Falta de vontade política prejudica qualidade do Ensino em Angola, defendem participantes e facilitadores do debate na comunidade.

A associação de jovens e adolescentes (AJA) realizou no dia 10/08/2019 uma mesa redonda com o tema, a má qualidade do ensino em Angola de quem é a culpa, do professor ou de quem governa? Na ocasião os participantes ao debate repartiram as razões do fracasso em (70% governo, 20% docentes e 10% encarregados) já os preleictores dizem que a falta de vontade políticas de quem governa.

A constituição da republica de angola consagra no seu Artigo 79.º o Direito ao ensino, garantindo que o estado deve promover o acesso de todos á alfabetização e ao ensino, ainda cabe ao Estado promove a ciência a investigação científica e tecnológica, por outro lado Angola é membro integrante da UNESCO, tendo participado em 2000 em DAKAR no fórum mundial sobre educação, aonde os países participantes assumiram importantes compromissos com objectivo de satisfazer as necessidades básicas de crianças, jovens e adultos, e erradicar o analfabetismo e universalizar o acesso à escola.

Os participantes ao debate na maioria professores, disseram na ocasião que “o governo deve dar maior atenção ao ensino de base, para que no futuro não se registam mais problemas de aprendizagem por parte dos estudantes”, outros são de opinião que “os encarregados de educação devem acompanhar o processo de ensino e aprendizagem dos filhos na escola/casa”, concluíram que “os professores devem aprimorar as matérias, e leccionarem disciplinas da sua areia de formação”.

O Psicólogo e docente Universitário Carlinhos Zassala, fez saber que, o governo tem que fazer uma unificação curricular a nível do ensino superior, porque “os estudantes universitários recebem matérias diferentes de cursos iguais nas diversas universidades do país”, o também bastonário da ordem dos psicólogos de Angola chamou atenção ao Ministério da educação no sentido de se criar exames nacionais “temos que fazer exames de acesso ao ensino primário, secundário e segundo ciclo a nível de todo país, para se evitar o surgimento de certificados falsos”. Concluiu que o nosso país esta muito distante das metas do UNESCO porque, “Santos de casa não fazem milagres, esta é a razão da má qualidade do ensino Angolano”. Disse

Já o jurista Carlos Veiga, é de opinião que o Estado Angolano é o responsável da má qualidade do ensino que se regista no país, disse no certame o também analista da Radio Ecclesia que “não tenhamos duvidas que as estruturas, os professores assim como a funcionalidade do ensino e dos alunos dependem do próprio governo”, o também docente Universitário afirmou por outro lado que “os outros país não investiram no betão mais sim no homem para serem as potências que conhecemos”.o mesmo concluiu que “não havendo vontade política por parte de quem governa, não teremos um país para o futuro” 

Por parte dos estudantes esteve presente Francisco Teixeira Presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos, que denunciou a existência de “duas mil crianças fora do sistema normal de ensino”, afirmou ainda que “as crianças que estudam estão a três anos sem receber merenda escolar”, o sindicalista recorda e alerta que, “país se prontificou em cumprir os regulamentos da UNESCO, em dar ensino gratuito de qualidade, coisa que não se vê até aos dias de hoje, assim sendo “caso não tenhamos respostas satisfatória da parte dos Ministérios da Educação, da juventude e do Ensino Superior, vamos sair as ruas para apresentar o nosso descontentamento”. Concluiu.

Por: Adão dos Santos

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