Sal e Luz – IIª Parte e Fim.

                                 VISÃO JORNALÍSTICA

Por começar, uma breve revista de tópicos profanos e religiosos da cavaqueira mediática: autarquias, crise económica, o repatriamento dos capitais, Cabinda, etc. Qual tem sido a voz da Igreja Católica, Apostólica, Romana em todos estes melindres? Inequívoca, a resposta veio de um programa da TPA, fruto da reforma editorial em curso nesta estação. Brotou numa “Grande Entrevista” ao Vice-Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, Dom José Manuel Imbamba. A emissão passou na noite de terça-feira 8 de Maio corrente. Foi assaz publicitada dias antes e presumimos, ainda que empiricamente, da sua elevada audiência. Pelas qualidades mostradas, nem hesitaríamos de a candidatar a um prémio de melhor produção da reforma editorial em curso da média pública. Um prémio fictício, por enquanto, mas porquê não o instaurar, em incentivo do bem e até numa inovação das modalidades existentes?

Acarretou, a emissão em referência, rica valência pedagógica. Recapitulamos: alto nível de duelo entre o entrevistador e o entrevistado; linguagem tanto cordata quanto frontal e directa; serenidade mútua; responsabilidade tão solta como humilde… O que não significa que não tenham faltado lacunas, vertente na qual deploramos um momento que raiou o interrogatório policial. Isto é, onde a evasiva de finta do interlocutor (mesmo de facto) é recusada a jeito de lhe querer ditar a letra a papaguear. A carteira jornalística alvitra deixar o interlocutor na sua “langue de bois”, confiando no livre arbítrio do público.

Grosso modo, o entrevistador levantou todas as perguntas chatas, mesmo a predilecta chacota da gente iconoclasta sobre a santa Igreja. E o Prelado satisfez-lhe a curiosidade, em homem de fé, sem pestanejar em evangelizar com sal e luz. O teor integral da extensa entrevista pode ser lida no “website” d’ “O apostolado” dentro de 48 horas. No presente espaço reduzido, destacamos as seguintes respostas indicativas e resumidas da interacção geral:

  • Possivelmente, ainda este ano, a nomeação do Bispo titular de Cabinda.

–     Também, provável assinatura este ano do Acordo entre a Igreja Católica, Apostólica, Romana e o Estado Angolano, vulgo Concordata.

–     Nenhum problema com a continuação de Bispos estrangeiros, mas promoção dos angolanos, havendo já muitos candidatos.

–     Os deslizes de sexualidade dos sacerdotes podem ser denunciados em fóruns próprios, pois já muitos casos foram tratados e sancionados.

–     O gradualismo não cai bem na implementação das autarquias, senão iniciar por elevar os municípios mais carenciadas.

E qual cereja sobre o bolo, saíram, da boca do Prelado sobre a badalada crise, estas frases proféticas, que citamos, finalizando:

Chegamos a este ponto exactamente porque nós partimos mal. Partimos mal ao ter colocado o acento tónico no dinheiro, o acento tónico no ter, o acento tónico no meu eu individual (…) Nós apoiamos esta reforma do Estado que está em curso, apoiamos esta vontade de fazer valer a justiça como tal, esta vontade de diminuir as assimetrias, esta vontade de fazer chegar o desenvolvimento a todos os recantos do nosso país”.

VISÃO JORNALÍSTICA.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Esmeralda Chiaca).

Luanda, quinta-feira 24 de Maio de 2018.

 

 

 

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