Isabel dos Santos é estrela (maior) num Fórum da CPLP

A Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP promove na segunda-feira, dia 23, Portugal, cidade de Lisboa um Fórum Internacional sobre Mobilidade e Inovação, que contará com a presença de mais de 200 personalidades dos nove Estados membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e dos países observadores na organização.

Uma das principais intervenções estará a cargo da empresária angolana Isabel dos Santos que intervirá no painel dedicado à Inovação. No painel serão abordados temas como a “tecnologia e comunicação”, “internacionalização”, “desporto” e agricultura, antecipando-se que a empresária angolana aborde o caso particular do seu país.

Recorde-se que, além dos investimentos em Angola, Isabel dos Santos tem relevante presença em mercados de países como Portugal e noutros países de língua oficial portuguesa.

Neste painel estão previstas ainda as intervenções de Filipe Santos, especialista em empreendedorismo social, Marinela Mirpuri, da Hera Portugal, Ana Denise Lima Barber, presidente da Associação de Empresários de Cabo Verde, e Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor

O Fórum decorre no Hotel Pestana, em Lisboa, e tem como um dos objectivos centrais promover a afirmação do tecido empresarial dos países da CPLP no plano internacional e no desenvolvimento dos mercados dos países membros da organização.

Além do painel consagrado à Inovação, decorrem outros dois, um dedicado à Internacionalização e um segundo onde se discutirá a Mobilidade.

Um aspecto comum aos três painéis é a promoção da participação feminina no universo empresarial da CPLP e a sua afirmação em posições de liderança.

De forma geral, pretende-se promover a melhoria do ambiente de negócios no espaço CPLP, a identificação de entraves à sua concretização e soluções possíveis para desenvolver este mercado.

A Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP foi fundada em Julho de 2016, em Lisboa, onde tem sede, sendo actualmente presidida pela empresária moçambicana Maria Abdula.

É uma organização vocacionada par o desenvolvimento e a cooperação dos empresários dentro da CPLP, comunidade que abrange mais de 200 milhões de cidadãos de 9 países e 4 continentes, estando os países membros inseridos em cinco comunidades económicas regionais (União Europeia, Mercosul, CEDEAO, CEEAC e SADC).

Isabel dos Santos é apresentada pela Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP como uma empresária e líder africana, símbolo do empoderamento das mulheres. Fundadora e Presidente do Conselho de Administração da Finstar, operadora de TV digital por satélite, principal empresa de distribuição de TV em Angola através da marca Zap.

Iniciou a sua carreira profissional na Coopers & Lybrand Portugal, trabalhando posteriormente como Project Manager na implementação de um sistema de reciclagem.

Desenvolve o seu primeiro negócio no início dos anos 90, no sector de Alimentação e Bebidas, criando uma empresa de logística de distribuição de bebidas e um sistema de comunicações de Walkie Talkie e Tower Relay.

Fundadora (1999) e membro do Conselho de Administração da Unitel, segunda operadora móvel de telecomunicações em Angola.

Em 2015, cria a empresa de retalho Candando, com hipermercados, cinemas e shoppings em Angola, apoiando mais de 300 produtores locais. É membro fundador e do Conselho de Administração do Banco BIC Angola e do Banco BIC Português.

Foi de Junho 2016 a Novembro 2017, Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, empresa nacional de petróleo e gás de Angola.

Em Portugal, foi membro do Conselho de Administração da NOS (antiga ZON), empresa de TV cabo cotada em Bolsa, e do Banco BIC Português e da Efacec.

Isabel dos Santos diz que “vivemos tempos promissores na tomada de consciência do papel da mulher na sociedade. Da família, ao mundo do trabalho, na política, entretenimento ou nas ciências, o contributo das mulheres, em todas as dimensões da vida, tem alcançado uma força sem igual. E esta força tem de ser promovida para o bem de uma sociedade mais justa, equilibrada e completa”.

“Acredito que todos nós, no espaço que ocupamos, temos que ser capazes de contribuir para esta mudança. É exactamente no meu papel de Mulher, Mãe e de Empresária que sinto a responsabilidade e estou profundamente comprometida com o papel das mulheres na sociedade”, afirma Isabel dos Santos, garantindo que “nesta caminhada há muito ainda a conquistar. Por exemplo, é pouco comum cruzar-me com mulheres em cargos de topo nas administrações de empresas. Muitas vezes sou a única numa sala de reuniões. Podemos mudar esta realidade? Sim, podemos. Temos de olhar para as nossas organizações e implementar medidas concretas que transformem mentalidades”.

Considera, por isso, que “é dever dos gestores encorajar e apoiar as mulheres a evoluírem nas suas carreiras, conquistando lugares de liderança. Como gestora, incentivo desde cedo o empowerment das mulheres, seja na contratação em igual número, na igualdade salarial ou na evolução das suas carreiras”.

“Apostar em equipas diversificadas, que unem o talento de homens e mulheres, traz uma outra vantagem ao mundo empresarial: a produtividade. Todas as organizações sonham com equipas produtivas, mas só a diversidade de género a pode garantir. Nestas equipas, os desafios são encarados com olhares diferentes por homens e mulheres, logo as soluções são mais ricas e completas”, afirma a empresária, advogando que “permitir que homens e mulheres tenham os mesmos direitos e oportunidades no mundo do trabalho não é apenas uma questão de justiça e de moral. Há também benefícios económicos para as organizações, para as comunidades e até para as economias dos países. Se o salário das mulheres fosse igual ao dos homens, a riqueza mundial aumentava 160 mil milhões de dólares, estimou o Banco Mundial num relatório muito recente”.

Assim, “este movimento de empowerment das mulheres é uma realidade presente desde cedo nas empresas nas quais tenho responsabilidade de gestão ou decisão. Este é o espírito que incentivo enquanto gestora e que espero ver chegar a todas as empresas do continente africano”.

Fonte: Foha 8

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