Mandioca pode gerar milhões

O processo de industrialização da mandioca para a exportação do amido, muito procurado por vários países, e para a produção de pão, pode ajudar a reduzir de forma significativa o volume de importação da farinha de trigo estimada em 400 milhões de dólares por ano.

O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, declarou ontem, em Luanda, que o país é auto-suficiente na mandioca, com uma produção anual de 14 milhões de toneladas que podem ser incorporadas na confecção do pão. “Depois da Nigéria, Angola é um dos maiores produtores de mandioca em África,” disse o governante. “O nosso país vive um momento de grande oportunidade para desenvolver a produção nacional, e estamos a ter uma experiência nova em que as importações tornam-se mais caras e a produção nacional mais barata”, lembrou Sérgio Santos.

O secretário de Estado da Economia e Planeamento considera ser possível aumentar a produção nacional com pouco investimento em divisas. “Há mais facilidade para os produtores nacionais colocarem no mercado a sua produção, uma vez que a importação tornou-se mais difícil devido à escassez e ao aumento do custo de aquisição das divisas”, acentuou.
O governante lançou um desafio aos empresários e pediu-lhes que despertem para as grandes oportunidades ao nível da produção interna, realidade “que tem merecido o apoio do Executivo”. Durante muito tempo os empresários investiram mais em actividade comercial “e muito pouco na produção” interna.
Para Sérgio Santos as experiências com os empresários de outras realidades semelhantes à nossa podem ajudar a desenvolver a produção local e lançar produtos seleccionados para substituir as importações.
As declarações do governante aconteceram à margem do fórum sobre “Experiências, Desafios e Oportunidades das Cadeias de Valor da Mandioca, Milho, Soja e Frango” que decorreu, em Luanda, no âmbito da implementação do Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRO- DESI). O evento foi realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A representante da FAO em Angola, Gherda Barreto Cajina, lembrou que está a ser implementado um programa denominado AgrInvest. O objectivo do programa é desenvolver as cadeias de valor, em Angola, através da troca de experiências relativas à produção da mandioca, milho, frango e soja. “A FAO apoiou um encontro entre Angola e Moçambique porque este país conseguiu substituir a importação de frango, por exemplo, com produção nacional”, contou. Gherda Barreto Cajina informou que o primeiro financiamento da FAO, no valor de 500 mil dólares, visou favorecer a troca de experiências entre os responsáveis do Governo angolano e o Ruanda, com o apoio de equipas técnicas da Irlanda.

Fonte: JA

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