Partilha do Pão

                           VISÃO JORNALÍSTICA 

Em boa hora, veio o Primeiro Congresso Eucarístico Nacional em Angola (I CENA). Sim, não obstante a febre da campanha pré-eleitoral magnetizar o grosso da opinião pública. A Igreja Católica promoveu-o sob o célebre lema bíblico: “Reconheceram-nO ao partir do Pão” (cfr Lucas 24, 31), tornando assim a Igreja de Angola uma nova Emaús: “Hoje Angola é Emaús”, assim se proclamava!

O grande evento que marca os 150 anos da segunda etapa de evangelização de Angola, levada a cabo principalmente pelos missionários espiritanos, teve lugar no Huambo, de 12 a 18 de Junho corrente. Congregou mais de quatro mil participantes, entre agentes da vida consagrada de todos escalões e fiéis idos de todas as dioceses de Angola, onde na realidade o Congresso teve início. Pois a realização no Huambo foi o ponto mais alto da caminhada para a nova Emaús!

Decorreu em dois formatos: um simpósio introdutório e o próprio Congresso. Testemunharam-no, entre outros, o enviado especial do Papa Francisco, o Cardeal português José Manuel Macário do Nascimento Clemente, o presidente do Pontifício Comité para os Congressos Eucarísticos Internacionais, o italiano Monsenhor Guido Marini, e o Núncio Apostólico em Angola, Petar Rajic. O Estado angolano não se fez rogado, destacando o Governador, João Baptista Kussumua, e a Ministra da Cultura, Carolina Cerqueira. Arquitectos e cabouqueiros da empreitada, os Prelados da CEAST participaram em todos os trabalhos.

Foram eles, aliás, que definiram o exegético tema programático, isto é, “Reconheceram-No ao Partir do Pão”. E contextualizaram-no dentro da “Nova Evangelização de Angola” (com a chegada dos Missionários do Espirito Santo, em 1866, e toda a história da evangelização, do território que hoje é Angola, de 1491-2017). A vertente coloquial permitiu, a partir de peritos palestrantes, a partilha do pão espiritual em conferências, catequeses e abordagens sobre:

  • A história da evangelização em Angola
  • A nova evangelização
  • O evangelizado evangeliza, Perspectivas para Angola
  • Evangelização eucaristia e reconciliação.
  • Eucaristia, mistério acreditado, celebrado e vivido
  • Missão e participação do Leigo na evangelização
  • Reconciliação nos documentos do magistério da Igreja
  • A reconciliação nacional efectiva.

O cerne do Congresso consistiu em celebração diária da Eucaristia e adoração prolongada do Santíssimo Sacramento exposto em templos previamente selecionados.

Um boletim explicativo da CEAST salientou a prevalência na ocorrência: “Mais que um evento social, é um acontecimento de fé e de cultura, para formar o Corpo Místico de Cristo, para que o mundo conheça melhor o Mistério da Eucaristia”. Ou, seja, “um sinal autêntico de fé e de caridade”. Este traço sobressaiu nos objetivos do I CENA, assim discriminados:

  • Agradecer a Deus o dom da Eucaristia que conhecemos e celebramos há 150 anos;
  • Pedir perdão a Deus pelos pecados, sacrilégios e outros ultrajes cometidos contra a Santíssima Eucaristia;

Ajudar Angola a prosseguir o caminho da reconciliação.

Pedir a Deus que abençoe Angola neste momento importante do seu desenvolvimento.

Foram alcançadas estas metas? Em termos de consciencialização dos presentes, com certeza. No almejado apostolado sucedâneo, a prática dirá, auxiliada pelas lições orientadoras que a CEAST extrairá a tempo juntamente com o devido balanço. A missa de encerramento assim como aquela de abertura, realizou-se no descampado da Praça “João Paulo II”, em aceno aos 25 anos da Primeira Eucaristia celebrada no sítio pelo Patrono do local, de feliz memória.

Ficou comovente registar o seguinte depoimento final:

Levaremos na memória viva um testemunho activo da igreja, um momento forte que nos revela a presença de Jesus Cristo ressuscitado em Angola. Dias que devem ser lidos assim mesmo “Hoje Angola é Emaús”. Foi o parecer do emissário do Santo Padre, o Cardeal José Manuel Clemente, expresso na homilia de encerramento.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 22 de Junho de 2017.

 

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