Cuanza Norte precisa de mais de dois mil professores

A província do Cuanza Norte está situada no estremo Oeste de Angola e a cento e noventa quilómetros de Luanda capital do país. Tem como a sua capital a cidade de Ndalatando e congrega dez municípios, numa extensão territorial de vinte mil e duzentos e cinquenta dois  quilómetros quadrados.

O sector da Educação no Cuanza Norte precisa de dois mil e cinquenta e cinco professores para a cobertura integral da rede escolar nos dez municípios que compõem a província e tem apenas para este ano, disponíveis quatrocentos e oitenta nove vagas para admissão de novos professores, no âmbito do concurso público previsto para o mês de Novembro deste ano, informou o director do Gabinete Provincial da Educação, Manuel Miguel Lourenço, “MAMILÓ”.

Aquela fonte institucional, disse que os professores deverão leccionar as classes do ensino primário e secundário, nos dez municípios e serão admitidos técnicos médios e licenciados para as categorias de professores do 6.º e 13.º grau, a fim de se minimizar o défice de docentes no sector. O Cuaanza Norte conta, actualmente, apenas com quatro mil e quatrocentos e trinta professores, distribuídos por trezentos e noventa escolas, rematou a fonte.

Alfabetizadores clamam pelos seus subsídios

Trezentos e dezanove alfabetizadores clamam pelos seus subsídios desde 2015 até a data presente, informou Eduardo Torres porta-voz dos reclamantes. Sobre o assunto o Apostolado também ouviu Admiro Manuel, Subdirector Administrativo do Complexo escolar Missionário São João Baptista de Ndalatando que disse que desde que o governo através do gabinete provincial da educação local deixou de pagar os subsídios dos alfabetizadores fez reduzir o número de funcionários e alunos que faziam colorir as salas de aula daquela instituição escolar da igreja católica de Ndalatando.

Entretanto, Felismina Domingos, coordenadora provincial do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar PAAE, do gabinete provincial da educação do Cuanza- Norte, confirmou o facto ao Apostolado e revelou que já foram disponibilizados pelo Ministério da Educação trinta e seis milhões e duzentos e trinta mil kwanzas para o pagamento de subsídios atrasados aos alfabetizadores daquela parcela de Angola ao norte do rio Cuanza, referentes aos anos de 2015 e 2016. De acordo com a fonte, os contratados assinados com os alfabetizadores são de dez mil kwanzas por mês, cada um, cobrindo um período de nove meses. Os referidos valores vão ser pagos a partir do dia 30 deste mês. Segundo a responsável, serão pagos os atrasados referentes a dois meses do ano de 2015 e sete meses do ano de 2016, que não foram pagos na devida altura, por dificuldades financeiras. Felismina Domingos precisou, que apesar do esforço do Executivo em pagar essas dívidas, faltarão ainda por liquidar os atrasados referentes a dois meses do ano de 2016, assim como os meses dos anos de 2017 a 2019. Dezasseis mil seiscentos e sessenta e seis cidadãos, assegurados por trezentos e dezanove alfabetizadores beneficiam, presentemente, de aulas de alfabetização, na província, nos módulos 1, 2 e 3, correspondentes à iniciação a 6ª classe. Desde a revitalização do processo de alfabetização na província, em 2007, cento e setenta e seis mil, setecentos e dezassete cidadãos já aprenderam a ler e escrever, através dos métodos “Eu posso”, “Gostar de ler e escrever”, “Alfalite”, “Dom Bosco”, entre outros, conforme revelou aquela responsável. Felismina Domingos fez tais pronunciamentos durante a reunião do Conselho alargado Provincial do Gabinete de Educação, que decorreu há dias em Ndalatando. Durante o referido conselho alargado de direcção, os participantes avaliaram o grau de cumprimento das orientações anteriormente baixadas, o funcionamento das direcções municipais da Educação e das escolas, bem como o aproveitamento escolar do primeiro e segundo trimestres do ano lectivo em curso. Estratégias para o combate ao absentismo dos docentes e alunos nas escolas, a gestão financeira e a problemática da merenda escolar, entre outras questões, foram igualmente discutidos no evento orientado pelo director da instituição, Manuel Miguel Lourenço António “MAMILÓ”.

Por: António Domingos

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