Frei Maiato homem cheio de zelo apostólico, o anúncio do Evangelho era umas das suas principais preocupações

Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 10 de Maio, na praça da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Luanda, a segunda missa de corpo presente em sufrágio da alma do Frei Benjamim José Maiato, falecido na semana finda, em Portugal.

Na homilia da missa presidida pelo bispo de Mbanza Congo, na qual participaram fiéis de diversas comunidades católicas de Luanda e não só, foram destacadas as virtudes do Frei Benjamim que, em vida, também tinha
uma grande devoção à Nossa Senhora.

Dom Vicente Carlos Kiazico, presidente da celebração, disse durante a homilia que o Frei Benjamim José Maiato foi um gigante humano e espiritual, um homem carismático e que nutria uma grande devoção à Maria, para quem compôs várias canções em sua homenagem e pela qual se tinha deslocado a Fátima para peregrinação, nas festividades do centenário das suas aparições.

“Mais que uma homilia isto é um testemunho, pois tive a oportunidade de conhecer o Frei Maiato em 1963, em Cangola na província do Uíge, e, desde então, tornou-se uma pessoa importante na minha vida, pois com ele vivi a minha infância como aluno interno e seminarista menor na
Missão Católica de Cangola”, disse Dom Kiazico durante a homilia.

O Prelado comparou a caminhada do Frei Maiato com o Evangelho de São Mateus, capítulo 5, Versículo 16, no contexto do apelo de Jesus aos seus discípulos para serem sal e luz do mundo. Coisa que o Frei Maiato foi. Assim brilha a vossa luz diante dos homens que, vendo as vossas boas obras glorifiquem o vosso Pai que está no Céu.

“Para que os seus exemplos estimulem a seguir o caminho da santidade, cada um de nós, a partir do seu estado – leigo, religioso ou sacerdote – deve ter a preocupação de ser santo, porque o Senhor é santo; devemos
ser perfeitos como é o Pai do céu”, disse.

Dom Kiazico começou por descrever a vida do Frei com um pedido de desculpas, pois o mesmo não teria aceite ser contemplado desta maneira na sua presença. O Frei foi um homem de Deus. Todos ficavam marcados com a
fé que tinha em Deus e na sua igreja; tudo submetia à pessoa de Deus e aos Seus desígnios; tinha confiança plena em Deus que o levava a reconhecer em todos os homens e também nas criaturas a imagem de Deus; procurava pôr em prática o que São Francisco dizia acerca do respeito: “a cortesia é irmã da caridade que apaga o ódio e fomenta  o amor”; todos os seres são iguais pela sua origem, direito natural e divino o seu objectivo final.

“Nunca o surpreendemos a falar mal de alguém. E se alguém começasse, o Frei sabia como virar o discurso para outro assunto. A fé em Deus o levava a estar intimamente ligado a Deus pela oração e celebração da Santíssima Eucaristia” – disse o Prelado.

Dom Kiazico recordou ainda o lugar preferido para meditação: era a capela, tanto que os acostumou a ser encontrado no mesmo canto.

Humilde, simples, homem próximo e, de modo particular, dos mais necessitados, tinha sempre algo para quem o encontrasse: um sorriso, uma palavra de consolo, e disponível em ajudar alguém que tivesse necessidade de ajuda espiritual – foi assim que Dom Kiazico continuou a descrever o Frei Maiato.

O Bispo de M’Banza Congo referiu, ainda, a grande manifestação de amor ao próximo que nutria aquele religioso capuchinho. E vivia na base da simplicidade e humildade. O Frei Maiato era conselheiro dos Capuchinhos e deslocava-se de boleia para participar nos conselhos. Mas o Frei chegava por cima da carga dos camiões, um sinal de humildade e simplicidade.

“Como Franciscano procurava viver o que São Francisco dizia. O Frei dava um comprimido divido para quatro ou cinco, mas o facto é que as pessoas que recebiam esta medicação ficavam curadas”, referiu.

Frei Maiato, homem cheio de zelo apostólico, o anúncio do Evangelho era umas das suas principais preocupações. Tinha a convicção de ser um enviado de Cristo e de falar em nome d’Ele, acrescentou Dom Kiazico, realçando que o Frei foi um homem de grande docência e mímica. Às vezes as homilias eram apresentadas em teatro e todos entendiam, numa simplicidade de linguagem.

“Dotado de uma grande inteligência, estava à vontade nas línguas e nas ciências exactas; tinha paciência de ensinar, mas sem esquecer de passar também o Evangelho.

 

O Frei deixa um legado de exemplo de fidelidade a Deus. O seu exemplo deve servir de estímulo para vivermos
o Evangelho que resumo na vivência do amor a DEUS e ao próximo. O nosso pai São Francisco dizia que é uma vergonha os servos de Deus, os santos, terem praticado tais obras e nós somente contamos o que eles fizeram. Nós também temos de seguir os seus passos”, referiu.

Dom Kiazico terminou apelando os fiéis a cumprirem sempre a vontade de Deus, e a gritarem um Viva ao Avó Maiato! Um Viva ao pai Maiato! E que a sua alma descanse em paz.

Recordar que o Frei Maiato foi a enterrar a 11 de Maio, em Camabatela, no cemitério dos Frades Menores Capuchinhos, no dia do seu aniversário de nascimento.

 

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