Representantes africanos defendem moeda única

Ministros e governantes de vários países africanos concordaram que uma moeda única africana, no futuro, seria favorável para o reforço económico da África e o crescimento das transacções internas, evitando o dólar ou o euro.

Com mais de 40 diferentes moedas nacionais usadas no continente, políticos africanos querem reforçar o poder das próprias moedas, juntamente com o acordo de livre comércio dentro de África e reduzir as transacções internacionais em dólares ou em euros.

As afirmações foram feitas no sábado por líderes políticos do Quénia, Mauritânia, Senegal e Somália a jornalistas em Washington, Estados Unidos, durante os encontros anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, ao avaliar oportunidades e desafios do recente Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA, na sigla em inglês). O director nacional do Tesouro da Mauritânia, Mohamed Lemine Ould Dheby, realçou que é possível uma união monetária dentro de África, mas a convergência económica traz mais exigências do que os requerimentos para o acordo de comércio recentemente alcançado dentro do continente.

Opiniões semelhantes foram levadas por líderes dos outros países, que destacaram que uma união monetária em África iria exigir uma integração faseada para abranger e apoiar as economias mais frágeis e com menos rendimentos e garantir a inclusividade dos sistemas financeiros. Os políticos defenderam que a convertibilidade das moedas nacionais em África é possível sem se recorrer ao euro ou ao dólar e que, num continente rico em matérias-primas, são necessárias medidas para assegurar que África seja o destino final de capitais.

 Desafio do desenvolvimento

 A Mauritânia quer aumentar a confiança dentro e fora das fronteiras, mas, para o ministro, o desafio está no desenvolvimento económico e são necessários programas de especialização profissional e o reforço da competitividade dos negócios.

Os políticos também consideraram que ainda há muitos desafios, como assegurar a segurança e a existência de infra-estruturas adequadas e suficientes, para o fortalecimento das relações comerciais multilaterais dentro do continente africano.

No momento actual, com as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e outros obstáculos, África tem de demonstrar capacidade de resiliência e dar resposta aos desafios garantindo a segurança e existência de infra-estruturas e transportes, disse o ministro senegalês das Finanças Abdoulaye Diallo.

Segundo o político, o Senegal já trabalha em direcção ao objectivo de dar mais oportunidades de globalização à população e para o fortalecimento da presença e importância do Senegal na comunidade internacional.

Para o Quénia, a integração no acordo de comércio africano pode aumentar as trocas em mais de 50 por cento, por dar acesso a um mercado internacional maior, e dá esperança para a criação de mais postos de trabalho e redução da pobreza.

O progresso pode ser “muito grande” se África também aumentar os salários dentro das várias indústrias e adoptar práticas semelhantes aos países mais desenvolvidos, disse Ukur Yatani Kanacho, secretário do Ministério do Trabalho e Protecção Social do Quénia.

Fonte JA

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