Nacionalista recordado como homem de fé em Deus

Mendes-de-CarvalhoAs palavras foram partilhadas pelos bispos na homenagem a Agostinho Mendes de Carvalho, nacionalista angolano do processo 50.

“Um legado muito especial deste homem é a sua fé em Deus e no homem”, disse dom Zacarias Kawenho. Enquanto Dom Alexandre de Nascimento apelou ao sentido patriótico do seu exemplo de vida: “cumpriu o seu dever de filho desta terra”. Na ocasião, a Arquidiocese de Luanda, em nota de condolências manifestou solidariedade a família e ao seu partido, enaltecendo o seu testemunho de vida, expressa por Dom Zeferino Zeca Martins e Dom Damião Franklim.

Mendes de Carvalho nasceu em Kalomboloca ao 29 de Agosto de 1924 faleceu ao 13 de Fevereiro 2014. Além de político militava religiosamente na Igreja Metodista.

 

DADOS BIOGRAFICOS DE MENDES DE CARVALHO

Uanhenga Xitu é o nome Kinbundu de Agostinho André Mendes de Carvalho (Ícolo e Bengo, Angola, 29 de agosto de 1924 – Luanda, Angola, 13 de fevereiro de 2014) foi um escritor angolano. Nos últimos anos, tem sido objeto de estudos científicos e homenagens, e recebeu homenagens em território angolano e outros países.

Além da enfermagem, sua profissão formal, exerceu clandestinamente atividades políticas visando a independência de Angola, vindo a ser preso pela PIDE no seguimento da detenção no aeroporto de Luanda.

Foi julgado pelo Tribunal Militar e condenado a doze anos de prisão maior, medidas de segurança de seis meses a três anos prorrogáveis e perda de direitos políticos por quinze anos. Na prisão começou a escrever suas histórias. Em liberdade, manteve a sua actividade politica e depois de alcançada a independência de Angola, exerceu as funções de Ministro da Saúde, Comissário provincial de Luanda e Embaixador da República Popular de Angola na [[Alemanha. Foi deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA, posteriormente vindo a ser “reformado” por motivos de idade não mais compatível ao exercício da função.

Eminente contador de ‘estórias’ populares, a narrativa de Uanhenga Xitu, está despida do rigor literário, pois a preocupação primária do autor é estabelecer uma ligação semiótica com o seu povo, que o estimula a escrever. A sua vivência na senzala transformou-o num homem solidário e interessado com as necessidades humanas. Numa entrevista, Uanhenga Xitu afirmou que “o que me preocupa é a situação social do povo”. Em 2006 recebe a distinção do Prêmio de Cultura e Artes na categoria de literatura pela qualidade do conjunto da sua obra literária, causando-lhe uma enorme surpresa. Sendo assim, o homenageado e culto escritor angolano entrou na lista dos melhores autores da história literária Angolana.

Alguns títulos da obra de Uanhenga Xitu :

– O Meu Discurso

– “Mestre” Tamoda

– Bola com Feitiço

– Manana

– Vozes na Sanzala (Kahitu)

– “Mestre” Tamoda e Outros Contos

– Maka na Sanzala

– Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem

– Os Discursos do “Mestre” Tamoda

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