Distintos Cumprimentos

 

                                                                                                                           VISÃO JORNALISTICA 

Entrou-se mesmo noutra era entre o Governo e a Rádio Ecclesia (RE)! Mas será uma parceria sinergética voltada para o bem comum, substituindo a crispação? A visita à sede da emissora católica do novo ministro da comunicação social, na quarta-feira 1° de Novembro em curso, emitiu alguns sinais. A impressão expressa logo no fim pelo visitante evidenciou o pendor. E reproduzimos o seguinte enxerto das palavras do ministro João Melo: “Esta é uma visita que se impunha. A RE é um órgão muito importante e relevante dentro do nosso sistema de informação.” Na normalidade, o encômio não passaria de urbanidade de um visitante para com o anfitrião. Nem o mero reconhecimento de um arguto político perante a realidade de uma instituição de credenciais firmadas no seu múnus. Ora, o governante foi mais além, frisando o afecto próprio, exteriorizado no seguinte juízo de valor: “Eu não desconhecia totalmente a RE, eu já vim aqui algumas vezes no passado, embora noutra condição. É uma rádio que, pela equipa que tem, que é uma equipa pequena, pelos meios e o espaço que ocupa, digamos que desempenha e cumpre bem o seu papel. Deve ser portanto elogiada por isso”. Diacronicamente, que ruptura com o passado onde epítetos negativos não faltaram como “terrorismo de onda”, “rádio da oposição”, que o asco de remotas figuras assacaram contra a RE! Até de filhos da Igreja Católica!

No presente contexto, os pronunciamentos de Melo reafirmaram o alento reformador do seu consulado. Justificam por isso que a opinião pública lhe dê um xeque em branco? Claro que não, perante a expectativa de visita similar (enquanto estadista), por parte de órgãos como a Rádio Despertar, o Jornal Folha 8, Maka Angola, etc. Outro assunto que gerou, certamente, expectativa entre o público ouvinte é a idosa questão da expansão do sinal da Rádio Ecclesia a todo território nacional. Abordado sobre esta matéria o Ministro João Melo disse, e citamos: “Como ministro, compete-me agora dar encaminhamento a essa questão para ver como resolvê-la. Peço a compreensão dos ouvintes pelo facto de não poder revelar aqui e agora não só o teor da conversa propriamente, mas também as ideias que estão encima da mesa, mas, certamente que é um assunto a resolver.” Se a resposta traduziu, por um lado, os limites de um ministro isolado do colectivo, por outro animou pelo acento na vontade de uma solução. De uma solução, que contornos legais, técnicos, financeiros, administrativos e subjetivos adensaram sobre um original processo de direitos lisos.

Portanto, paciência, com fé na Providência, que tem derramado sensíveis graças sobre os Angolanos na actualidade. Destacou-se neste contexto o anúncio da iminente supressão de visto de entrada para a África do Sul. Que compensação ao peso suportado pelo país para o fim do apartheid naquela terra de proximidade regional! Que oportunidades, para muitos compatriotas minimizarem carências recorrendo ao acesso facilitado a um vizinho mais desenvolvido! Que estímulo ao pan-africanismo de verdade ou, seja, benéfico às populações e não só às elites, portadoras de passaportes diplomáticos e de serviço! Pelo agrado desta luz e bênção do Alto, finalizamos agradecendo com fé e citando o salmo 126.1: «Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas.»

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Esmeralda Chiaca)

Luanda, quinta-feira 09 de Novembro de 2017.

 

 

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