Dignidade Carismática

 

                                                                                VISÃO JORNALÍSTICA

CEAST

Volta e meia, a Igreja Católica brilha em dignidade carismática, no seu constante ministério da Palavra. Espalha-a, num inspirado equilíbrio, linguagem simples, clara e meiga, juízos equidistantes e certeiros. Vai direito, qual Sal e Luz imparável, à consciência individual e coletiva, colhendo a unanimidade dos adeptos da verdade. Aqueles aficionados do excelso ensinamento de Jesus Cristo, o Redentor: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).

Assim, ressoou e continua a ressoar a Mensagem Pastoral sobre as eleições, publicada pela CEAST a 30 de Março passado.

O essencial do seu teor veio resumido logo na epígrafe, que citamos: “Examinai tudo, escolhei o que é bom!”.

O sublime conselho é desenvolvido no corpo, estruturado em duas partes.

A primeira recapitula os fundamentos teológicos, extraídos da Doutrina Social da Igreja. Nesta linha reitora, a CEAST reproduziu o roteiro chamado “O Cristão e a Politica”, que valoriza “a oração do político cristão”, entre outros.

A segunda parte da Carta Pastoral, ela, inova e atrai pela grafia e o intitulado, que enuncia taxativamente “ALGUMAS ORIENTAÇÕES PRÁTICAS E ÉTICA NAS ELEIÇÕES – Eleições Viradas para o Futuro”.

E a primeira orientação bate na sempre sensível tecla da comunicação social, rezando, voltamos a citar:

Os órgãos de Comunicação Social, sobretudo os estatais, têm sido excessivamente unilaterais e tendenciosos. Para a sua credibilidade, devem desempenhar o seu papel, extremamente importante, ao longo de todo o processo eleitoral, com rigor e isenção, garantindo o acesso à informação sobre os diferentes candidatos e programas políticos; noticiando com verdade e imparcialidade”. Adiciona-se na matéria, a exortação à intensificação das orações “para que seja devolvido aos cristãos angolanos o direito de escutar a Rádio Ecclesia, em todo território nacional”. Esta achega consta do comunicado final da Plenária, realizada pelos nossos Bispos em Benguela, de 24 a 30 de Março último.

Na própria mensagem, eles aconselharam, ainda, precaver os riscos que o momento coloca ao desafio da reconciliação nacional: “ (…) evite-se recordar desnecessariamente episódios tristes da nossa história recente, que nem sequer fazem parte da experiência de muitos eleitores. Seria insensatez abrir feridas que estão a cicatrizar.”

Frisaram, também, a deontologia do apartidarismo, requerida a grupos profissionais tais como “os magistrados, os agentes da polícia, os militares”.

Numa introspeção da comunidade cristã, a mensagem avisa que “ninguém use o espaço destinado às celebrações, catequeses e reuniões de grupos e movimentos apostólicos para campanha partidária, seja através de cartazes, autocolantes, bandeiras, bonés, camisolas ou outros materiais de cariz partidário”.

A sequência do texto proclama: “Convidamos também os líderes das demais confissões religiosas e as autoridades tradicionais a agirem do mesmo modo (…) Recordamos que a natureza e a dignidade da autoridade tradicional é anterior e transcende os partidos políticos. Por isso, apelamos à sua não instrumentalização e que eles mesmos também não se deixem instrumentalizar.

Atingirão estes piedosos votos o seu alvo? Acreditamos que sim, sobretudo se se fizer uma difusão da Mensagem pelos canais de maior aproximação física dos destinatários, além da mídia clássica. Mas isso não acontecerá se, por exemplo, como reparamos algures, a liturgia dominical não conceder à Mensagem o menor espaço. Nem sequer uma menção genérica da novidade! Para corrigir uma falha destas, ainda há tempo. E a hora é propícia, tal como salientado na seguinte passagem conclusiva do magistério dos nossos Pastores:

A Páscoa que estamos a preparar intensamente, é celebração da vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, do diálogo sobre a intolerância, do bem sobre o mal, enfim, da reconciliação sobre a violência. (…) Aceitemos os desafios da hora presente e futura sem pessimismo nem fatalismo, mas com esperança e grande sentido cívico. Aceitemos o desafio de construir uma sociedade nova fundada no direito e justiça e que seja respeitada a vontade soberana do povo”.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 06 de Abril de 2017

 

 

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