Lupitanga. Inculturação Evangelizadora

VISÃO JORNALÍSTICA 

Enfim, o malogrado general Ben-Ben, repousa no torrão ancestral. Sobressaiu pela positiva, na actualidade, a transladação dos restos mortais de Pretória, o óbito em Luanda e a inumação na aldeia dos ancestrais. Sertaneja povoação do município de Andulo, província do Bié, Lupitanga polarizou o interesse nacional no sábado passado, 16/9. Enterneceu a consciência patriótica, o envolvimento singular do Presidente da República, João Lourenço, no desfecho de tão lancinante capítulo. A pátria ressentiu-o como a determinação em remover de modo sério as sequelas do fratricídio de amarga recordação. Logo, um passo na linha de similar garantia dada por Lourenço a favor do malogrado líder da UNITA, Jonas Savimbi! Ben-Ben foi o chefe do Estado-maior general adjunto das Forças Armadas Angolanas (FAA), oriundo do então braço militar da UNITA. Sobrinho também de Savimbi, morreu com 43 anos de idade, a 18/10/1998, em Pretória, para onde fora evacuado. Acabou por ser enterrado provisoriamente lá, com polémica à volta da causa da doença fatal.

Na segunda-feira última, comemorou-se o dia anual dedicado a Agostinho Neto, o primeiro Presidente da República. O escopo da reconciliação nacional predominou nas mensagens da viúva e da órfã de maior veia política, Irene Neto. Esta acedeu a uma entrevista do “Jornal de Angola”, onde largou bombas tais como: – Dentro em breve, a oculta biografia e vida de Neto; – Ele ia alcançar a paz entre 1979/1980, pois já negociava com americanos e sul-africanos, além do início de contactos com Savimbi via Mobutu; – Por uma liderança, hoje em dia, para a reviravolta de um país quase à deriva e adiado por mais velhos egoístas e maléficos …

Outra entrevista tirou das cinzas o extinto BESA (Banco Espírito Santo-Angola). Trata-se da grande entrevista dada à TPA no dia 11/9/2018, pelo antigo gerente do banco, Álvaro Sobrinho. O protagonista debitou a versão do seu afastamento e exílio à mudança de BESA para BEA (Banco Económico de Angola). Os seus pronunciamentos agastaram alguns accionistas que, em comunicado, desejaram a implicação da Procuradoria-Geral da República. Pela promiscuidade das individualidades da anterior presidência da república, muito melindre flui a público. A onda de choque repercutiu-se na própria TPA, durante o concorrido programa “Política no Feminino”. Um influente telespectador protestou contra a ofensa ao seu bom nome, devido à linguagem de uma das participantes da emissão. A direcção da TPA teve que lavar as mãos “a Pôncio Pilatos”. Agiu bem ou não? Não acabou por chamar mais atenção a uma fugaz derrapagem, de resto refutada por co-participantes da plateia, na hora? O distinto conjunto convergiu, no entanto, em ver a elucidação judicial de uma podridão, suspeita de impacto no carácter abismal da presente crise.

Apaziguadora neste ambiente, aconteceu a visita do primeiro-ministro português, António Costa, de 17 a 18 do corrente. Efeito? Em substância, a melhor avaliação sairá no balanço da efetivação da vontade angolana de diversificar a economia, relançando a agricultura.

No terreno da fé, entrementes, o noticiário acarretou, a brandura evangelizadora pela inculturação. Os fiéis da Igreja Católica (e não só) têm doravante a bíblia em Umbundu, a língua autóctone angolana mais falada. A cerimónia ocorreu sábado passado, na Sé Catedral de Benguela, presidida pelo bispo, Dom António Jaca. 30 Mil exemplares foram editados do precioso livro. Na mensagem de circunstância, o prelado exaltou, citamos, “a oportunidade a todos de ler de forma conveniente, com as ferramentas que necessitam, a Palavra de Deus, para uma interpretação adequada da Palavra de Deus”.

VISÃO JORNALÍSTICA

(Uma coprodução de Siona Casimiro e Padre Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo).

Luanda, 20 de Setembro de 2018

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