encontrar uma solução a partir dos seus principais patrocinadores.
A conquista pela selecção nacional de hóquei em patins do terceiro lugar no Torneio da Páscoa da modalidade após vitória sobre a Alemanha (6-3), em jogo das classificativas disputado no Pavilhão Omnisports, na Suiça, e a derrota do 1º de Agosto diante do Recreativo do Libolo (87- 86), no BAI Baskt, foram os destaques da semana desportiva.

O Núncio Apostólico em Angola está no Soyo, no quadro da memorável visita pastoral iniciada há dias à Diocese de Mbanza Congo.
Dom Novatus Rugambua faz-se acompanhar do Bispo da Diocese, Dom Vicente Carlos Kiaziku, liderando proeminente missão da Igreja.
Fiéis entusiasmados acolheram a missão pastoral, que foi também calorosamente recebida pelas  autoridades locais.
O Soyo é a última etapa da mais demorada digressão do representante da Santa Sé à região norte de Angola.
Tal como o fez nas visitas pastorais a outras dioceses, Dom Novatus Rugambua tem multiplicado os apelos à promoção das vocações religosas, sobretudo numa região cujas tradições e costumes se revelam como grandes obstáculos à evangelização.
Em Mbanza Congo, o representante do Papa rendeu homenagem a Dom Afonso Nteka, primeiro bispo da diocese, assim como aos antigos missionários que se notabilizaram na evangelização da região.
História
M’Banza Kongo (cidade do Kongo) é uma cidade e sede da província do Zaire, em Angola.
Tem cerca de 68 mil habitantes. Foi a capital do antigo reino do Kongo e designou-se São Salvador do Congo até 1975.
A cidade foi fundada antes da chegada dos portugueses e era a capital de uma dinastia que governava desde 1483. O local foi abandonado durante guerras civis que eclodiram no século XVII.
M’Banza Kongo foi o lar dos Menekongo, monarcas que governavam o Reino do Kongo. No ano de 1549, por influência dos missionários portugueses, foi construída uma igreja católica no local em que os angolanos reclamam ser a mais antiga da África Sub-Saariana. O nome da igreja no local é “nkulumbimbi”.

Foi elevada ao “status” de catedral em 1596. O papa João Paulo II visitou a catedral em 1992.
O nome São Salvador do Congo apareceu pela primeira vez em cartas enviadas por Álvaro I do Kongo ou Álvaro II do Kongo, entre os anos de 1568 e 1587. A cidade voltaria a se chamar M’Banza Kongo, após a Independência de Angola em 1975.
Quando os portugueses aí chegaram, ela já era uma grande cidade, a maior da África sub-equatorial. Durante o reinado de Afonso I, edificações de pedra foram criadas, incluindo o palácio e muitas igrejas. Em 1630 foram relatados cerca de 4000 a 5000 baptismos na cidade com uma população de 100.000 pessoas.
A cidade foi saqueada várias vezes durante as guerras civis do século XVII, principalmente na batalha de Mbwila e foi abandonada no ano de 1678, sendo reocupada em 1705 por seguidores de Dona Beatriz Kimpa Vita. A partir desta época a cidade não foi mais abandonada.

Missas em lugares impróprios preocupam o Governo angolano, segundo a ministra da cultura.

O facto tem desarticulado a “própria lógica da urbanidade”, segundo Rosa Cruz e Silva.

A  governante falava em Luanda, durante um encontro sobre “o fenómeno religioso” no  país.

Disse que o surgimento desordenado de novos movimentos religiosos tem preocupado Governo angolano.

Rosa Cruz e Silva não citou denominações. No entanto, ao falar de novos movimentos religiosos dirigiu-se, certamente, às seitas que proliferam no país

“Por isso, criou-se uma comissão interministerial que constitui continuidade  da comissão anterior que analisou o mesmo fenómeno no ano transacto”, disse.

Segundo Rosa Cruz e Silva, o problema é complexo e precisa de perseverança e o engajamento de todos até que se encontre soluções institucionalizadas que conduzam aos objectivos preconizados.

Sublinhou que o papel que as  instituições religiosas assumem ao longo do processo histórico e sociológico angolano, de modo geral, foi e continua a ser fundamental para a reconstrução do país.

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