Milhares de fiéis e peregregrinos provenientes de diversas partes do mundo inteiro, congregaram-se na Praça de S. Pedro

O Papa Francisco celebrou na manhã deste domingo de Páscoa,  às 10 horas de na Praça de S. Pedro, a Santa missa de solenidade da Páscoa do Senhor, este ano em coincidência com a Páscoa dos Ortodoxos. Milhares de fiéis e peregrinos provenientes de diversas partes do mundo inteiro, congregaram-se na Praça de S. Pedro para assistir a santa missa e escutar a mensagem Urbi et Orbi do Santo Padre.

Hoje, a Igreja repete, canta, grita: “Jesus ressuscitou”. Mas porquê? Pedro, João, as mulheres foram ao Sepulcro e estava vazio. Ele não estava lá. Eles foram embora dalí com o coração fechado pela tristeza duma derrota: o Mestre, o seu Mestre, aquele que eles amavam tanto foi morto e da norte ninguém volta para trás. Esta é a derrota, esta é a estrada da derrota, a estrada em direcção ao sepulcro.

Mas eis então, disse o Santo Padre, que o Anjo disse aos discípulos: “Não está aquí, ressuscitou”. É, sublinhou o Papa, o primeiro anúncio: “Ressuscitou”! E depois a confusão, o coração fechado, as aparições. Mas os discípulos tinham permanecido fechados durante todo o dia no Cenáculo, porque tinham medo que acontecesse também a eles o mesmo que tinha acontecido a Jesus.

E a Igreja, prosseguiu o Papa, não cessa de dizer perante as nossas derrotas, aos nossos corações fechados e cheios de temor: “Para um pouco, o Senhor ressuscitou”! Daí, no entanto, a grave questão: mas se o Senhor ressuscitou, porque então acontecem tantas desgraças, doenças, tráfico de armas e de pessoas, guerras, destruições, mutilações, vinganças, ódio? Mas onde é que está o Senhor perante todas estas tragedias?

Para responder à esta pregunta crucial Francisco fez partícipe aos presentes da sua conversa telefónica que teve ontem, sábado, dia 15 de Abril de 2017, com um rapaz doente, um engenheiro a quem, tinha telefonado para lhe encorajar na fé perante a sua dor dizendo-lhe: “não existem explicações perante aquilo que estás a sofrer. Eleva o teu olhar para Jesus crucificado. Deus fez isso com o Seu Filho e não existe outra explicação a tudo isso”. Mas ele, disse o Papa, me respondeu dizendo: “Sim, mas Deus perguntou ao Seu Filho se quería carregar a Cruz e ele respondeu que sim. A mim não foi perguntado se eu quería tudo quanto estou sofrendo”.

Isto comove-nos, a nenhum de nós se pregunta: mas estás contente com tudo aquilo que está a acontecer no mundo? Estás disponível a levar avante esta cruz? E a cruz vai avante e a fé em Jesus vai abaixo. Hoje a Igreja continua a dizer: “Para, Jesus ressuscitou”. E isto não é uma fantasia. A ressurreição de Cristo não é uma festa celebrada com tantas flores; é muito mais do que isso: é o mistério da pedra descartada que se torna fundamento da nossa existência.

Ora, nesta nossa cultura do descarte de hoje, acrescentou Francisco, na qual tudo aquilo que não serve mais é lançado ao destino do “usa e joga fora” e na qual o que não serve é descartado, aquela pedra- Jesus – é descartada e é fonte de vida. E também ele, pedrazinhas espalha por terra, nesta terra de dor, de tragedias, com a fé em Cristo ressuscitado temos um sentido, no meio de tantas calamidades.

Trata-se segundo Francisco, daquele sentido de saber olhar para além e sermos capazes de dizer: “Olha que não existe o muro, existe sim um horizonte, existe a vida, existe a alegria, existe a cruz carregada certamente desta ambivalência. Olha então para frente, não se feche em si mesmo. Tu pedrazinha tens um sentido na vida porque és uma pedrazinha extraída daquela pedra que a malvadez do pecado descartou.

O que é que então nos pede hoje a Igreja perante a tantas tragédias? Ela nos pede simplesmente, disse o Santo Padre, que recordemos que a pedra descartada não resulta realmente descartada. As pedrazinhas que acreditam e estão ligadas à esta pedra, não são descartadas, têm um sentido e com este sentimento a Igreja repete do fundo do coração “Jesus ressuscitou.

Daí que, neste dia de Páscoa, Francisco advertiu a todos de pensarmos aos problemas quotidianos, às doenças que sofremos, às guerras, as tragedias humanas e, simplesmente, com voz humilde, sem flores, sózinhos perante Deus e perante a nós mesmos digamos: “não sei o que será de tudo isso, mas estou seguro que Cristo ressuscitou e eu apostei nisso”.

Irmãos e irmãs, este é o que eu vos quis dizer. Regressem hoje para as vossas casas, repetindo no vosso coração: Cristo ressuscitou!

 

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