Noiva e amigos de Jovem angolano atropelado no Brasil mobilizam “vakinha” para transladar corpo para Luanda.

Um jovem angolano, recém-formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília, Luís Felgueira José, morreu na última segunda-feira, 12, vítima de atropelamento, quando regressava a casa depois da sua jornada de trabalho, de bicicleta, no final do dia.

Segundo uma nota tornada pública pelo Consulado Geral de Angola no Rio de Janeiro, o Jovem de 28 anos de idade, residia em Vitória, Estado do Espírito Santo, com a noiva de nacionalidade brasileira.

Após o atropelamento, Luís Felgueira José foi transportado para o hospital, onde veio a falecer, devido a gravidade dos ferimentos.

O Apostolado apurou que Luis Felgueira José licenciou-se em 2018 no curso de Jornalismo, na cidade de Brasília, e logo a seguir mudou-se para o estado do Espírito Santo, onde formalizou o noivado com Fernanda Samora, com quem estava de casamento marcado.

Face a falta de condições para o fazer a transladação do corpo para Luanda, a noiva, os ex colegas e amigos criaram uma campanha para angariação de 15 (1.351.420 kz) a 30 mil reais (2.702.840 kz), valores necessários para o efeito. Até na tarde desta quarta-feira a noiva já havia arrecadado cerca de R$ 762 (68.652,1 kwanzas) com as contribuições.

Fernanda Samora disse ao jornal Metrópoles que a depender do valor a ser arrecadado, poderão transladar ou chamar a mãe de Luís para o Brasil. “Não sabemos se vamos conseguir mandar o corpo ou trazer a mãe dele aqui. A família é muito humilde. Alguma coisa precisa ser feita. Ele dizia que, se algo acontecesse, teria que voltar para Angola. Era o desejo dele”, lembra.

Além da noiva e dos amigos de Luís Felgueira, os ex colegas, e a direcção da Faculdade de Comunicação, da Universidade de Brasília, onde se licenciou ano passado, também entrou na campanha de solidariedade.

 Um colega de Luís, que preferiu não se identificar, lembra que o jovem era “muito carismático”. “Foi um dos escolhidos para discursar na nossa colação de grau, no fim de 2018. Falou da história dele, do quanto foi difícil vir para outro país. Foi emocionante. É algo que a gente nunca imagina que vai acontecer com alguém que é próximo.”, escreve o portal Metrópoles.

 “Desde que eu soube que o meu amor me deixou, eu sabia o que o que eu precisava fazer, eu sempre soube do desejo dele. Tentaram me convencer de que era muito difícil – e é – mas eu sabia que Luís tinha tocado muito gente e que essas pessoas me ajudariam.Vocês têm sido a minha força nesse momento e eu agradeço por isso. Eu acreditei desde o início e continuo acreditando! Não vamos parar até conseguir!  Por agora, obrigada!”, escreveu a noiva na sua conta do facebook,  na tarde desta quarta feira, referindo-se aos apoios que está a receber.

O consulado geral de Angola no Rio de Janeiro, garante, em nota, que tudo está a fazer para que o corpo de Luís Felgueira seja transladado para Luanda, junto da sua família.

Por: Manuel Camalata

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