Peregrinação ao Santuário da Muxima antecipada para Agosto

A peregrinação anual ao santuário da Muxima, que acontece habitualmente no mês de Setembro, será antecipada para os dias 5 e 6 de Agosto devido as eleições gerais previstas para este ano. O anúncio foi feito esta quarta-feira à imprensa pelo Bispo da Diocese de Viana Dom Joaquim Ferreira Lopes, no final de um encontro de concertação com o governador da província de Luanda, Higino Lopes Carneiro.

Segundo o Bispo, a sua deslocação ao Governo de Luanda foi motivada por dois acontecimentos de carácter muito importante, sendo um de caris político, as eleições, e o segundo de carácter religioso, que é a peregrinação à Muxima, que sendo acontecimentos de índole tão diferentes este ano entroncam-se e exigem alguma concertação.

“E foi neste sentido que viemos falar com o governador e chegamos a um consenso muito bom que também nós, como Diocese, precisávamos e tem a ver com a peregrinação à Muxima que se realiza anualmente no primeiro fim-de-semana de Setembro”, esclareceu.

Dom Joaquim Ferreira Lopes adiantou que este ano, devido a realização das eleições, a Diocese decidiu anteceder a peregrinação, mas queria saber o pensamento do Governo de Luanda,  sem o qual não “devemos proceder nenhuma programação da peregrinação”.

O Bispo disse que ficou assim concertado que faz-se a peregrinação nos dias cinco e seis de Agosto, antecedendo-a para o primeiro fim-de-semana do mês de Agosto e terminada a peregrinação estará todo o mês de Agosto livre para que as pessoas se dediquem as eleições, quando o dia for anunciado.

A antecipação surge para que todos estejam livres e sem pressão de um acontecimento religioso como a peregrinação à Muxima, que movimenta milhares de fiéis, quando o dia for anunciado, facto que, segundo ele, será certamente ao longo do mês de Agosto ou início de Setembro.

“Espero que todos estejam livres para poderem apresentar-se nas mesas de votos sem a pressão de um acontecimento religioso como o da Muxima que movimenta tantos milhares de pessoas “, referiu.

Quanto a sua relação com as autoridades, o Bispo afirmou que a Igreja Católica trabalha na linha da peregrinação, mas reconhece que os governantes tem um papel muito importante e que sem eles a acção religiosa acaba por ficar sem linhas orientadoras do ponto de vista da sociologia, agricultura, movimentações populacionais e sem uma concertação para poder trabalhar.

Segundo o religioso, é do conhecimento de todos que “nunca fizemos qualquer manifestação em Calumbo ou Muxima sem uma concertação permanente com as autoridades que nos governam e sempre chegamos ao melhor consenso, quer sirva a igreja, quer a população, que se desloca para estes eventos”, disse.

 

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