Parceiro no bem público

VISÃO JORNALISTICA 

De 12 a 14 de Maio último, a Rádio Ecclésia realizou o VIIº Fórum dos seus Correspondentes. Objetivo? A cobertura do processo eleitoral, que culminará a 23 de Agosto próximo. Os trabalhos decorreram no ‘Centro Mariápolis’, um cantinho arborizado, ideal para retiros, na área dos Munlenvos de cima, Diocese de Viana.

Destacou-se, no programa, uma palestra do presidente da Comissão da CEAST para as Comunicações Sociais, Dom Jesus Tirso Blanco, Bispo do Luena. Nela, o Prelado elucidou o alcance da Mensagem dos Pastores sobre as Eleições. Supervisionou a realização, o Diretor-geral da rádio, que a abriu e encerrou. Vieram os correspondentes de todas as dioceses: Benguela, Cabinda, Caxito, Dundo, Huambo, Kuito, Lubango, Luena, Malanje, Mbanza-Kongo, Menongue, Namibe, Ndalatando, Uíge, Onjiva, Saurimo, Sumbe, Viana. Exercícios práticos no terreno, sessões de divertido lazer, celebrações eucarísticas diárias e uma peregrinação à Muxima completaram o quadro. Um patrocínio da ONG ‘Open Society’, em apego exemplar ao valor da liberdade de imprensa, ajudou nos encargos.

No plano coloquial, basta mencionar o intitulado destas prelecções e respectivos tutores:

  • “As ideias – chaves do fórum” (apresentadas pelo jornalista Anastácio Sasembele, responsável dos Correspondentes e Magazines).
  • “Coberturas jornalísticas em tempo de eleições” (Jornalista Reginaldo Silva).
  • “Desafios da Ética e da Deontologia em Época Eleitoral” (Jornalista Siona Casimiro).
  • “Roteiro do Correspondente e Perfil Editorial da RE” (Idem)
  • “Os contornos da nova lei de imprensa e os desafios actuais da classe jornalística” (Teixeira Cândido, Secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos).
  • “Conteúdos e enquadramento na grelha: Grande reportagem” (Jornalista Walter Cristóvão, Chefe de programas).

A agenda facultou, ainda, inteirar-se das áreas administrativas, financeira, Marketing e Publicidade e Comunicações Técnicas. Introduziram as abordagens afins os respetivos responsáveis, nomeadamente: Fátima Correia (diretora administrativa e financeira), Mário Alberto (Recursos Humanos), Leonardo Lemos (Marketing e Publicidade), Vanda de Carvalho (chefe da Área Técnica).

Dos acalorados debates, sobressaíram questões graves que, pensávamos já ultrapassadas. Fixámos, entre as mais comoventes: a doentia obsessão de identificação da RE à oposição; a marginalização aberta ou velada dos seus correspondentes em actos de interesse público; o perigo de recorrência dos obstáculos artificiais ao acesso às fontes; o imperativo de protecção contra a arbitrariedade; a prepotência, o abuso do poder, e perseguição por parte de agentes da autoridade.

Porém, houve regozijo pela retomada do Fórum, almejando a sua regularidade. Debruçou-se ainda sobre o nevrálgico lugar e papel do correspondente no organigrama da RE. Enfatizou-se o quanto ele representa um parceiro dos governantes no bem público e não adversário, nem tão-pouco rival! Registou-se uma adesão unânime à exortação ao espírito de missão com o qual os correspondentes devem cobrir o processo eleitoral. Cobri-lo-ão, acatando o perfil editorial da RE e a Mensagem dos Bispos da CEAST sobre o mesmo. Reconheceu-se a acumulação de preocupações técnicas, tecnológicas, administrativas e de formação no interregno desde o último Fórum. Em suma, a jornada proporcionou e logrou um fértil tempero espiritual dos alvos na mira do objectivo. Um retempero no espírito da epígrafe da recente mensagem do Santo Padre para o Dia das comunicações, ocorrido Domingo passado: Citamos: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo».

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 01 de Junho de 2017)

 

 

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