Mudar a Igreja, mudar o Mundo

            LUSOFONIA 

Quando D. Arlindo Furtado foi escolhido pelo Papa Francisco para Cardeal, o mundo espantou-se. Todos confirmaram o que já se sabia: este Papa inventa muito! Para ele, as tradições valem o que valem e os seus critérios para escolha de colaboradores directos são os dele e não se deixa enlear por eventuais lobbies. Agora, todos ficamos novamente surpreendidos com a escolha de D. António Marto, o Bispo de Leiria-Fátima. Disse-lhe o Papa que era uma ‘carícia de Nossa Senhora de Fátima’, mas todos sabemos que a escolha foi da inteira responsabilidade de Francisco. Em curso está uma profunda reforma da Cúria Romana e o Papa precisa de quem o ajude nesta tarefa grande demais para um homem só! Pela inteligência, simplicidade, simpatia, abertura, alegria… D. António Marto parece ser uma excelente escolha.

Portugal e o mundo também foram surpreendidos com a nomeação do Padre Tolentino Mendonça para responsável máximo pelos Arquivos pela Biblioteca do Vaticano. Trata-se de um nome grande da cultura portuguesa, com cartas dadas na poesia, nos estudos bíblicos, na intervenção cultural. A sua crónica semanal na revista do Expresso é apenas um dos sinais visíveis do impacto das suas intervenções escritas. Muitos dirão que a escolha do Papa segue-se ao excelente Retiro Espiritual que ele orientou no Vaticano este ano. Certamente que sim, pois foi um Retiro denso, com uma profunda fundamentação bíblica e uma reflexão com poesia, humanidade e cultura. Tenho-me deliciado, nos últimos tempos, a ler e reler o ‘Elogio da Sede’, que tem as pregações à Cúria e está editado em livro. É profundo, é sério, é belo, é mobilizador para um compromisso de Igreja, sempre na direção das periferias e margens.

A Igreja sempre precisou e continuará a precisar de grandes líderes. Inspirados pelo Espírito Santo, cultos, de bom coração, de sorriso no rosto. Gente simples, comprometida com as grandes causas do Evangelho, decidida a dar tudo por tudo para que o mundo seja um espaço de felicidade para todas as pessoas que nele habitam.

Há dias, o Cardeal Sean O’Malley, de Boston, recebeu o doutoramento ‘Honoris Causa’ da Universidade católica, em Lisboa. Filho de emigrantes irlandeses nos EUA, o Cardeal O’Malley é um caso típico de alguém que é grande mantendo uma simplicidade fascinante. Escutado por muitos, tornou-se uma referência incontornável para a Igreja americana e para o mundo, a ponto de ser um dos cardeais que o papa Francisco escolheu para o ajudarem na reforma da Cúria Romana. A sua vida fala alto e torna-se imperativo olhar para homens desta estatura moral e intelectual quando o que está em causa é o futuro da Igreja e do mundo.

O Papa Francisco está a dar passos de gigante na ‘reconstrução’ de uma Igreja que ajude o mundo a ser melhor. Cada um de nós, a seu jeito, pode e deve dar o seu contributo. Juntos podemos mudar a história. Assumamos essa enorme responsabilidade.

Tony Neves

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