Sumidades em Detenção Cautelar

VISÃO JORNALÍSTICA 

O rol de detenções cautelares redobrou o interesse da cruzada contra a corrupção e impunidade. A cena aqueceu desde o meio da última semana, com o mandato à reclusão domiciliar da primeira figura. Coube a desgraça ao então presidente da Unidade Técnica de Investimentos Privados, Norberto Garcia. A escalada continuou com a inesperada cadeia do antigo ministro dos transportes, Augusto Tomás. A desgraça foi esticada até Filomeno Dos Santos, antigo presidente do Fundo Soberano e filho do ex-presidente da República. E o “suspense” continua … Não largou ainda o adro. Quem será o próximo? Interroga-se a sociedade.

Alguma euforia juvenil acolheu estas medidas de justiça, sublinhe-se, preventiva. Quer dizer, acerca da qual a urbanidade dita realçar a presunção da inocência que assiste os visados. Entende-se o pasmo, porém, pela demorada displicência perante uma tara apontada agora como “o inimigo público nº1” pelo chefe do Estado. Sobressai, a meio, a advocacia do paradigma de procedimento dentro das regras do Estado de direito e não as expeditivas paixões de outrora. Assim seja até ao desenlace do filme em julgado! E que, acima de tudo, ganhe a moral pública e o Tesouro recupere o quinhão almejado, pondo-o ao serviço do bem comum.

Na conjuntura, a esfera mediática vivenciou dois desafios. O primeiro, na orla do cartaz principal, protagonizado pela empresária Isabel dos Santos contra o diário “Expresso”, num dito por não dito. No fundo, o maduro jornalista angolano, Gustavo Costa, esvaziou o jogo de palavras da queixosa. O segundo evento foi o Conselho Consultivo do Ministério da Comunicação Social, convocado pelo novo titular, João Melo. O governante brilhou pelo frontal retrato incomum do triste legado. Soluções? Ou, seja, em concreto: Para quando a transmissão em directo dos debates parlamentares? Idem sobre a efectivação dos subsídios legais à mídia privada? E a emissão da Rádio Ecclesia a todo o país, sem mais melindres e restrições? A ver vamos, com a desejada restauração da autoridade metodológica do pelouro.

Entretanto, a perícia internacional voltou a exortar à sensatez angolana na espiral do endividamento. Eis os medonhos indicadores focados: Dívida situada a 71,4% do PIB, dos quais 40% à China; na mana chinesa, se incluem o novo Aeroporto de Luanda (6,4 mil milhões de dólares na megalomania), a central hidroelétrica de Caculo Cabaça (4,5 mil milhões), a reconstrução dos Caminhos-de-ferro de Benguela (1,8 mil milhões). Fontes destes dados: a unidade de análise económica da revista “The Economist” e a consultora “Fitch Solutions”.

A mensagem precedeu de pouco o programado encontro do presidente Lourenço com os potenciais investidores americanos, em Nova Iorque. Realizou-se à margem da sua participação na 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em apoteose diplomática do seu 1º ano de mandato.

Em retrospetiva eclesial, reteve a nossa atenção a primeira audiência do Governador da Província do Cunene com o Bispo local. O fresquinho governante, Virgílio da Ressurreição Tyova, é um dos quadros jovens que substituíram idosos, na recente onda de nomeações. Foi ele próprio à Sé de Ondjiva, onde dialogou com o prelado, Dom Pio Hipuniaty, um antigo militar convertido a ministro da fé. O diálogo incidiu sobre as questões crónicas da província, que são: a água, a saúde e a educação. D. Hipuniaty desejou êxitos ao seu hóspede, rezando com o axioma da caridade e humildade da Igreja para com os governantes. Citamos: “Queremos que tenha sucesso, porque o sucesso de um Governador são sucessos da Comunidade, o fracasso de um Governador são fracassos da Comunidade.”

VISÃO JORNALÍSTICA

(Uma coprodução de Siona Casimiro e Padre Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo).

Luanda, 27 de Setembro de 2018

 

 

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