NOTA PASTORAL SOBRE O CENA 2017

“Nós vos damos graças porque nos admitistes à Vossa presença”

EUCARISTIA E NOVA EVANGELIZAÇÃO

Aos

Sacerdotes, Religiosas e Religiosos

Fiéis leigos, homens e mulheres de boa vontade

Amados irmãos e irmãs em Cristo

 

Introdução

Motivada pelas razões históricas (525 anos dos primeiros baptismos e jubileu dos 150 anos da segunda fase de evangelização de Angola), a Igreja de Angola celebrou em Junho último, na Arquidiocese do Huambo, o I Congresso Eucarístico Nacional sob o tema “Reconheceram-No ao partir do pão”. Os discípulos de Emaús (Lc 24,31) sentiram a presença de Jesus á mesa. Na Eucaristia, finalmente reconheceram Quem tinha caminhado com eles. À exemplo desses seus irmãos, os cristãos das nossas dioceses, olhando para a história longínqua e recente da sua pátria, reconhecem que a presença de Jesus-Eucaristia à sua mesa, ajudou a edificar a nação de que tanto nos orgulhamos ser. Por isso, um Congresso eucarístico que fosse capaz de manifestar a nossa gratidão a Deus e a nossa disposição de manifestar publicamente a fé na Eucaristia, já era de esperar.

1.AGRADECIMENTO PELA REALIZAÇÃO DO I CONGRESSSO EUCARÍSTICO NACIONAL

Desta forma, damos fervorosas graças a Deus, pela realização do I Congresso Eucarístico Nacional, que certamente veio dar para todos nós, maior firmeza e solidez à nossa adesão a Cristo e à sua Igreja. Foram dias espiritualmente muito ricos como sublinhou o senhor Cardeal Patriarca de Lisboa: «Estes dias que aqui vivemos, de convívio, catequese, celebração e partilha devem ser lidos assim mesmo, porque o caminho de Emaús foi Huambo e os discípulos fomos nós no Congresso, alargando em conjunto o pequeno número daqueles dois» (D. Manuel Clemente, Homilia).

Damos graças a Deus que, sob a poderosa protecção da Virgem Maria, a Mulher Eucarística, nos conduziu, na força do Espirito Santo, a celebração do Congresso. Outro agradecimento ao Santo Padre, o Papa Francisco, que, pela sua solicitude por todas as Igrejas, nos enviou o Senhor D. Manuel Clemente, Cardeal, como seu legado. E o Papa manifestou o desejo de que «este evento seja espiritualmente mais proveitoso para todo o povo de Angola, fortaleça a sua fé e, ao mesmo tempo, produza maiores frutos de caridade» (BULA DO SANTO PADRE AO ENVIADO ESPECIAL DO CENA).

Por fim, um reconhecimento a todas as comunidades de nossas dioceses, pela preparação e realização do Congresso Eucarístico Nacional, qual gesto de gratidão ao mesmo Deus, por todas as maravilhas operadas na vida dos cristãos angolanos e não só.

De facto, o Congresso foi um sinal verdadeiramente de fé e de caridade para conduzir o Povo de Deus à adoração dos sagrados mistérios do Corpo e Sangue de Jesus Cristo e proporcionar os frutos da redenção na vida do Santo Povo de Deus.

O evento celebrado serviu para todos nós como um lançamento para a nossa pastoral litúrgica, obedecendo todas normas litúrgicas.

2.CRISTO EVANGELIZADOR E A IGREJA EVANGELIZADORA

«Cristo, por meio do Evangelho fez resplandecer a luz da vida» (II Ti. 1, 10). Enviado pelo Pai para realizar o seu plano de salvação, começa a sua missão como Evangelizador, que chama e convoca à conversão ao Reino, aos valores do Reino, à presença do Reino, que é Ele mesmo (cf. Lc.4, 1).

O próprio Jesus, Evangelho de Deus, foi o primeiro e o maior Evangelizador. Foi-o até ao fim, até á perfeição, ao sacrifício da sua existência terrena (cfr. PAULO VI, EN, 6-7). Ele é o Evangelizador e o conteúdo do Evangelho, Mensageiro e objecto da mensagem.

«Consumada a obra que o Pai encarregou o Filho de pôr em prática na Terra (cf. Jo 17, 4), foi enviado o Espirito Santo no dia de Pentecostes, a fim de santificar para sempre a Igreja. Por isso a Igreja, enriquecida com os dons do seu Fundador e obedecendo fielmente aos seus preceitos de caridade, humildade e abnegação, recebe a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus, e de o instaurar em todos os povos» (LG, 4-5).

Os seus membros constituem ao mesmo tempo uma comunidade evangelizada, enquanto convertida, crente e santificada e vivificada pelo Baptismo e pelos outros Sacramentos, e uma comunidade evangelizadora, enquanto enviada, comprometida e entregue à obra da evangelização.

O Evangelho deve ser pregado, não só por palavras, mas também por meio da Eucaristia e de outros Sacramentos. Assim, pela força do Espírito Santo, os homens e as mulheres são imersos no mistério pascal de Cristo. Reunindo-se regularmente para escutar o ensino dos Apóstolos e para comer a Ceia do Senhor, proclamam a sua morte na esperança da sua vida gloriosa.

3.EUCARISTIA E VIDA ECLESIAL

O episódio do encontro de Jesus com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 31) foi determinante para o nosso I Congresso Eucarístico Nacional. Eles “Reconheceram-No ao partir do pão.” Os dois discípulos sentem a presença de Jesus á mesa. Na Eucaristia, finalmente reconheceram quem tinha caminhado com eles.

«A Eucaristia está na origem de toda a forma de santidade (…). Por isso, é necessário que, na Igreja, este mistério santíssimo seja verdadeiramente acreditado, devotamente celebrado e intensamente vivido. A doação que Jesus faz de si mesmo no sacramento memorial da sua paixão, atesta que o êxito da nossa vida está na participação da vida trinitária, que nos é oferecida nele, de forma definitiva e eficaz. A celebração e a  adoração da  Eucaristia permitem abeirar-nos do amor de Deus e a ele aderir pessoalmente até  à união com o bem-amado Senhor. A oferta da nossa vida, a comunhão com a comunidade inteira dos crentes e a solidariedade com todo o ser humano são aspectos imprescindíveis (…) do culto espiritual, santo e agradável a Deus (Rm 12, 1), no qual toda a nossa realidade humana concreta é transformada para glória de Deus. Convido, pois, todos os pastores a prestarem a máxima atenção à promoção duma espiritualidade cristã autenticamente eucarística. Os presbíteros, os diáconos e todos aqueles que exercem um ministério eucarístico possam sempre tirar destes mesmos serviços, realizados com solicitude e constante preparação, força e estimulo para o seu caminho pessoal e comunitário de santificação. Exorto todos os leigos, e as famílias em particular, a encontrarem continuamente no sacramento do amor de Cristo a energia de que precisam para transformar a própria vida num sinal autêntico da presença do Senhor ressuscitado. Peço a todos os consagrados e consagradas para manifestarem, com a própria existência eucarística, o esplendor e a beleza de pertencer totalmente ao Senhor» ( BENTO XVI, Sac. Carid, nº 39).

Na sua dimensão celebrativa, a Eucaristia é o tesouro da  Igreja como escrevia São João Paulo II: «Ela merece toda máxima atenção: desde a sua preparação até a sua celebração  e por ela a Igreja despende todos os seus recursos humanos e materiais para a tornar mais bela e mais participada (…). À semelhança dos primeiros discípulos encarregados de preparar a “grande sala,” ela sentiu-se impelida, ao longo dos séculos e no alternar-se das culturas, a celebrar a Eucaristia num ambiente digno de tão grande mistério» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 48).

A celebração do I Congresso Eucarístico Nacional l recorda que no centro de cada  comunidade cristã está a celebração da Eucaristia.

  1. EUCARISTIA E EVANGELIZAÇÃO

“Eucaristia – Evangelização,” duas realidades inseparavelmente unidas na essência da Igreja, estão intimamente unidas na Pessoa divina do Verbo Encarnado. O Filho de Deus, que «por nós homens e por nossa salvação encarnou na Virgem Maria e Se fez homem» (Símbolo de Niceia –Constantinopla), oferece-Se aos homens na sua Eucaristia e no seu Evangelho de salvação. Assim Se converte em alimento nosso, pão da vida que perdura para a vida eterna (Jo 6,1ss),

Os dois discípulos de Emaús «partiram imediatamente» (Lc.24, 33), para anunciar o que tinham visto e ouvido. O encontro com Cristo na Eucaristia, recebida com as devidas condições, suscita no crente de testemunhar e evangelizar. S. Paulo diz claramente a este respeito: «todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice anunciareis a morte do Senhor até que Ele venha» (1Cor.11, 26).

Por conseguinte, o «ide em paz, e o Senhor vos acompanhe», tem um sentido dinâmico de mandato missionário: impele o cristão para o dever de propagação do evangelho e de animação cristã da sociedade.

O I Congresso Eucarístico Nacional procurou evidenciar o papel da Eucaristia na vida eclesial e no caminho da Nova Evangelização que envolve a Igreja angolana. Uma das realidades que a Nova Evangelização deve transmitir é a capacidade de “Reconhecer o Senhor no gesto do partir do pão.” E o Senhor nos parte o pão como os discípulos de Emaús na celebração dominical da Eucaristia: os cristãos são chamados, cada domingo, a reunir-se no nome do Senhor, reconhecendo-se como irmãos. E aí repete-se o milagre: na escuta da Palavra e no gesto do pão partido.

5.A EUCARISTIA, CUME DA EVANGELIZAÇÃO

A Eucaristia é o centro da evangelização, porque é centro da Igreja  e de toda a vida cristã: A Eucaristia é fonte e cume de toda a vida cristã, e por ser centro da Liturgia, é cume para toda sua força. Ela surge como fonte e cume de toda a evangelização (cf. LG, 11; DV, 21; SC, 10; PO, 5). Sendo a presença viva de Cristo no coração da própria Igreja, a Eucaristia é também centro em que se condensam e articulam, para que tendem e de que procedem, onde se manifestam e realizam todas as dimensões e funções da missão que a Igreja recebeu de Cristo e que a Igreja procura cumprir na sua existência. Toda a vida cristã encontra na Eucaristia o seu centro e sentido, o seu impulso e força renovadores.

A Eucaristia é lugar de evangelizados e evangelizadores, momento de renovação dos compromissos de evangelização. Toda e qualquer participação autêntica na Eucaristia tem de trazer consigo um exame do estado pessoal e comunitário de evangelizados e da nossa missão como evangelizadores.

6.EUCARISTIA, FONTE DA EVANGELIZAÇÃO

A sua forma de realizar a evangelização é mistagógica, ou seja, através da palavra e do sinal que se desenvolvem na acção litúrgica destinada à assembleia reunida e que, entendida de modo integral e pleno, implica três momentos: «antes» da celebração (catequese); o «em» celebrativo (celebração) e o «após» celebração (compromisso).

a)Evangelização para a Eucaristia: a catequese. Se a expressão e a celebração litúrgica da fé são parte integrante da catequese, também a catequese é parte integrante da Eucaristia. Se não se «inculcar por todos os meios a catequese litúrgica» (cfr. SC, 35): se não se «fomentar com diligencia e paciência a educação litúrgica e a participação activa dos fiéis, interna e externa, consoante a idade, a condição, o género de vida e o grau de cultura religiosa (cf. SC, 19), os fiéis não poderão ver na Eucaristia «a fonte primária e necessária em que hão –de beber o verdadeiro espirito cristão» (cf. SC, 14).

b)Evangelização dentro da Eucaristia: Celebração.

Nos ritos de introdução, a assembleia exprime e aprende a recepção e a reconciliação, a comunidade e a comunhão; na liturgia da Palava, volta a escutar o chamamento de Deus, que ilumina, a converte e lhe renova a fé, com a proclamação actual e eficaz das maravilhas de Deus na História da salvação, e com a aplicação à vida. Na liturgia eucarística, experimenta de novo o que é a solidariedade e o serviço, o amor e a entrega até à morte, o sacrifício e o compromisso e a urgência da missão, a atualidade de um envio para tornar presente e promover na Igreja e no mundo a obra de Cristo até à sua plenitude.

  1. Evangelização depois da Eucaristia: compromisso

A participação sincera na Eucaristia é auto – evangelização permanente para a evangelização constante. «A renovação da aliança do Senhor com os homens na Eucaristia incendeia e arrasta os fiéis à urgente caridade de Cristo» (SC, 10; PO, 6). De facto, o cristão não só celebra a Eucaristia, mas ainda deve ter uma vida eucarística, prolongando o seu mistério e o seu dinamismo, ou convertendo em obras de caridade e de justiça o que celebrou no Sacramento, anunciando e testemunhando no mundo e na sociedade aquele amor de entrega, aquela solidariedade e novidade que experimenta na reunião eucarística.

7.RIQUEZA EVANGELIZADORA DA EUCARISTIA

Pela Eucaristia o cristão exprime e sente-se chamado a viver comunitariamente em unidade e diversidade, em igualdade e pluralidade, a exemplo da Santíssima Trindade. E nós podemos compreender melhor a tarefa evangelizadora e o chamamento de Deus a que formemos todos uma família de irmãos, uma comunidade de amor, um corpo unido, em que se participe de essa Vida sem ocaso, que em comunhão eucarística e eclesial estamos antecipando, até que chegue a plenitude.

Participar na Eucaristia compromete o cristão a ser um «sacramento» de libertação para os homens em tudo aquilo que escraviza ou aprisiona a sua existência e cuja raiz é o pecado. O compromisso e entrega libertadores que a Eucaristia implica são realização e penhor de evangelização para a vida.

Eucaristia e reconciliação: O homem aspira á reconciliação, mas vive com frequência, enfrentado e dividido. A Eucaristia exige a reconciliação, pois não se pode apresentar a oferenda sem que antes tenha havido a reconciliação com o irmão (Mt.5, 23-24). Por conseguinte, ela celebra a reconciliação operada de uma vez por todas por Cristo na Cruz. A Eucaristia realiza e promove também a reconciliação naqueles que estão nas disposições adequadas. Assim podemos dizer que a Eucaristia é também compromisso da reconciliação, visto que nela a assembleia e a cada um dos participantes renovam a sua aliança com Deus e a sua solidariedade fraterna com os irmãos, pedem reconciliação e comprometendo-se com ela.

A Eucaristia vivifica e alimenta a virtude da esperança, pela qual desejamos participar na plena felicidade da vida eterna no céu. O coração do evangelho é a promessa e o convite à vida eterna; é para isto que Jesus veio e nos deu o pão eucarístico, o seu Corpo: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará” Jo 6,27); “ Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54). Acreditamos neste anúncio pela fé, procuramos viver o mandamento do amor, que é o caminho para a vida que nunca acaba e imaginavelmente feliz que Jesus nos promete. Na celebração da S. Missa, depois da consagração, rezamos “… Vinde, Senhor Jesus” e depois da reza do Pai nosso, o presidente pede a libertação de todos os males, “enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo, Nosso Salvador”,  que vai vir para  nos introduzir no banquete do céu. É isto que somos convidados a  esperar ardentemente e, em maneira ainda “velada” mas verdadeira, antecipamos e pregustamos na celebração da Eucaristia.

8.DIGNIFICAR AS NOSSAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS

– Valorizar a dignidade e importância da Eucaristia, como celebração central e edificante dos baptizados convertidos e crentes;

– Melhorar a linguagem (orações, monições, homílias) e os gestos, de maneira que sejam eloquentes e comunicativos, mais próximos e compreensíveis para o povo que participa;

– Desenvolver de modo adequado a capacidade evangelizadora da Eucaristia, desenvolvendo a sua riqueza mistagógica, sobretudo pela palavra da homília, para qual se exige adequada preparação;

– Redescobrir a dimensão social da Eucaristia, valorizando adequadamente os momentos e os ritos que a significam, tais como: o mútuo acolhimento fraterno e a reconciliação ao princípio da Missa; a colecta e comunicação dos bens, pelas quais se simbolizam a solidariedade e o compromisso social; a atenção a situações especiais da comunidade, como sejam catástrofes, desgraças colectivas (inundações, desastres, secas, etc.);

– Ordenar de maneira conveniente o acolhimento e a atenção na assembleia eucarística e enquanto ela durar, para com os mais pobres, fracos, doentes, possibilitando gestos tais como oferenda especial de dons para os mais necessitados; comunicação de necessidades e necessitados concretos, para uma responsabilização caritativa pessoal por parte dos participantes; transporte e acolhimento de doentes na assembleia; comunhão dos doentes a partir da própria Eucaristia, por meio dos ministros extraordinários da Comunhão;

– Assumir o sentido profético da Eucaristia, dando cabimento proporcionado à denúncia de situações injustas, de abusos contra a dignidade humana, de escândalos públicos, etc., de modo que nela possam ter voz os sem voz, encontrar defesa os indefesos, amor os abandonados, verdade os enganados, para os quais a Eucaristia será em verdade evangelizadora;

– Possibilitar e promover uma participação plena, activa e consciente, interna e externa, ordenada e diferenciada, de todos os membros da assembleia, de modo que cada um faça «tudo e só aquilo que lhe compete», que a Igreja surja como comunidade orgânica, a missão se realize já no interior do acto eucarístico, para depois se converter em verdadeira evangelização na vida;

– Educar os fiéis com uma catequese eucarística apropriada acerca dos conteúdos evangelizadores da Missa, a união desta com a missão e com a vida, a fim de ajudar a participar melhor na sua celebração e renovar melhor os compromissos com a evangelização;

– Enriquecer a celebração da Eucaristia com outras celebrações, que contribuam para acentuar a sua dignidade e centralidade, evitando uma redução abusiva. Tais celebrações podem ser: da Palavra, da Liturgia das Horas (Laudes e Vésperas), da Reconciliação, dos tempos litúrgicos, das Vigílias; actos de religiosidade popular e devoções, comemorações de acontecimentos especiais, etc.

CONCLUSÃO

Na busca da gradualidade em certos aspectos da liturgia, com vista a uma melhor forma de celebrar os santos mistérios, as inquietações surgidas tanto nas Semanas Nacionais de Liturgia como no I Congresso Eucarístico Nacional exigem de nós, um esforço maior no campo da pesquisa, análise, elaboração e aprovação de um “Directório Litúrgico Nacional”, qual instrumento de vivência dos sacramentos e sacramentais com harmonia e uniformidade. Na ausência desse instrumento pastoral importantíssimo, a CEAST vê-se no direito de, quando necessário, emitir notas práticas para o bem da pastoral litúrgica de conjunto.

Tal como nós pastores temos a plena consciência de que as nossas assembleias litúrgicas querem fazer da Eucaristia celebrada, com rigor e decoro, o primeiro espaço de evangelização e manutenção da vida interior e comunitária dos fiéis, o memorial eucarístico, mistério acreditado, mistério adorado e mistério vivido, exige o conhecimento do ambiente e seus problemas. Por isso, a fé na Eucaristia e sobretudo a sua renovação no I Congresso Eucarístico nacional tornou-se para nós «fonte e força para missão», porque nos renovou o dom da caridade e nos colocou na condição de peregrinos pregadores, tal como reza a expressão «Missa» (ite missa est) e a bênção que a acompanha. Huambo não significou para nós espaço de dispersão, mas sim, lugar a partir do qual fomos solenemente enviados para a missão: a construção de uma nação que crê na força da Eucaristia e dela vive.

 

Luanda, 18 de Outubro de 2017

Os Bispos de Angola e São Tomé e Príncipe – CEAST

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