Automobilistas e passageiros agastados pelo mau estado das estradas do Cuanza Norte

Os automobilistas e passageiros que diariamente circulam nos troços rodoviários Golungo Alto-Maria Teresa, Ndalatando – triângulo do Golungo Alto, na Estrada Nacional 230 A, mostram-se agastados por causa do mau estado de conservação das referidas vias de acesso.

De acordo com os automobilistas e passageiros que diariamente usam aqueles troços rodoviários pertencentes à estrada nacional 230 A, vulgarmente apelidada por trombeta, ouvidos pelo Jornal Apostolado, disseram que as referidas estradas precisam de uma intervenção urgente, por isso, exigem das autoridades governamentais a reverem com urgência a situação daquelas infraestruturas construídas a pouco menos de sete anos.

Por sua vez, o Coordenador do bairro Boa Esperança, Comuna da Cerca, Município do Golungo Alto, o mais velho Isaías Simão Marcos Neto, em declarações a este órgão de actualidade informativa da CEAST, assegurou que a situação já foi encaminhada as autoridades administrativas da Comuna que tutela toda aquela malha rodoviária. O ancião revelou que o governador Adriano Mendes de Carvalho já sabe deste problema dos buracos nessa estrada nacional e dos outros problemas sociais que nós temos passado aqui na Boa esperança, “porque já veio nos visitar duas vezes”, a fonte que temos vindo a citar disse também que, lembra com muita tristeza muitos dos acidentes que tem acontecido na mesma estrada devido aos vários perigos em função dos inúmeros buracos, o mesmo certificou que já aconteceu durante três dias consecutivos registos de acidentes no referido troço viário, a título de exemplo “são as colisões e os capotamentos de cinco viaturas”, ressaltou aquela autoridade tradicional.

E Sandra Gaspar, negociante e utente daquela via, disse que tem se deparado com vários acidentes na referida estrada e lembra-se ainda com muita nostalgia de um “aparatoso acidente em que tinham envolvidos uma viatura Ambulância de Marca Land Cruiser do hospital provincial do Cuanza Norte que seguia viagem para Luanda transportando doente transferido” que tinha colidido com um caminhão e matou um dos ocupantes da referida ambulância.  Já Alberto Mário, motorista ligeiro profissional, que faz diariamente táxi Luanda Malanje, visivelmente agastado, deplorou a situação, dizendo não intender por que o governo não reabilita a estrada da trombeta que sai de Ndalatando até Maria Teresa, porque todos os dirigentes que viajam por terra para o Leste ou nordeste de Angola usam a referida estrada, aquele homem do volante, denunciou que “a maioria dos acidentes de viação que tem acontecido na mesma estrada tem sido devido os solavancos que estão na estrada em radiografia”, o mesmo, exemplificou ainda o caso recente de uma colisão que envolveu um suzuky alto contra uma Toyota Hilux que presumivelmente na tentativa de esquivar outro carro, mas devido à degradação do asfalto, foi fatal resultando em danos humanos de quatro mortes. E Maria Pedro Santana que viajou há dias de Lucala à Luanda também lamenta a não reabilitação das estradas daquela circunscrição provincial e recorda “como se fosse um dia como hoje pelas 11 horas naquela mesma estrada a colisão entre um dos autocarros de fabrico chinês da marca YOTONG, pertencente à empresa pública TCUL que tinha colidido com um camião, este último por ter estoirado um dos pneus que tinha embatido num maligno buraco e fez mais de dez vítimas entre mortais e feridos, num conjunto de crianças, adolescentes, jovens e adultos todos ocupantes do autocarro que seguiam viajem com destino a vizinha província de Malanje”.

Edson Jorge, activista cívico, daquela província ao Norte do rio Kwanza, disse há dias em Ndalatando que “o mau estado das vias condiciona a circulação de pessoas e bens”. Salientando que ao longo do troço da via da estrada Ndalatando até a vila de Catete, Município de Icolo e Bengo, província de Luanda tem se constatado várias irregularidades decorrentes da construção que, aliadas à intensidade do tráfego rodoviário e à falta de manutenção, contribuem para o seu actual estado de degradação.

Este Jornal sabe também de uma fonte fidedigna que não aceitou se identificar que o trajecto Maria Teresa-Caxilio-Ndalatando, também conhecida como estrada da Trombeta num percurso de noventa quilómetros da vertente A da mesma estrada (230), construída em 2012, bem como a outra parte que carecem de manutenção por apresentar troços degradados, desde o ano de 2013, “já estavam nos planos de encargos do Ministério em 2014, mas até hoje nem água vai nem água vem”.

Por seu turno, o antigo ministro da Construção e Obras públicas, Valdemar Pires Alexandre, tinha afirmado em 2015 que “as sobrecargas rodoviárias transitadas no país”, aliada à utilização inadequada, por parte dos automobilistas, constituem, entre outros, os factores fundamentais que contribuem para a degradação precoce das estradas. O dirigente na altura tinha garantido que seria implementada para breve uma estratégia com vista a se inverter, num curto espaço de tempo, a actual situação de degradação de algumas vias críticas e preocupantes nos troços visitados, naquela altura. Segundo o então ministro, o sector estava a trabalhar para que em breve pudesse apresentar um novo modelo de conservação e manutenção de estradas da rede fundamental, visando à preservação dos investimentos feitos pelo Estado, consubstanciado na recuperação de “cerca de dez mil quilómetros de estradas Nacionais”.

Entretanto, Adriano Mendes de Carvalho, governador provincial do Cuanza Norte, recentemente em declarações a imprensa pública local, a quando da inauguração da estrada que liga o troço Alto Dondo a Cacuso, na Estrada Nacional 322, tinha dito que “estão previstas para os próximos tempos muitas acções no domínio das estradas”. No mesmo dia, o Ministro Manuel Tavares de Almeida, também tinha prometido que as outras vias de acesso do Cuanza Norte que se encontram em estado precario de conservação “vão ser brevemente intervêncionadas”, citando as vias que dão acesso as comunas da Cerca no município do Golungo Alto, Massangassano no município do Golungo-Alto, Golungo-Alto/ Ngonguembo com quase 20 quilómetros, Samba Caju e Kikulungo, numa extensão de trinta e seis quilómetros e a reabilitação da estrada Maria Teresa-Caxilio-Ndalatando.

Via Maria Teresa-Dondo está a ser reabilitada

As obras no troço Maria Teresa-Dondo, na Estrada Nacional 230, na província do Cuanza-Norte, numa extensão de 61 quilómetros, podem estar concluídas no final do mês em curso, garantiu o actual ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, durante uma recente visita ao local. Segundo o titular da pasta, o órgão que tutela encontrou uma solução financeira, com o Ministério das Finanças, para concluir o trecho “com a qualidade que se requer”, cujos trabalhos estão orçados em setenta e um milhões de dólares, dos quais sessenta e três milhões já foram pagos. Dos sessenta e um quilómetros por asfaltar na via, faltam seis, mais os trabalhos complementares, que incluem a construção de valetas e bermas.

Outras estradas em obras

Manuel Tavares de Almeida sublinhou que o troço que liga Alto Dondo a Cacuso, na Estrada Nacional 322, está novamente em obras, por apresentar algumas falhas depois da sua inauguração em Junho último. O ministro informou ainda que os trabalhos na via entre Samba Caju e Kikulungo, numa extensão de trinta e seis quilómetros, estão com quarenta e seis por cento de execução de terraplanagem e cerca de seis quilómetros de asfalto. Quanto aos vinte quilómetros de estrada degradados na via Golungo-Alto/Ngonguembo, o titular da pasta da Construção e Obras Públicas revelou que a empreitada vai ser inserida no Plano de Intervenção aos Municípios PIIM de 2020. De acordo com o governante, alguns atrasos verificados na construção de estradas, e não só, estão associados à crise financeira, “o que obriga a fazer-se um exercício permanente de obtenção e remanejamento de recursos.”.

Por: António domingos

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