Jovem, “Quero ficar em tua casa”

jovensEu vos escrevo jovens, porque sois fortes, porque a palavra de Deus permanece em vós e porque vencestes o maligno» (1 Jo 2:14).

Quando tomei conhecimento da aprovação do Plano Pastoral do Triénio 2018-2020 sob o lema «Jovem, quero ficar em tua casa» – no âmbito da II Assembleia Plenária dos Bispos da CEAST –, de súbito aquele versículo do apóstolo João me chegou à memória. Talvez por ser o primeiro plano aprovado, entre os outros três: o relançamento do Congresso Eucarístico Nacional em todas as arquidioceses e dioceses; o esboço dos estatutos e do regulamento interno da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé; e a aprovação da comissão encarregada de estudar a melhor forma de assistir as comunidades católicas que se encontram na diáspora, especialmente em Cuba e na Namíbia.

Com a ilustre presença de Dom Petar Rajic, Núncio Apostólico em Angola e São Tomé, e de Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, Arcebispo de Luanda e Presidente da CEAST, terá sido exposto o quadro sociopolítico e eclesial da República de Angola e traçadas as metas e os objectivos a alcançar. E, nesta sequência, fez-se sobressair, mais uma vez, diante da comunidade católica e da instituição Igreja, o papel dos mais jovens.

Tem havido um crescente chamamento da juventude para uma activa actuação para lá das portas da Igreja, seja pelo sem-número de referências à sua intervenção, sejam por expressivos apelos, como este do Papa Francisco: «Queridos jovens: não viemos a este mundo para vegetar, para passar a vida comodamente, para fazer da vida um sofá no qual adormecemos. Ao contrário, viemos para deixar uma marca!» Uma marca capaz de dar outro rumo aos problemas sociopolíticos e eclesiais que assolam o nosso mundo.

Entenda-se, assim, a razão pela qual o apóstolo João os terá interpelado: «porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós, jovens».

Durante o triénio 2018-2020, os jovens terão a oportunidade de, por meio de três etapas – receber; celebrar e testemunhar a fé –, acolher e anunciar a alegria do Evangelho, continuar o trabalho dos Missionários, educar e formar cristãos conscientes da importância da liberdade e da misericórdia entre os Homens.

É pertinente salientar que as três fases do Plano Pastoral do Triénio 2018-2020 estão intimamente ligadas aos princípios da Nova Evangelização: sermos cristãos activos na Igreja, o Evangelho vivo e em movimento, mostrando como a Igreja deve ser um espaço aberto ao mundo, sem reconhecer fronteiras precipitadas pela marginalização económica, social e política, pelo acolhimento, celebração e testemunho da fé. E se outrora os nossos jovens pensavam que testemunhar e difundir a fé por meio dos textos católicos clássicos era aborrecido, hoje a realidade é outra. As necessidades do tempo exigem mudanças, e até o Evangelho e os demais textos católicos têm sido melhorados e adaptados a uma cultura jovem e moderna, para que os princípios do catolicismo cheguem a todos os homens, alargando os ensinamentos do pluralismo e da tolerância na ordem social.

O Plano Pastoral do triénio 2018-2020 foi aprovado em Outubro, mas há muito que se sente uma maior inclusão dos crentes por meios dos nossos jovens.

Estão reunidas as condições para avançar com o plano: Jovem, Quero Ficar em Tua Casa. Creio que a casa está pronta para receber a fé, a esperança e a misericórdia.

Sebastião Martins (Leigo Católico)

 

 

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