Igreja Católica declina responsabilidade sobre “bispo” Filipe Teixeira

A Igreja Católica Romana Apostólica recomendou, nesta quarta-feira, aos seus fiéis para absterem-se da participação em actos orientados pelo cidadão cabo-verdiano Filipe Cupertino Teixeira, que se intitula bispo católico.

A informação foi prestada pelo secretário executivo dos Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Padre Correia Hilário, na sequência do comunicado emitido por esta instituição religiosa que denuncia a utilização de vestes (solidéu, mitra, báculo, anel de bispo e a cruz grande suspensa no peito) por Filipe Cupertino Teixeira.

O suposto bispo está na província angolana de Cabinda a cerca de 15 dias, tem o apoio do padre Casimiro Congo, actualmente excomungado, e ordenou, como diáconos, cidadãos que possuem mulheres, contrariando o postulado pela Igreja Católica.

“Alertamos ao povo católico para não seguir este cidadão que está a tentar usurpar as competências da Igreja Católica. As vestes e insígnias usadas não foram cedidas pela igreja”, afirmou Padre Correia Hilário.

Segundo o secretário, a CEAST encetou nesta quarta-feira contactos com o Ministério angolano da Cultura e o Governo Provincial de Cabinda, no sentido de alertar sobre este caso e declinar toda e qualquer acção que o suposto bispo efectuar em nome da Igreja Católica.

Para si, enquanto órgão responsável pelas políticas no país, compete ao Estado angolano o tratamento deste caso, mas, devido ao seu interesse, a Igreja Católica fará o devido acompanhamento mediante denúncias das acções praticadas por este falso bispo.

Informou que Filipe Teixeira não utiliza templos afectos à Igreja Católica nas suas celebrações, mas que há a ameaça de desorientar e confundir os fiéis católicos e a sociedade, no geral, tornando-se num perigo.

Filipe Cupertino Teixeira nasceu em Cabo Verde, passou a sua infância e juventude em Angola e nos Estados Unidos da América. Frequentou o seminário Capuchinho nas cidades angolana de Luanda e americana de Boston, mas foi expulso nos dois sítios sem ter sido admitido as ordens sacras, isto é diaconal (diácono), presbiteral (padre) e episcopal (bispo).

Ao regressar a Cabo Verde, fez-se acompanhar de vestes de prelado e intitulou-se bispo católico, sem ter sido nomeado e consagrado pelo Papa da Igreja Católica, a quem compete esta prorrogativa.

No seu comunicado, a CEAST denunciou a presença em Angola do falso bispo católico que, tendo trabalhado em Cabo Verde, fugiu das autoridades cabo-verdianas, após a sua exposição pública.

 

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