A ordenação do reverendíssimo Dionísio Hisiilenapo como novo Bispo do Namibe, ocorreu no domingo último em Onjiva, sede da sua província natural.

Num descampado do recinto do bispado da diocese de Onjiva, o Núncio Apostólico, Novatus Rugambwa, presidiu à Eucaristia da consagração. O núncio foi o ordenante principal, assistido pelo Bispo anfitrião, D. Fernando Kevanu, e o Arcebispo do Lubango e Presidente da CEAST, D. Gabriel Mbilingi.

O vértice do programa começou pela leitura pública do mandato apostólico perante os bispos ordenantes. Seguiram-se os restantes passos do ritual, com destaque para a entrega das insígnias, a saber, anel, mitra, cruz peitoral e báculo. Vibrando de alegria, a assistência recebeu a bênção que o novo prelado andou a brindar-lhe numa breve procissão no local.

Fazer chegar a Palavra de Deus

Na homilia de circunstância, o núncio enalteceu a função do bispo, que consiste em “propiciar o crescimento da Igreja”. O mais importante, acrescentou, é «trabalhar com respeito e responsabilidade para unificar a Igreja Católica e fazer chegar a Palavra de Deus a todas famílias”. Por isso, Dom Novatus recomendou-lhe “maior humildade e dedicação, de modo a servir melhor na casa de Deus”.

“O Namibe e toda igreja necessitam da sua santidade de vida, sê excelente na virtude humana e sobrenatural, e com o amor paterno e fraterno ama tudo quanto Deus confia, sobretudo pobres, emigrantes, deslocados e todos os fiéis, bem como daqueles que ainda não entraram no reino de Cristo”, completou o representante do Papa.

‘Spiritus Domini Super me’

Por seu turno, o novo Bispo jurou cumprir com a missão confiada, contando, salientou, com o amparo esperado dos pares da CEAST, do clero e de todos os cristãos na oração.

‘Spiritus Domini Super me’ (O Espírito do Senhor está sobre mim) é o lema da legenda sintetizando as armas de Dom Hisiilenapo. Nas mesmas, constam uma cruz, uma pompa, um cacho de uvas, uma Bíblia, um cálice, uma palmeira, uma planta trepadeira e ovelhas. A imagem da Nossa Senhora amaina o conjunto, contendo ainda espigas de trigo e a planta desértica Welwitcha Mirabilis, típica da província do Namibe.

A cerimónia totalizou cinco horas, boa parte ocupada com intervenções em português, seguidas das traduções para a língua autóctone kwanyama e o inglês devido à presença de convidados e público vindos da vizinha Namíbia. Dom Dionísio alegrou amiúde a assistência com a frequente expressão na língua veicular local.

 

Trabalhar para o bem comum

O governador da província do Cunene, António Didalelwa, reafirmou na ocasião a disponibilidade do governo na parceria com a Igreja para o resgate dos valores cívicos e morais

“O governo da província do Cunene se junta a celebração para expressar a sua voz de júbilo, por este histórico acto, reafirmando a sua firme convicção de todos trabalhar para o bem comum”, acrescentou.

Brindou o novo prelado de uma viatura cujas chaves foram entregues publicamente na ocasião.

Testemunharam o conjunto do acto, o Presidente do Tribunal de Contas, Julião António, ministro da Hotelaria e Turismo, Pedro Mutindi, vice-minitro da Educação, Paula Inês Sacramento, da Reinserção Social, Ângelo Vietname, da Cultura Cornélio Caley, deputados do ciclo nacional e provincial, bispo e arcebispos oriundos das 18 províncias do país e da República da Namíbia.

Bibliografia

De acordo com a biografia contida no guião litúrgico distribuído na ocasião, o consagrado nasceu em Epumbu, comuna de Mongwa, município do Kwanyama, Diocese de Ondjiva, província do Kunene, a 6 de Outubro de 1966, filho de Jonas Ndimulinai e de Regina Kavehowa.

Fez os seus estudos propedêuticos e filosóficos no Seminário padre Leonardo Sikufinde do Lubango e os teológicos no Seminário Maior do Sagrado Coração de Jesus, em Luanda.

Fez o serviço militar durante três anos no seio das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA).

Foi ordenado sacerdote na Missão Católica de Omupata, Diocese de Ondjiva, no dia 6 de Dezembro de 1998. Depois da ordenação, Dom Dionísio Hisiilenapo trabalhou na sua diocese durante dois anos como superior da Missão de Okanautoni. Em 2000 foi enviado para Roma a fim de aprofundar os seus estudos na Sagrada Escritura na Pontifícia Universidade Gregoriana, tendo obtido com sucesso o grau de licenciado. De regresso ao país, em 2004, foi novamente colocado na Missão de Okanautoni, desempenhando, também, o ofício de professor no Seminário Médio do Imaculado Coração de Maria, em Omupanda.

Pregador de retiros diocesanos de várias comunidades religiosas e laicais, membro da Comissão Diocesana da Pastoral Bíblica, da Comissão da Pastoral da Família e da Comissão da Pastoral Juvenil e das Vocações da Diocese de Ondjiva; docente da Universidade Católica de Angola, onde lecciona o grego e o latim; ele é, ainda, assistente eclesiástico nacional da ACGD (Associação Cristã de Gestores e Dirigentes).

O novo Bispo do Namibe desempenhou desde 2008 o cargo de secretário Executivo e Coordenador do Secretariado da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé).

O Bispo da diocese do Lwena efectuou uma visita pastoral à várias comunidades cristãs do interior da diocese.

Dom Tirso Blanco esteve em Luakano, Kamanongue, Luau, Lumege-Kameia e Lumbala-Nguimbo, onde inaugurou a nova sede paroquial.

Dom Tirso queixa-se do estado das vias de acesso, visto que para se chegar às comunidades tem que se ter vias alternativas.

Nunca esteve tão mal o estado da estrada entre Lwena, Lewa e Kameia. O caminho é impraticável.

Mas, como o amor move montanhas e dada a necessidade do convívio com os fiéis das localidades em causa, o Prelado fez todos os possíveis de chegar a Lewa e Kameia.

“Temos que andar a procura das ovelhas. Nós não podemos aguardar que as ovelhas estabelecer os missionários que estejam mais próximos do povo, das pessoas que têm sede de Deus, porque o nosso tempo caracteriza-se pela sede de Deus, do Evangelho e de uma vida diferente daquilo que viveram quando afastados do Evangelho”, frisou.

Nesta época chuvosa, quase fica intransitável a estrada principal Lwena-Lewa e Kameia, situação que impossibilita a acção missionária no Moxico e não só.

O Bispo de Viana apelou recentemente à vigilância contra aqueles que atacam a Igreja.

Segundo dom Joaquim Ferreira Lopes, a Diocese de Viana tem sido alvo, nos últimos dias, de “ataques”.

“Há pessoas que dizem que a Igreja é do poder, quando ela apenas busca cooperar com as autoridades legitimamente constituídas”, esclareceu.

O Bispo de Viana falava na missa que marcou o dia mundial da oração pelas vocações.

“Não tenhais medo, rebanho do senhor dos que semeiam a confusão”, disse.

Na presença das autoridades municipais de Viana, Dom Joaquim pediu que fossem investigados aqueles que destabilizam o rebanho de Cristo.

O Prelado advertiu, dirigindo-se os católicos que exercem cargos públicos, a servirem como verdadeiros diáconos, rejeitando qualquer tipo de corrupção e ao serviço dos mais pobres.

Ainda no último domingo, a diocese de Viana ganhou novo diácono.

A comunidade cristã testemunhou a ordenação a diácono do jovem seminarista Capitango.

A Diocese de Viana foi criada em 2007 pelo Papa Bento XVI e entregue a Dom Joaquim Ferreira Lopes como seu primeiro bispo. A Diocese de Viana está em franco crescimento com novas paróquias e comunidades a Sul de Luanda.

O novo bispo da Diocese do Dundo, Dom Estanislau Marques Chindekasse, tomou posse domingo, 17/3, na Sé Catedral, e de seguida celebrou a primeira missa, que marcou também o início das suas funções na província da Lunda Norte.
Os dois actos foram assistidos por milhares de fiéis de várias localidades do país e entidades governamentais, com destaque para o governador provincial da Lunda Norte, Ernesto Muangala, do Moxico, João Ernesto dos Santos e dos vice-governadores da Lunda Sul e do Huambo.

O novo responsável da Igreja Católica nesta província, Estanislau Chindekasse, exortou, durante a homília, os fiéis no sentido de pautarem pelo amor e perdão, para tornarem forte o coração.

“Todos os cristãos devem fazer do amor e do perdão o coração possante da sua vida”, aconselhou, ilustrando a sua afirmação com o sentimento demonstrado por Jesus Cristo, quando perdoou uma mulher que violou a fidelidade conjugal.

O prelado católico afirmou que para que o seu serviço divino esteja coroado de êxito contará com a colaboração e união dos seus membros e outras entidades na região.

Ordenado a 2 do mês em curso, na província do Huambo, sua terra natal, o religioso de 55 anos, já exerceu várias funções, com destaque para a de padre missionário na República Democrática do Congo e conselheiro superior-geral dos missionários do Verbo Divino, em Roma (2006/2012).

D. Chindekesse é o terceiro prelado a assumir o cargo de bispo da Diocese do Dundo, após as passagens de D. Joaquim Ferreira Lopes (2002-2008) e D. Jose Manuel Imbamba ( 2009-2012)

Cerca de 700 jovens angolanos já se inscreveram para participar na jornada mundial da juventude, a ter lugar de 23 a 28 de Julho próximo, no Rio de Janeiro, Brasil.

do Secretáriado Nacional da Juventude, SNJ.

“O Brasil é um país que fala português e muito próximo de Angola”, justificou à Emissora Católica de Angola.

A Diocese de Cabinda, a Arquidiocese de Luanda e os Salesianos de Dom Bosco são pontos que estão a receber inscrições, coordenadas pelo SNJ.

A organização no Brasil, segundo o responsável, quer o envolvimento de todos os jovens católicos.

Especialistas preocupados com a falta de sensibilidade para com os doentes mentais em Benguela.

A província não dispõe de hospital para o internamento dos pacientes.

O facto expõe as vítimas ao total abandono pela sociedade, segundo o psicólogo clínico, José  Cratão.

O especialista deplorou o caso das doentes mentais, que deambulam pelas ruas e depois são abusadas sexualmente.

“ Temos muitas doentes mentais que depois aparecem grávidas, porque são abusadas sexualmente” – disse à Ecclesia.

José Crtão alertou as autoridades para investirem na área da psiquiatria, para socorrer vários dementes que abundam em Benguela.

Qauntos Somos, Quem Somos, Onde Vivemos e Como Vivemos

Quantos somos, quem somos, onde vivemos e como vivemos? Eis as perguntas cujas respostas os angolanos saberão em 2014.

O país vai realizar o primeiro censo geral da população, depois da independência em 1975.

A última operação de levantamento estatístico da população de Angola realizou-se há 40 anos.

Um teste piloto arranca a 16 de Maio próximo em algumas províncias.

Segundo o Gabinete Central do Censo, GCC, a experiência vai ter lugar em sete províncias: Luanda, Cunene, Huambo, Kuando Kubango, Kwanza Norte, Uíje e Namibe.

INE será o maior empregador

Com um custo estimado em um milhão de dólares, a prioridade deste Censo Piloto vai para a constatação do que foi preparado até agora pelas equipas multidisciplinares do GCC.

De acordo com o director do INE, Camilo Ceitas, o instituto tem vindo a receber do Estado meios financeiros tidos como suficientes para fazer face a este «investimento muito grande e indispensável a qualquer nação».

Fez questão de reforçar a ideia de que se «trata de um investimento e não de uma despesa»«, porque vai fornecer informação a todos os níveis, que vai ser disponibilizada a toda a sociedade, desde o sector público ao privado.

O Orçamento do INE foi reforçado em 2012, atingindo os 47 milhões de dólares, e em 2013 é de cerca de 50 milhões. No próximo ano, «deverá rondar os 70 milhões de dólares».

O INE deverá, em 2014, empregar temporariamente mais de 65 mil pessoas. «Vai ser o maior empregador do país e, também por isso, terá um dos maiores orçamentos», comentou Paulo Fonseca, o coordenador do gabinete técnico do Censo.

 

Linha telefónica

O ponto da situação do país vai assim ter, a 16 de Maio, um ensaio muito sério. Para tal, o GCC tem já em divulgação uma campanha nacional de publicidade que orçou em mais de 800 mil dólares. O GCC disponibiliza também, a partir da próxima semana, uma linha telefónica de esclarecimento sobre as questões inerentes ao Recenseamento Geral da População e Habitação.

Camilo Ceita, que coordenará o Censo 2014 esclareceu que «a linha telefónica estará disponível diariamente, e em quatro línguas: Português, Umbundo, Kimbundo e Kicongo. O público poderá satisfazer algumas inquietações sobre este processo».

De referir que o Censo 2014 compreende a realização de dois recenseamentos em simultâneo: um sobre a população («Quantos somos, Quem somos») e o outro sobre habitação («Onde vivemos, Como vivemos»). Isto permitirá a obtenção de informação estatística actualizada, necessária ao acompanhamento e avaliação dos programas do Governo, bem como à produção de indicadores que permitam avaliar os progressos realizados no âmbito dos objectivos de desenvolvimento do Milénio.

Os primeiros resultados, provisórios, do Censo 2014 deverão ser conhecidos três meses depois do final do processo.

 

Fonte/Sol/O APOSTOLADO

O Tribunal Constitucional anunciou esta quinta-feira, 2, a extinção de 67 partidos políticos, sendo 19 por não terem obtido 0,5 por cento dos votos validamente expressos nas eleições gerais de 2012 e 48 por não concorrerem duas vezes consecutivas em pleitos eleitorais, nos termos da Lei dos Partidos Políticos.

Foram extintos por não terem obtido 0,5 por cento dos votos validamente expressos nas eleições gerais de 2012 os partidos Liberal para Unidade Nacional (PLUN), Angolano de Desenvolvimento Social (PADS), Aliança para Democracia dos Povos de Angola (ADPA), de Convergência Nacional (PCN), Democrático para o Progresso Social (PDPS), Movimento para Democracia de Angola (MPDA), Socialista Liberal (PSL), Social Independente de Angola (PSIA), União Nacional para Democracia (UND), Aliança Nacional Independente de Angola (ANIA), União Angolana pela Paz Democracia e Desenvolvimento (UAPDD), Trabalhista de Angola (PTA), Nacional Democrático de Angola (PNDA), da Solidariedade e da Consciência de Angola (PSCA), de Expressão Livre Angolano (PELA), Restaurador da Esperança-Partido Verde (PRE), Frente Democrática de Angola (PFDA), Republicano Social Democrático (PRSD), Popular para o Desenvolvimento (PAPOD) ex-PPDLA.

O Tribunal extinguiu, por não terem concorrido por duas vezes consecutivas em pleitos eleitorais os partidos Fórum Democrático Angolano (FDA), Operário Social Democrático Angolano (POSDA), União Nacional Patriótica para Democracia (UNPD), Unidade Nacional de Angola (PUNA), Partido de Massas Democrático (PMD), Democrático Nacional (PDN), partido Conservador (PC), Partido Congressista Angolano (PCA), Democrático Radical de Angola (PDRA), Angolano para Unidade e Desenvolvimento (PAUD), Movimento Patriótico Renovador de Salvação Nacional (MPR/SN), Angolano Unificado para a Solidariedade (PAUS), Aliança Democrática para a Liberdade de Angola (ADLA).

A lista inclui ainda os partidos da Comunidade Comunista Angolana (PCCA), Democrático Liberal de Angola (PDLA), Angolano Republicano (PAR), Popular (ex-PNPA-PP), de Reunificação do Povo Angolano (PRPA), Reformador Angolano (PRA), Aliança Democrática Angolana Cristã (ADAC), Social Democrata (PSD), Social da Paz de Angola (PSPA), Liberal para o Progresso de Angola (PLPA), Independente Renovado (PIR), Socialista Angolano (PSA), União Nacional da Luz para a Democracia e Desenvolvimento de Angola (UNLDDA), de Apoio à Liberdade e Democracia Angolana (PALDA), Democrático Angolano (PDA), Angolano Conservador da Identidade Africana (PACIA), de Apoio à Liberdade Linguística de Angola (PALLA), Democrático da União Nacional de Angola (PDUNA), Republicano de Angola (PREA), Partido de Salvação Nacional (PSN), Aliança Nacional (NA), partido Nacional (PN), União Democrática Nacional de Angola (UDNA), Social Democrático Angolano (PSDA), da Convergência Democrática Angolana (PCDA). Foram igualmente extintos, pela mesma razão, os partidos Tendência de Reflexão Democrática (TRD), União Nacional Angolana (UNA-PT), Republicano Conservador de Angola (PRCA), Angolano Independente (PAI), União Nacional para Democracia e Progresso (UNDP), União Democrática dos Povos de Angola (UDPA), Angolano para os Interesses Democráticos (PAID), Congresso de Aliança Democrática Angolana (CADA), Aliança do Povo Independente e Democrático de Angola (APIDA) e Democrático Pacífico de Angola (PDPA).

Foram assim consideradas também extintas as coligações Conselho Político da Oposição (CPO), Nova Democracia União Eleitoral (ND) e Frente Unida para Mudanças de Angola (FUMA).

O Tribunal Constitucional informa que os órgãos estatutários dos partidos políticos extintos devem proceder à sua liquidação no prazo de 90 dias, devendo a actividade da sua direcção e demais órgãos limitar-se ao estritamente necessário à realização do processo de liquidação, sendo-lhes vedada qualquer actividade de natureza política e partidária.  O Tribunal Constitucional informou que neste momento os partidos políticos com registo e inscrição em vigor são o MPLA, UNITA, Partido da Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), PADDA-Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico Angolano (PPA) e Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA). Os partidos PALMA, PADDA-AP, PPA, e PNSA integram a Coligação CASA-CE.

Têm ainda registo e inscrição em vigor os partidos sem assento parlamentar Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA), Bloco Democrático (BD) e Movimento de Defesa dos Interesses de Angola-Partido de Consciência Nacional (MDIA-PCN) (com processo de extinção desencadeado a pedido do Procurador-Geral da República, nos termos do artigo 33º da Lei n.º 22/10, 3 de Dezembro, Lei dos Partidos Políticos, conjugado com a alínea e) do n.º 1 do artigo 63º da Lei n.º 3/08, de 17 de Junho, Lei do Processo Constitucional.

Fonte: JA

A República de Angola assumiu esta quarta-feira, 2, em Addis Abeba, Etiópia, a Presidência do Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

Segundo uma nota de imprensa chegada à Angop, os Trabalhos da Presidência de Angola no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, serão dirigidos pelo Embaixador Representante Permanente, Arcanjo Maria do Nascimento.

Consta do programa da presidência de Angola, de acordo com o documento, a situação na Somália, Guiné-Bissau, Mali, entre outros assuntos que dominam a agenda da política do continente africano.

Nesta altura, as atenções da União Africana, estão voltadas para o Mali e República Centro Africana, na sequência da mudança inconstitucional, na busca de soluções para o leste da República Democrática do Congo depois da assinatura dos acordos de Paz, bem como no respeito dos acordos entre o Sudão e Sudão do Sul.

A presidência de Angola no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, acontece numa altura em que a Organização continental prepara-se para comemorar no próximo dia 25 de Maio os cinquenta anos da OUA – UA, ou seja o ano do jubileu africano.

Angola foi eleita para um mandato de dois anos na cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União africana, realizada em 2011, em Addis Abeba, Etiópia.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana é composto por Quinze Estados Membros da Organização, sendo que dez são eleitos para um mandato de dois anos e cinco para um mandato de três anos.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana foi criado em Marco de 2004 em Addis Abeba, Etiópia.

Ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana cabe a responsabilidade de trabalhar na busca de soluções de paz e estabilidade no continente e as suas acções são bem visíveis na Somália e no Mali, por um lado, e na sua firme condenação sobre as mudanças inconstitucionais de governo.

A governadora da província de Cabinda, Aldina Matilde da Lomba, debateu, em Houston, com o prefeito de Nova Orleans, Mitchell Landrieu, questões relacionadas com a geminação do município de Cacongo e essa cidade do Estado norte-americano de Louisiana.

Num encontro bilateral realizado à margem do Fórum Económico e Cultural Mundial e do Conselho e Conferência anual dos prefeitos  dos Estados Unidos da América, onde a governadora de Cabinda participa desde quarta-feira, os dois interlocutores passaram em revista as similaridades que caracterizam as regiões de Cacongo e de New Orleans e que favorecem a sua geminação.

Os tópicos das discussões entre os dois governantes centraram-se na cooperação bilateral entre Cacongo e Nova Orleans, as potencialidades socioeconómica  cultural e turísticas das duas regiões, bem como a possibilidade de trocas comerciais.

Além das potencialidades petrolíferas do município e da província de Cabinda no seu todo, Cacongo oferece um grande potencial agrícola com predominância ao cultivo da mandioca e a banana.

A governante angolana que se fez acompanhar  da cônsul-geral de Angola em Houston, Júlia Machado, e de diplomatas angolanos, destacou  outras actividades económicas do município, como a pesca, a exploração florestal, bem como a existência, nessa localidade costeira de Cabinda, de mineiros de cálcio, ouro, fosfato, diamante e urânio.

À semelhança de Cacongo, a economia da cidade de Nova Orleans, que detém o centro portuário mais movimentado dos Estados Unidos da América, centra-se  na exploração petrolífera, pesca e é conhecida pelo seu legado multicultural com influências francesas, espanholas e afro-americanas, bem como pela sua música e culinária.

O prefeito Mitchell Landrieu manifestou o seu interesse em visitar a província de Cabinda, em particular, o município de Cacongo, aguardando apenas para o efeito o convite formal das autoridades angolanas.

A cerimónia de abertura desta edição do Fórum Económico e Cultural Mundial e do Conselho e Conferência Anual dos Prefeitos dos Estados Unidos da América  foi marcada pela celebração de Angola pelos 20 anos de relações diplomáticas entre os dois países que se assinala a 19 de Maio próximo.

Pelo facto, a cerimónia contou com a realização de um acto cultural denominado “Noite de Angola”.

Ao tomar a palavra no evento, a governadora Aldina Matilde da Lomba enfatizou os laços culturais entre os dois povos, sublinhando que apesar do estabelecimento das relações diplomáticas entre Angola e os Estados Unidos da América  ter acontecido há vinte anos, as actividades  económicas e culturais entre os dois países remontam há  mais de cem anos séculos, com a chegada dos primeiros escravos angolanos no território dos EUA, cujos esforços e sacrifícios contribuíram para o surgimento da actual nação americana.

Segundo a governadora de Cabinda, estudos apontam que os primeiros escravos saídos de Angola teriam sido fixados no Estado de Louisiana, particularmente, em Nova Orleans, onde as similitudes culturais podem ser facilmente observadas através dos seus hábitos alimentares, a música, a dança, as diversas crenças religiosas e no seu modo generalizado de estar.

Para a governante angolana, outro facto que reforça os laços culturais e económicos já existentes entre os dois povos é a presença de uma significativa comunidade angolana no Estado de Louisiana, bem como a existência de  empresas petrolíferas com sede em Nova Orleans e que operam em Angola, em particular na província de Cabinda.

Para Aldina da Lomba, a celebração da “Noite de Angola” no contexto do XX aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Angola e os EUA  através da exibição da música, dança e da culinária angolana vem marcar mais um passo que se espera determinante na identificação das raízes culturais que caracterizam os povos de Angola e de Nova Orleans.

O espaço cultural “Noite de Angola” preparado pelo Consulado Geral de Angola em Houston em parceria com a Câmara de Comércio Angola –Estados Unidos foi animado pelo cantor angolano Ricardo Lemvo,  radicado na Califórnia, e por um grupo de dança tradicional de jovens angolanos estudantes no Estado de Louisiana.

Personalidades de vários pontos do mundo assistiram à cerimónia de abertura do Fórum Económico e Cultural Mundial e do Conselho e Conferência Anual dos Prefeitos  dos Estados Unidos da América.

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