“LEE N” nova aposta musical

Com quatro músicas já disponíveis nas plataformas digitais, Lee N pensa em conquistar o mercado angolano com o seu estilo.

Miguel António Ferreira Sebastião, de nome artístico ʽLee Nʼ, entrou para o mundo da música aos 11 anos, influenciado por um vizinho, na altura membro do grupo “Os Vila Press” que acompanhava os ensaios, no bairro da Petrangol, no Sambizanga em Luanda.

Algum tempo depois ʽLee Nʼ deslocou-se ao Brasil em busca de formação e viu-se rodeado pela música funk. “A casa em que eu vivia, estava junto a um bar que só tocavam funk, 24 horas por dia. Bastava abrir a janela para ouvir”, uma rotina que o influenciou para cantar o estilo brasileiro. “Daí, olhei a volta e pensei: em Angola não tem funk. Que tal eu fazer o funk, mas um funk a meu estilo, com um pouco de rap que é meu estilo?!..como eu sou produtor, compositor e cantor, foi só fazer”, disse, recordando que chegou a gravar uma música lá no Brasil com essa mistura dos dois estilos.

Lee N admira muitos artistas do funk, com destaque para MC Kevinho, MC Livinho, Negro do Borel, MC Dedé, entre outros, enquanto que no Rap, particularmente angolano, assume-se como grande fã de Nice Zulu e BC, que o inspiraram porque “são os extraordinários”, além dos SSP, Laton Cordeiro, Biura, Army Squad,  Xtremo Signo e MC Cabinda.

Neste momento o artista tem quatro músicas nos estilos Rap, Fank, Guero Zouk e Afromusic, já no mercado, nas plataformas digitais, tendo garantido que em estúdio, tem mais de dez músicas.

Lee N sonha um dia partilhar palco com Big Nelo, Yanick Afroman. E gostaria de um dia fazer um dueto com Beto Bungo, de que “sou muito fã”, também com Biura e Preto Show, pela sua vibe “que é próximo do que eu faço”, tendo informado que já tem uma música gravada com Nice zulu. com previsão de sair ao público em 2020 com a sua EP, pela produtora Zone Musik. “Tenho uma música já gravada com o Nice zulu e BC. Eu mostrei-lhes o coro e o Nice identificou-se logo e disse-me: puto vou cantar contigo essa cena”, relembra orgulhoso.

A música é mesmo funk, mas com muitas variações no coro, acrescentou.

Por outro lado, Lee N reconhece que o mercado angolano ainda não é acessível para o funk, mas acredita que o estilo já está a ser bem recebido pelos angolanos, pois “há festas em que tu vais e já ouves o funk a tocar”.

O que o levou a fazer funk

Ao analisar o nosso mercado o rap concluiu que as coisas estão muito iguais, os rapper angolanos fazem tudo igual. “Como eu não queria fazer a mesma coisa que os demais já fazem e fruto da influencia do funk decidi fazer a minha própria vibe, um funk com rap lá dentro”, reiteirou.

Por: Manuel Camalata

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