Vida Consagrada: Missão forma permanente de vida

madresPerante uma confraria de olhares, Sua Santidade, Papa Francisco, deu por terminado o Ano da Vida Consagrada. Recordou um ano vivido com muito entusiamo e que, agora, desemboca no Jubileu da Misericórdia. A celebração, realizada na Basílica de São Pedro, assinalou o término deste Ano marcado pelas feridas da humanidade, que exigem inevitavelmente uma resposta por parte da Igreja Católica. Esta homília expôs a vocação dos consagrados como uma «Graça do Senhor», que surge de um encontro que transforma as suas vidas, em prol do serviço à igreja na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana.

O Ano da Vida Consagrada foi uma iniciativa do Papa Francisco, que pretendia fazer eco do sentir da congregação para os Institutos de Vida Consagrada e para as Sociedades de Vida Apostólica. Teve início em Novembro de 2014, no primeiro Domingo de Advento, tendo terminado, a 02 de Fevereiro do presente ano civil, na Basílica de São Pedro, com a festa da Apresentação de Jesus. O Santo Padre convergiu os objectivos para este Ano com a convicção de que a história gloriosa necessita de ser construída no futuro, capaz de realizar coisas maiores. O Ano da Vida Consagrada foi orientado pelos seguintes três objectivos: olhar com gratidão o passado, viver com paixão o presente e abraçar com esperança o futuro.

A designação «Vida Consagrada» contempla um horizonte eclesial articulado, complementarmente, entre carismas e instituições: ordens e institutos religiosos afectos à contemplação ou às obras de apostolado; sociedades de vida apostólica; institutos seculares e demais grupos de consagrados; formas novas de Vida Consagrada; a Ordem das Virgens e os eremitas consagrados; ou seja, comtempla todos os que entregam o seu coração a Deus através de uma especial consagração.

Esta «Vida Consagrada» encontra-se no núcleo da Igreja, que traduz a íntima natureza da vocação cristã: o dom precioso e necessário, inerente ao íntimo de uma vida de missão. Na celebração, de 02 de Fevereiro, o Papa Francisco evocou os fundadores das várias congregações e institutos, aqueles homens e aquelas mulheres «que não tiveram medo de sujar as mãos com a vida quotidiana, com os problemas das pessoas, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais». É como se os consagrados necessitassem de arrogar, na radicalidade do seu ser, a exigência que é feita aos discípulos de Cristo: ser perfeito como é o Pai celeste.

O Santo Padre realçou, ainda, que qualquer forma de Vida Consagrada, obrigatoriamente, se mescla com um estado permanente de missão, que seja capaz de partilhar as alegrias, as esperanças, as tristezas e as angústias do homem contemporâneo, sobretudo daqueles que são pobres e que sofrem. Pelas palavras do Papa Francisco, durante a homília: «os consagrados e consagradas são chamados a ser sinal concreto e profético da proximidade de Deus, da partilha da condição de fragilidade, de pecado e das feridas do homem do nosso tempo».

Os dias que correm carecem de escolhas proféticas e corajosas, consagremos, então, estas escolhas num futuro potenciado por homens e mulheres que vão ao encontro das feridas da humanidade e que se aventuram no desafio da sua resolução.

Sebastião Martins (Leigo Católico)

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