ERCA. FOCAC. MUXIMA.

Reuniram bwé. Um dos kotas até abandonou a conversa em protesto. No fim, os restantes pariram uma diatribe de denúncias contra um deles. Este foi condenado por “destratar instituições do Estado e desqualificar colegas de ofício, numa perspectiva que contraria as regras de boa conduta, sentido de responsabilidade e decoro no desempenho de cargos públicos.” Foi só o enxerto da notícia da ANGOP sobre a deliberação da Entidade de Regulação da Comunicação Social Angolana (ERCA). A augusta instância labutou no passado 29 de Agosto do corrente ano. Identidade do crucificado: Carlos Alberto, um recorrente. A ANGOP nem se deu a pena de referir a opinião do réu. O próprio expô-la aos microfones da Rádio de Confiança. Essencial da mesma: levar o caso ao tribunal pela carga de difamação por parte dos pares. Partilhou certa dose da indignação de Carlos, outro venerável da ERCA, Reginaldo Silva, por sinal, a cara do Sindicato dos Jornalistas Angolanos. Figura impoluta das promiscuidades partidárias, Reginaldo focou uma cena da famigerada “ditadura democrática”, que o enjoou. Em suma, o novo episódio confirmou o clima de cortar à faca, na instância de garantia retórica da democracia na comunicação social.

Na actualidade mundial, entrementes, a China retomou o cartaz. A sua capital, Pequim, acolheu, nos dias 3 e 4 da semana em curso, o III Fórum de Cooperação China-África (FOCAC). Como em ocasiões anteriores, estontearam cifrões. USD 60 mil milhões para o próximo triénio, anunciou o presidente anfitrião, Xi Jinping, aos 53 hóspedes, abrindo o baile. O envolvimento financeiro da China pula assim para o alucinante pico de USD 180 mil milhões. Ultrapassa, doravante, o Plano Marshall, cujo equivalente no presente seria de mais ou menos USD 145 mil milhões. Tendo vigorado de 1947 a 1951 em 18 países europeus, aquele plano logrou a milagrosa recuperação económica da II guerra mundial. Ambicionar a similitude no nosso recanto planetário? Porquê não? Nós, Angolanos, em particular, pela envergadura da parte deste maná que cai cá. Andaria doravante nos USD 31 mil milhões, segundo empíricas estimativas credíveis. E o novo presidente, João Lourenço, foi a Pequim, motivado, entre outros, para perfazer a citada cifra vertiginosa.

Mas, voltando destas alturas siderais, a nossa santa Igreja agraciou com dois relevantes acontecimentos: um coloquial e outro do calendário das efemérides. Sob o lema “Embora muitos, somos um só corpo em Cristo”, ocorreu o primeiro Simpósio Bíblico Internacional. Obra da Pastoral Bíblica da CEAST, o programa das reflexões decorreu no Centro de Conferências das Irmãs Paulinas em Luanda, de 31 de Agosto a 1 de Setembro de 2018.

No último fim-de-semana, aconteceu também a Peregrinação anual ao Santuário da Mama Muxima. Desta vez, teve por divisa sacra: “Jovens, com Maria, caminhemos hoje ao encontro de Cristo”. As contas eclesiais de frequência registaram mais de 820 mil fiéis, desdobrados em 705.954 mulheres, 113.414 homens. Destes 398 eram estrangeiros. Coube a honra de presidir a eucaristia no Santuário, o convidado Bispo de São Tome, Dom Manuel António Mendes dos Santos. Comoveu a alma dos peregrinos o remate final da sua fervorosa homilia de circunstância. Finalizando, citámo-lo: “Vós, jovens, não tenhais medo de dizer sim a Jesus Cristo. Não tenhais medo de ter Maria que nos leva até ao seu Filho, Jesus. Não tenhais medo de dizer sim à vida, de dizer sim ao amor, de dizer sim à justiça, de dizer sim à verdade. Com este vosso sim, encontrareis razão para a vossa existência”.

VISÃO JORNALÍSTICA

(Uma coprodução de Siona Casimiro e Padre Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo).

Luanda, 05 de Setembro de 2018

 

 

 

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