Centro de Acolhimento “Beata Liduína” com dificuldades

O Centro de Acolhimento “Beata Liduína”, localizado na periferia da cidade de Ndalatando, enfrenta dificuldades de vária ordem para desenvolver os seus projectos, que visam proporcionar melhores condições de vida às crianças desfavorecidas sob sua protecção.

A preocupação foi apresentada nesta semana, pela responsável da instituição, irmã Rodolfa Madalena, salientando que a falta de recursos financeiros é a maior dificuldade do internato que alberga, actualmente, 40 meninas, dos nove aos 17 anos, oriundas de várias províncias do país.

Segundo a responsável,  o estabelecimento necessita ainda de bens alimentares, material higiénico, roupas usadas, calçados, entre outros apoios.

A instituição localizada no bairro Kipata, acolhe desde a sua criação, em 2002, somente crianças do sexo feminino, entre órfãos e menores abandonados pelos próprios familiares, na sua maioria acusados de prática de feitiçaria.

“Temos crianças que chegaram com um ou dois anos de idade e hoje são moças com 14 ou 17 anos a estudarem a 10ª classe, fruto da pouca disponibilidade”, pelo que se apela as entidades de direito a ajudarem na continuidade da sua formação, de formas a se tornarem maduras capazes de enfrentarem os desafios da sociedade”, afirmou a religiosa.

O espaço está equipado com cozinha e dormitórios, mas carece de posto médico para a prestação de assistência medica aos internados, além de psicólogo para fazer o acompanhamento das crianças, sobretudo aquelas que apresentam traumas, bem como de espaços e equipamentos para implementar cursos profissionais.

Esclareceu ainda que desde a sua criação, o centro não recebe apoios de qualquer instituição e desde então tem enfrentado dificuldades para manter as raparigas que lá vivem, sobrevivendo com o apoio de algumas pessoas, que partilham o pouco que têm com as meninas e de doações esporádicas de algumas entidades particulares.

Fez saber que durante o dia, as meninas que vivem no centro se desdobram em várias actividades que ajudam na manutenção da infra-estrutura assim como estudam em escolas públicas locais e a seguir aos deveres escolares, algumas auxiliam na limpeza, na cozinha ou em outras tarefas.

O centro criado a partir da transformação de salas de catequeses em internato, tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento das crianças e jovens órfãos e abandonadas pelas famílias e em condições de vulnerabilidade, através da implementação de acções de formação humana e espiritual, visando a inserção dos mesmos na sociedade.

A responsável manifestou, por outro lado, a sua apreensão sobre os motivos que levam ao abandono de muitas crianças pelos próprios pais e outros encarregados de educação.

Apelou à sociedade para proteger cada vez mais às crianças abandonadas, através de iniciativas que ajudam a resolver os conflitos familiares e criar ambientes sociais mais favoráveis para o seu crescimento saudável e feliz.

Disse ser necessário apoiar os programas de desenvolvimento da criança pelo facto dos menores serem os futuros homens e mulheres que vão trabalhar para o crescimento do país, acrescentando que “é possível ajudar o centro de acolhimento com doações de alimentos, peças de roupa, dinheiro e serviços voluntários”.

 

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