Entronizada a 13ª Rainha dos bassucos, Anastácia Gabriel ( Ngudi-a-Nkama )

Entidades governamentais, eclesiásticas e população do Município do Cuango, na Província da Lunda-Norte testemunharam o acto de entronização de Anastácia Gabriel como a 13ª Rainha de Ngudi-a-Nkama. Esta afirmou na ocasião estar firme e com os pés bem assentes no chão para defender a sua família e o seu povo

Ao som do batuque, os nativos e curiosos serpentearam os pés dançantes, e, em coro, entoavam canções de boas-vindas à Anastácia Gabriel, 13ª Rainha Ngudi-a-Nkama, ao ser elevada ao trono na aldeia com o mesmo nome, na comuna do Luremo, município do Cuango.

Ao sair de uma fortaleza coberta de capim a nova Ngudi-a-Nkama, que traduzido significa “Mãe das cem”, trazia consigo um cordão dourado, uma pele de animal e um machado, simbolizando a autoridade, e um longo e lindo vestido de pano africano que fazia de si uma rainha jovem e bela. Em andamento lento acompanhava o canto do batuque e os assobios e gritos de alegria do seu povo.

Na ocasião a mais nova Rainha de Ngudi-a-Nkama viu-se ladeada de grandes figuras da política, da igreja, da sociedade civil, com destaque para a Vice-governadora provincial da Lunda-Norte para o sector político e social, Deolinda Odia Satula Vilarinho, do Bispo da Diocese do Dundo, Dom Estanislau Marques Chindekasse, Deputados à Assembleia Nacional pelo círculo provincial, Entidades Policiais e das Forças Armadas Angolanas.

Com um rosto de alegria a rainha disse: “Neste momento estou muito feliz pelo facto de tudo correr bem até aqui, tudo porque não foi fácil ser entronizada e receber esta coroa, pois enfrentei muitas batalhas mas, graças a Deus consegui”. A jovem rainha de 40 anos de idade concluiu dizendo: “ao longo da preparação recebi muitas recomendações tradicionais. E devo dizer que, de agora em diante, estarei firme e com os pés bem assentes no chão para defender a minha família e o meu povo”.

A Vice-governadora provincial da Lunda-Norte para o sector político e social, Deolinda Odia Satula Vilarinho, disse ser um momento ímpar, que visa mostrar à sociedade angolana e ao mundo, a grandeza cultural da Lunda-Norte, que não deixa escapar os usos e costumes dos povos “e temos que preservar a cultura para que as gerações futuras possam conhecê-la”. A governante acrescentou ainda que a Lunda-Norte é uma província multicultural, e o papel do Estado assenta em continuar a trabalhar juntos com a população na conservação e divulgação dos usos e costumes do nosso povo. Sendo que “a autoridade tradicional é parte deste mesmo governo, não poderíamos estar alheios a este evento”, frisou a Vice Satula que representou o Governador provincial Dr. Ernesto Muangala. 

A 13ª Rainha Ngudi-a-Nkama, assim como a mãe e os seus avós foram todos educados na Igreja Católica, que garante que ela está preparada para receber o baptismo, frisou o Bispo local, Dom Estanislau Chindekasse, acrescentando, por outro lado, que nos “solidarizamos com ela e esperamos que seja uma boa rainha, e que seja intérprete das necessidades do povo, e que possa dialogar com as personalidades e entidades deste país”. Anastácia Gabriel, de 40 anos de idade é natural de Ngudi-a-NKama, comuna do Luremo, município do Cuango, Província da Lunda-Norte. Nasceu aos 06 de Novembro de 1979, é filha de Gabriel Ndengue, e de Henriqueta Maria Mphango, ambos naturais da comuna de Luremo.

Enviado especial: Adão dos Santos

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