BRICS, ZIMBABWE, SECAM

VISÃO JORNALÍSTICA

Joanesburgo sediou a Xª Cimeira anual dos BRICS. A sigla significa Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul. Representa um grupo de cooperação política para o melhor equilíbrio económico e comercial no planeta. A sua diversidade cultural é óbvia. O Brasil, – exclusivo vulto católico, mantém relações privilegiadas com o Vaticano. A diplomacia da Santa Sé aprecia a aposta do grupo em reduzir as desigualdades e a pobreza mundial.

A sua recente cúpula ocorreu de 26-28 de Julho do corrente, sob o lema “OS BRICS em África: Colaboração para o Crescimento inclusivo e prosperidade partilhada na 4ª revolução industrial”. Resultou na aprovação de um roteiro, cujo teor exaustivo esperamos ver no portal oficial do Estado Sul-Africano, ora seu Presidente rotativo. A próxima presidência, em 2019, será do Brasil. Pelas declarações escutadas, a China foi a vedeta, ao anunciar logo mil milhões de dólares prontos para o objectivo. Para o público angolano, ecoou singularmente a pretensão de integrar um dia o bloco e de uma autoestrada Luanda-Joanesburgo. Sonhos por enquanto, mas eles têm o condão, pelo menos, de salientar o lado concreto das alternativas do doloroso presente em África.

Neste particular, a conjuntura pré-eleitoral da RDC voltou a transitar por Luanda – um tópico a esmiuçarmos melhor numa das próximas edições. O alto interesse noticioso incidiu, ainda, nas eleições gerais, realizadas no Zimbabwe na era pós-Robert Mugabe, pela primeira vez. Realizaram-se a tempo – um dado positivo -, mas ficaram manchadas por seis mortes causadas pelo abuso das forças armadas. O chefe de Estado eleito dignificou-se no acatamento do prazo constitucional de legitimação do seu mandato. A Oposição brilhou pelo score do seu líder, de 40 anos, ilustrando a regeneração e um promitente horizonte. A vigilância internacional (através da ONU, da UA, da SADC e da IMBISA) mantém-se premente na fase pós-eleitoral. Mormente, ostentando equilíbrio mais apurado entre felicitações (apressadas) e a censura das derrapagens (demasiado tímida, onde morreram pessoas). O precipitado recurso ao exército, ao invés da polícia, deve acabar no Continente, se quer credibilizar a maturidade da sua soberania.

Pela positiva ainda, arrancou, em Kampala, o Jubileu dos cinquenta anos do Simpósio dos Bispos da África e Madagáscar (SECAM). O evento vai durar um ano, e o começo permitiu divulgar o “Instrumentum Laboris” – o documento de base para os subsídios participativos. Encabeçou a cerimónia de 29 de Julho passado, na capital ugandesa, o presidente do SECAM e Arcebispo do Lubango, D Gabriel Mbilingui. “Este trabalho que estamos a fazer aqui, só a história poderá dizer a importância deste momento”, comentou D Mbilingui, na ocasião.

Por cá, também, iniciou o Iº Congresso Nacional Sacerdotal, com uma celebração eucarística no domingo passado, na igreja de São Paulo em Luanda. Foi presidida pelo titular da Comissão Episcopal da CEAST para o Clero e Arcebispo de Malanje, Dom Benedito Roberto. Também, os seus trabalhos decorrerão durante um ano, desdobrando-se nas várias dioceses de Angola. A data da abertura saudou o dia de São João Maria Vianney, Cura d’Ars, Padroeiro dos sacerdotes. Na homilia, D Benedito frisou este carisma que Deus fez surgir igualmente em Angola, dizendo tratar-se de, citamos: “Uma vocação que apenas a luz da fé pode ajudar a compreender porque é vida para o povo, porque é vida de filhas e irmãos, nossos que, como que contemplando o invisível, se destacam no meio de nós, para abraçar um estilo de vida não comum como a que conhecemos ser a vida de um sacerdote, a vida de um padre.”

VISÃO JORNALÍSTICA.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo).

Luanda, quinta-feira 09 de Agosto de 2018.

 

 

 

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