Polícia Nacional volta a fazer teste de bafómetro

O bafómetro, instrumento usado para testar a quantidade de álcool no sangue dos motoristas, volta a ser introduzido, nos próximos dias pela Polícia Nacional, em todo o país, anunciou, o Ministro do Interior.

Eugénio Laborinho, que prestou a informação após a marcha realizada, em Luanda, em memória às vítimas de acidentes rodoviários, disse que a medida visa desencorajar a condução sob efeito de bebidas alcoólicas e drogas, bem como baixar o índice de sinistralidade em todo o país.

O ministro do Interior referiu que no Código Penal, já aprovado pela Assembleia Nacional, esperando-se apenas a sua entrada em vigor, consta a responsabilização criminal dos automobilistas encontrados a conduzir com uma percentagem de álcool superior a 1.2 gramas por litro de sangue.

“Vamos preservar a vida humana, pois só temos uma e todas as acções devem ser desenvolvidas para a sua preservação, por mais que haja críticas, porque no final saímos todos a ganhar”, disse Eugénio Laborinho.

O governante alertou que a segurança rodoviária deve ser uma preocupação de todos e deve merecer a devida atenção para que se possa reduzir os efeitos negativos que ela causa no sector social e económico, tendo considerado os acidentes de viação como um problema de saúde pública.

Segundo o ministro do Interior, a Organização Mundial da Saúde (OMS), considera os acidentes de viação como problema de saúde pública, por serem responsáveis pela morte de milhares de pessoas no mundo, incapacidade física e psicológica entre os jovens adolescentes dos 12 aos 24 anos.

Socorrendo-se de dados oficiais, o ministro do Interior disse que os números relativos à sinistralidade rodoviária mostram que de Janeiro a Setembro deste ano, houve no país 7.839 acidentes de viação, (menos 226), que resultaram em 1.865 mortos (menos 21) e 862 feridos (menos 124), comparativamente a igual período do ano passado.

 De acordo com o ministro do Interior, Luanda com 18 por cento dos casos, é a província que mais sinistralidades registou, com uma cifra de 1.448 acidentes (menos 155), 457 mortos (menos 28) e 1.275 feridos (menos 309), seguida da Huíla e Huambo.

“O ano ainda não terminou, mas os números são assustadores, sobretudo nesta fase em que se avizinha a quadra festiva, período em que se regista mais casos de excesso de velocidade, como consequência do consumo de bebidas alcoólicas, associadas a não observância das normas do Código de Estrada”, disse Eugénio Laborinho.

Sensibilizar os automobilistas e peões, bem como a fiscalização de viaturas que não estão em bom estado técnico para a circulação são algumas medidas de segurança a adoptar pela corporação nos próximos tempos.

 “É importante cumprir com os limites de velocidade dentro e fora das localidades, assim como as demais regras do Código de Estrada, no sentido de prevenir acidentes”, disse o ministro.

Marcha

 Milhares de cidadãos participaram, na marcha realizada em Luanda, em homenagem a todos quanto morreram em acidentes de viação, numa iniciativa da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, com a presença de vários membros do Executivo angolano.

Entre os manifestantes, estiveram os ministros do Interior, Eugénio Laborinho, do Urbanismo e Habitação, Ana de Carvalho, da Juventude e Desportos, Ana Paula Neto, e os secretários de Estado da Justiça e Direitos Humanos e Interior, respectivamente, Orlando de Carvalho e Salvador Rodrigues, entre outras individualidades.

A marcha que partiu do Monumento do Soldado Desconhecido e terminou no Largo 17 de Setembro, no Porto de Luanda, está inserida no âmbito do Dia Mundial em Memória às Vítimas da Estrada, que se assinala no terceiro domingo do mês de Novembro.

Os participantes trajados de camisolas e chapéus brancos, e empunhando balões pretos e brancos, exibiram cartazes com mensagens que apelavam a uma maior prudência no exercício da condução, nomeadamente “evitar falar ao telefone”, “não consumir bebidas alcoólicas exagerada”, entre outros dizeres.

fonte: Jornal de Angola

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