Papa Francisco

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). 
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»

[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».

A boa notícia

A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

aticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

Franciscus

 

papa Francisco

Por ocasião da tomada de posse do 45° presidente dos Estados Unidos, o Papa Francisco enviou uma mensagem a Donald Trump que, na tarde desta sexta-feira (20), prestou juramento diante do Capitólio, em Washington.

Na mensagem, o Pontífice faz as suas cordiais felicitações e assegura suas orações a fim de que Deus conceda sabedoria e força ao novo presidente no exercício do cargo. O Papa sublinha ainda o actual momento vivido no mundo com as “graves crises humanitárias” que exigem “respostas políticas unitárias e de longo alcance” e reza para que as decisões do novo presidente “sejam guiadas pelos ricos valores espirituais e éticos que construíram a história do povo americano” e pelo empenho do seu país na promoção “da dignidade humana e da liberdade em todo o mundo”.

No texto, Francisco diz ainda que, “sob a sua liderança, a estatura da América” possa ser medida pela preocupação com “os pobres, marginalizados e necessitados, como Lázaro, que está diante da nossa porta”. O Papa finaliza pedindo ao Senhor que conceda ao novo presidente, Donald Trump, à sua família e “a todo querido povo americano, as suas bênçãos de paz, concórdia e toda prosperidade material e espiritual”.

A tomada de posse foi acompanhada por milhares de pessoas nos jardins do Capitólio. Donald Trump foi eleito em 8 de novembro de 2016 com 47,01% dos votos. (BS/AC)

 

11 milhões de USD desapareceram  nos cofres públicos

Mais de USD 11 milhões estão em falta nos cofres públicos da Gâmbia, rombo que coincide com a saída do poder do ex-presidente Yahya Jammeh. A denúncia foi feita por um conselheiro do presidente Adama Barrow.

“Os cofres estão virtualmente vazios”, disse, citado pela BBC. “Foi confirmado por técnicos do ministério das Finanças e do Banco Central da Gâmbia”, acrescentou.

Este sábado marcou o fim dos 22 anos de poder de Yahya Jammeh, que saiu do país, exilando-se na Guiné-Equatorial. A renúncia foi forçada pelas tropas da Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO), depois do líder gambiano ter recusado os resultados das presidenciais de Dezembro, que ditaram a vitória do candidato Adama Barrow.

Além do montante em falta, no sábado, um avião de carga do Chade foi visto a carregar carros de luxo e outros bens, alegadamente pertencentes a Jammeh.

A falta de popularidade do antigo chefe de Estado tornou-se evidente quando centenas de gambianos saíram à rua na madrugada de domingo, festejando a chegada das tropas da CEDEAO. O contingente militar, composto por tropas do Senegal, Gana, Nigéria e Mali, não encontrou resistência à medida que avançou até Banjul. O pequeno país aguarda agora pelo regresso de Adama Barrow, que tomou posse como novo presidente na embaixada da Gâmbia no Senegal.

Em entrevista a uma rádio senegalesa, o agora líder da Gâmbia prometeu criar uma comissão para investigar alegados abusos de direitos humanos cometidos pelo regime de Jammeh, negando que a este tenha sido oferecida imunidade em troca de uma saída pacífica.

Contudo, uma declaração conjunta da CEDEAO e União Africana parece contradizer o presidente Barrow. De acordo com o correspondente da Al Jazeera em Dakar, “o acordo basicamente diz que não podem haver investigações contra Jammeh, contra a sua família ou contra aqueles que lhe são próximos, não haverá detenção de bens, caças à bruxa, e ele pode regressar ao país quando quiser”, disse Nicolas Haque.

 

Angola e São Tomé

O Núncio Apostólico em Angola e São Tomé, Dom Petar Ragic, assegurou que as relações entre Angola e o Vaticano continuam salutares e que a igreja vai continuar ajudar Angola no capítulo da educação, unidade e progresso, e em 2017, o trabalho deverá passar pela solidificação das mesmas.

No quadro da missão espiritual que norteia as acções da igreja, Dom Petar Ragic, garante que a igreja católica vai continuar ajudar o país a manter a educação do seu povo, a unidade e progresso para melhor prosperidade de todos os angolanos.

Por outro lado, o representante do Santo Padre em Angola e São Tomé considera que o registo eleitoral é um acto cívico de participação na vida social do país, sendo que as eleições concorrem para a organização de qualquer sociedade.

Padre João Baptista Tran Thanh

Cerimonia de consagração

Mais de 700 fiéis da Diocese da Igreja Católica no Luena reuniram-se no pavilhão Gimnodesportivo 27 de Março, para receber o novo padre, João Baptista Tran Thanh Hoang Diem, consagrado no último domingo, pelo bispo Dom Jesus Tirso Blanco.
As orações e hinos de louvores cantados jubilosamente pelos crentes, anunciavam a ordenação de mais um mensageiro da palavra de Deus nas terras das chanas do leste, o padre Vietnamita João Baptista Tran Thanh Hoang Diem, de 39 de idade.
Segundo o responsável dos Salesianos Dom Bosco no Moxico, padre Victor Luís Serqueira, a cerimónia tem grande significado para a comunidade cristã, numa altura em que auguravam ter um padre e esperam que o mesmo dê tudo de si, para o engrandecimento do nome de Jesus Cristo.
Para o padre Zeferino Passagem, a consagração de mais um padre e especialmente estrangeiro mostra o quanto o amor de Deus não tem fronteiras ou distinções de raça, tribo e língua.
“Fala-se de um missionário estrangeiro e muito fora do continente africano, é importante porque a Igreja Católica é universal, razão pela qual ordena-se um padre para Angola e para África e, sobretudo, na província do Moxico”, sustenta.
O novo padre, João Baptista Tran Thanh Hoang Diem nasceu a 21 de Setembro de 1978, no município de Baoloc Lomdong, na República de Vietname, e recebeu a confirmação no dia 25 de Julho de 1987 na paróquia de Tan Há, na diocese de Dalat.
Fez primeiro voto no dia 14 de Agosto de 2004, como Salesiano de Dom Bosco. De Setembro de 2004 a 2007, estudou Filosofia na faculdade do Instituto Salesiano em Dalat. Em Setembro de 2001 participou no curso missionário recebendo a cruz missionária em Roma (Itália), já no dia 19 de Março de 2008 chegou em Angola como missionário, vivendo em Luanda.
De 2010 a 2013, viveu na província de Benguela, começando o curso de teologia no Seminário Maior Bom pastor, tendo sido mais tarde transferido para Luanda, na comunidade de São José, no Sambizanga.
Já em Setembro de 2014 terminou o estudo de Teologia em Vietname, e culminando o curso superior de Teologia em Maio de 2016, e, na sequência, foi ordenado Diácono, aos 4 de Junho de 2016, na comunidade de formação teológica, Dom Rua em Vietname

 

Papa Francisco

Papa Francisco recebeu em audiência, nesta semana os Juízes, Funcionários, Advogados e Colaboradores do Tribunal da Rota Romana, para a inauguração do Ano Judicial. No seu discurso o Papa falou da relação entre fé e matrimónio e, em particular, das perspectivas de fé presentes no contexto humano e cultural em que se forma a intenção matrimonial. E, citando São João Paulo II, Papa Francisco enfatizou que existe uma unidade profunda e indissolúvel entre o conhecimento da razão e da fé”, de tal maneira que, quanto mais o ser humano se afasta da perspectiva da fé tanto mais ele se expõe ao risco de falhar, acabando por se encontrar na condição do “insensato”.

O Santo pontífice prosseguiu dizendo que, “se o amor não tem relação com a verdade, ele está sujeito à mudança dos sentimentos e não supera à prova do tempo. O amor verdadeiro, ao invés, unifica todos os elementos da nossa pessoa e se torna uma nova luz para uma vida grande e plena. Sem a verdade o amor não pode oferecer um vínculo sólido, não consegue levar o “eu” para além do seu isolamento, nem libertá-lo do instante fugaz para edificar a vida e dar frutos”.

Perante a mentalidade difusa em que a fé é enfraquecida e já não é critério interpretativo e operativo para a existência pessoal, familiar e social, Francisco propôs dois remédios, o primeiro, a formação dos jovens mediante um adequado caminho de preparação para redescobrir o matrimónio e a família segundo o plano de Deus. Trata-se de ajudar os futuros esposos a compreender e apreciar a graça, a beleza e a alegria do verdadeiro amor, salvado e redimido por Jesus, disse o Papa, reiterando que a comunidade cristã é chamada a anunciar cordialmente o Evangelho a estas pessoas, para que a sua experiência de amor se possa tornar um sacramento, sinal eficaz de salvação.

“É necessário, portanto, que os operadores e os organismos responsáveis pela pastoral familiar sejam animados por uma forte preocupação de tornar cada vez mais eficazes os itinerários de preparação ao sacramento do matrimónio, para o crescimento não apenas humano, mas sobretudo da fé dos noivos. E a finalidade fundamental dos encontros é de ajudar os noivos a realizar uma inserção progressiva no mistério de Cristo, na Igreja e com a Igreja”, disse.

O Papa realça a necessidade de um “novo catecumenato”, em preparação para o matrimónio para que tal preparação se torne parte integrante de todo o processo sacramental do matrimónio, o que servirá de antídoto para impedir a multiplicação de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes.

O segundo remédio indicado é ajudar os recém-casados a continuar o caminho na fé e na Igreja, mesmo depois da celebração do matrimónio. Será necessário – sublinha Francisco – identificar com coragem e criatividade, um projecto de formação para os jovens casais, com  iniciativas destinadas a aumentar a consciência do sacramento recebido. E a comunidade cristã é chamada a acolher, acompanhar e ajudar os jovens casais, oferecendo-lhes ocasiões e instrumentos adequados para cuidarem da sua vida espiritual, tanto na vida familiar, como na programação pastoral da paróquia ou nas agregações.

Papa Francisco exorta os párocos a serem cada vez mais conscientes da delicada tarefa que lhes é confiada na gestão do percurso sacramental do matrimónio dos futuros esposos, passando de uma visão puramente jurídica e formal da preparação dos futuros esposos, a uma fundação sacramental já a partir do início. “Isso vai exigir a contribuição generosa de cristãos adultos, homens e mulheres, que se coloquem ao lado do sacerdote na pastoral familiar para construir a “obra-prima da sociedade, a família, o homem e a mulher que se amam, o plano luminosos de Deus”, ressaltou.

 

Irmã Eugénia Maria 1926-2017

Foi hoje a terrar no cemitério do Alto das Cruzes a Irmã Eugénia Maria José que faleceu nesta segunda-feira vítima de doença.

A Irmã Eugénia Maria José, nasceu em 1926 em Caconda, na província da Huila, professou em 1948 e pertencia a Congregação das Irmãs de São José Cluny.

A Freira morreu na comunidade do Sagrado Coração de Jesus, no Kinaxixi em Luanda, onde passou os seus últimos dias junto das suas Irmãs.

 

Conhecida a versão definitiva do Congresso Eucarístico Nacional o CENA. Detalhes muitos expressivos nas cores e opções de desenho com a simplicidade como é próprio da linguagem pastoral da Igreja de Angola. Huambo será o altar final das celebrações

LOGOTIPO DEFINITIVO 2017 (3)  

O foco das atenções é a solidariedade, valor fundamental para a vivência da paz, amor e reconciliação em chave eucaristica para os Católicos de Angola.

A proposta do alinhamento com o 1º Congresso Eucarístico Nacional visa propor os nobres conceitos de solidariedade como virtudes que resultam da experiencia do Pão Partilhado.

O lema do evento é Reconheceram-No ao partir do Pão (Lc 24,31).

No documento aprovado pela CEAST, no dia 9 de Novembro de 2015, lê-se que busca-se celebrar os 150 anos da 2a fase da evangelização de Angola com a chegada dos Missionários do Espírito Santo em 1866; Agradecer a Deus o dom da Eucaristia que ao longo destes 150 anos que edificou esta Igreja que hoje somos e temos; Pedir perdão a Deus pelos pecados, sacrilégios e outros ultrajes cometidos contra a Santíssima Eucaristia, quer por negligência dos cristãos, quer por ignorância dos seus autores; ajudar Angola a reconciliar-se efectivamente.

Neste sentido espera-se: 1. Maior incremento na Proclamação da Palavra de Deus; 2) Culto Eucarístico através da celebração e adoração prolongada diante do Santíssimo exposto, em Igrejas pré-determinadas, particularmente adaptadas a este Exercício de piedade; 3) Celebração do Sacramento da Reconciliação, de modo a torná-lo facilmente mais acessível a todos os fiéis e peregrinos que o desejarem.

Comunicação e misericórdia: um encontro fecundo

Um tema proposto pelo Papa Francisco no calor do rico Ano Santo da Misericórdia, por ele proclamado para toda Igreja. Na esteira desta vivência, o Santo Padre dirige-se aos profissionais da mídia e a todas as instituições de comunicação social, a comunicarem com misericórdia, em atenção aos mais pobres.

Relação entre comunicação e misericórdia.

“A Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir”. Esta natureza da Igreja, faz dela a promotora da misericórdia e portadora desta virtude. Por isso ela deve, na intenção do Sumo Pontífice, “comunicar misericórdia e comunicar-se nos seus espaços de relação com o público com o mesmo rosto”. Diz o Papa Na sua mensagem para o dia mundial das comunicações sociais para 2016, que; “Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não a isolar-se em si próprio. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus”.

Abro aqui um parêntesis para dizer que esta mensagem vale para todos os comunicadores, desde apresentadores de programas aos fazedores de notícias nas redações como para os simples utilizadores das redes sociais, estes últimos os comunicadores mais frequentes nos nossos  dias e receptores dos mais diversos conteúdos produzidos na mídia.

Nos últimos 50 anos, o mundo, a comunicação e seus meios sofreram profundas transformações. Os últimos 10 anos, as redes sociais assumiram um papel de “mídia”, sendo objeto de estudos, na condição de novos meios para os mais diversos espaços…..   Mas neste grande palenta NET onde todos nos cruzamos como numa grande autoestrada, e em alta velocidade;  onde, segundo me parece, não existem sinalizações de perigo, nem regras de utrapassagem, tanto a esquerda como a direita. Neste particular a misericórdia quando nos comunicamos  parece ser um valor em falta,….   Expoem-se as famílias, desde o sítio mais recondito da sua provacidade da casa, expoem-se as cenas mais clamorosas da racionalidade e da inracionalidade humana, e na sua mais íntima expressão corporal desnudad. Nestas redes socias escondem-se predadores de seres humanos, e sobretudo de crianças apanhadas na sua pura ingenuidade  que se tornam presas, nesta autoestrada onde cada actor oculta as suas intenções por tras de uma virtualidade que veda a visibilidade das vítmas.    Nestas redes sociais conhecemos igualmente as aves de rapina que por via de promessas falsas protagonizam as mais diversas burlas, apresentam-se carros e productos que não exisitem a preços que aliaciam quem será enganado, e não poucas vezes por esta via se atraem os que vão ser assassinados e/ou abusados.   Tornou-se um espaço, cito dom Anastácio Kahango, “da fofoca e do maldizer”, constrem-se heróis e  fabricam-se muitos crucificados, que são desfiados até a nudez.  Nesta nova aoutoestrada não existem limites de velocidade, as colisôes não são ajuizadas porque a regra aparente de uma selva virtual deixa para traz o respeito pelo outro, e sobretudo a caridade, que nos é recomendada pelo Santo Padre.  Ainda sobre planeta Internet com todas a sua malha de intercomunicações, as altas velocidades em sentido contrário, têm sido responsáveis pelo inflamar de ódios. O local tornou-se no espaço privilegiado de todos os duelos, onde cada utilizador é um franco atirador, acionando bombas através de um teclado   = “dá-lhe, dá-lhe,… Expressão comum quando se visam os alvos”….   É postar  e comentar, não interessa como, pois o agressor pode estar a quinhentas milhas de distância ou mesmo depois da parede ao lado com a vantagem de estar invisível, é um mundo onde só se sente. Qualquer facto provoca comentários e suplanta a velocidade contagiante de um vírus, daí a expressão “tornou-se viral nas redes sociais…

 Constatações

Vladimir Kosma Zworryt, inventor da televisão, afirmou, em uma de suas entrevistas, que sua intenção ao inventar a televisão era empregá-la para educar e transmitir cultura ao povo, porém, hoje, quando ligamos a TV, na maioria das vezes, não vemos nem cultura nem educação.

A televisão tem prejudicado a comunicação na família na maioria das vezes. Os membros da família chegam cansados do trabalho e da escola, sentam-se na sala e, como estranhos no mesmo ninho, ficam hipnotizados com suas novelas, filmes e outros programas.

O tema proposto pelo Papa, serve além disso, para recordar a todos, comunicadores e espectadores, que toda comunicação tem uma dimensão moral. A estatura moral das pessoas cresce ou diminui segundo as palavras que pronunciam e as mensagens que decidem ouvir ou emitir.

Os meios de comunicação de massa podem ser usados tanto para fornecer informações úteis e importantes para a população, como para influenciar, moldar a opinião pública, determinar um modo de pensar, induzindo certos comportamentos.
A violência é uma das matérias-prima que alimentam os meios de comunicação de massas, que vivem (também e sobretudo) do sensacionalismo (da dramatização, da espetacularização, da escandalização). Os meios de comunicação tornaram-se os grandes responsáveis pela difusão massiva da cultura da violência.

Diariamente despejam sobre nós ou mostram milhares de imagens que brutalizam ou martirizam nossos semelhantes. Os meios de comunicação transformaram todos nós (com raríssimas exceções) em voyeurs (expectadores excitados) do sofrimento e da morte dos habitantes do planeta Terra. Muitas vezes em tempo real (ao vivo).

A maior crítica que cabe formular contra os meios de comunicação de massas consiste no seguinte: eles não informam sobre as raízes da violência, não discutem todos os riscos dela, muito menos o seu oposto, que é a cultura da não-violência. Os meios de comunicação de massa configuram um grande obstáculo para a democracia (Nilo Batista- Comunicólogo Brasilieiro), na medida em que privam o público de debates sérios sobre as causas da violência.

Falam e mostram a própria violência. Com essa técnica eles não criam uma opinião pública, sim, exploram (e incentivam) a emoção pública. Essa exploração exacerbada da emoção pública, por si só, já constitui uma forma de violência. Sob a perspectiva da cultura da não-violência temos que combater (arduamente) a negativa exploração da emoção pública.

Conceito Mass-Média

O aparecimento de novos meios de comunicação de difusão em larga escala, particularmente da rádio, fez surgir a concepção da audiência como uma “massa”. Pela primeira vez, existiam meios para fazer chegar mensagens a um enorme número de pessoas em simultâneo. Não era possível conhecer com precisão esse número de pessoas nem a identidade das mesmas.

A audiência dos meios de comunicação foi concebida como uma massa com as  seguintes característiscas:

– anonimato; – dispersão; – falta de organização social; – falta de consciência; – falta de identidade própria, como grupo.

A massa, pensava-se, era um conjunto amorfo (sem forma, sem estrutura) de pessoas,

composto por indivíduos sem ligação entre si, não se conhecendo sequer uns aos outros.

Pensava-se que o comportamento desse agregado face aos media seria uniforme, isto é; julgava-se que a massa, sem capacidade de iniciativa própria, estaria passivamente

sujeita à influência ou mesmo ao controlo dos media. Por outras palavras, os media poderiam manipular a massa, os atitudes e os comportamentos dos seus membros.

Esta concepção foi dominante nas primeiras décadas do século XX. Porém, ela não assentava em estudos empíricos das audiências dos media, ou seja em provas reais da

composição da audiência e da influência dos media sobre a mesma. Portanto, a noção de um enorme poder dos media e da passividade da audiência era um pressuposto infundado.

A ideia da audiência como massa é, por vezes, negativamente associada à ideia de multidão, de largos agrupamentos de pessoas irregradas e ignorantes, indivíduos sem cultura, agindo quase irracionalmente….   Na verdade somos muitas vezes tomados desta maneira pelos detentores da dos veículos de comunicação, embora hoje assisite-se a comentários a notícias, o que faz pensar que esta massa afinal raciocina.

Os Mass-Média e o mundo digital

A este respeito, considera o Papa na sua mensagem para o dia das comunicações sociais de 2016;  “As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral.”

Os novos media, como a internet são um veículo multimédia por excelência, que suporta combinações de texto escrito, imagens (fixas e animadas) e som. A interactividade é outra das marcas de alguns destes novos meios, que permitem não só a capacidade de produção e de escolha, mas também, por exemplo, a capacidade de falar com desconhecidos. Com os novos media, sem fronteiras, de difícil controlo, em grande medida não institucionalizados e que “pertencem” aos participantes, estão mesmo a surgir novas formas de expressão e comunicação que têm influência nas relações sociais e nos processos de produção, reprodução, representação, construção e reconstrução da realidade e da cultura.

Assim somos todos comunicadores num novo mundo; o virtual, onde todos nos encontramos e nos relacionamos da forma menos humana (no seu costume mais tradicional) através de dígitos, sejam eles incorporados num telefone, tablet ou num PC, instrumentos inseparáveis da geração moderna, que se isola horas a fio numa destas maquinas e esquece que tem ao alado de si pessoas que até reclamam um olá e pedem a sua ajuda. È mais fácil identificar e pedir um amem virtual a distância de alguns dígitos e somos incapazes de ver os que em situação pior estão bem perto de nós. O mundo virtual ganhou mais visibilidade em relação ao mundo visível, este cada vez mais distante. Com este cenário morreu o calor humano, assim o confirmam as expressões:

– manda um bip;         – vamos a um chat: – twitar;    – teclar (no meu phone);   – postar (no meu sítio);   – partilha (comigo o vídeo);     – espalhar (imagens)

Este mundo virtual construiu novas relações e vai impondo novas posturas:   Diante de um acidente apressamo-nos em fotografar e deixar perder até mesmo uma vida, porque é preciso postar.   Nas confusões de rua vale mais fotografar e filmar do que evitar, porque é preciso postar. As câmaras são cada vez mais discretas e a nossa vida corre o risco de ser  filmada até mesmo quando nos esquecemos de tirar a etiqueta dos sapatos  que compramos ontem, isto pode ser viral.  “viste aquela que até apareceu com o preço no vestido só para dizer que é novo”, São assim porque? É apenas um exemplo de como por estas redes os nossos inimigos a atingir estão mais próximos. Derrubamo-los facilmente, e aproveitamos  fazer vingança e postar para que todos vejam que eu sou mau, “vais me sentir” dizem as expressões comuns.

Em suma comunicamos sem a caridade que nos é recomendada e sem a perspectiva de tornar estes encontros fecundos, antes pelo contrário destrutivos… Nos what’s up, Imo, vibors, twiters, skypes e por aí a fora. “O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, que tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.”

Neste sentido O Santo Padre citou Shakespeare, ao dizer que a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar: “A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe” (O mercador de Veneza, Acto IV, Cena I).

Para além deste cenário sombrio conforta-nos ver que nesta teia de intercomunicadores  nem tudo é mau, felizmente, mensagens que exaltam a racionalidade humana e apelam para o bem não faltam, embora em grande desproporção. O lugar serve para buscar solidariedade apelando as vezes por mais humanidade e compaixão quando estão em causa pessoas que vivem o drama de doenças em busca de ajudas. O lugar serve ainda para a nova evangelização que apenas cobra a partilha e muitas delas apelam para a divulgação dos bons valores e cobram um Amen “deixe o seu amem”…..     Há espaço para todos, Para os pregadores e apregoadores, há espaço para os políticos e ativistas, para vendedores e compradores para vilões e heróis, é apenas uma questão de acesso. Em tudo isto se pede responsabilidade digital pois nos relacionamos com almas virtuais que agem e reagem aos estímulos, as mensagens e inflama-se facilmente…

O Papa Francisco apoia-se nessa relevância ao anunciar, para a data, celebrada em 8 de Maio – Domingo que precedeu a Festa de Pentecostes – o tema escolhido para 2016: “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”.   E ele próprio esclarece a relação entre esta comunicação e misericórdia, ele  que proclamou para toda Igreja um ano da misericórdia e um olhar para os outros de modo diferente. Que riqueza nos trouxe este ano  que descobertas fizemos ao relermos com os olhos de Francisco as obras de misericórdia, Valeu apena um ano santo da misericórdia!

A abordagem da Igreja aos meios de comunicação social é fundamentalmente positiva, encorajadora. Ela não se limita simplesmente a julgar e condenar; pelo contrário, considera que estes instrumentos são não só produtos do génio humano, mas também grandes dádivas de Deus e verdadeiros sinais dos tempos (cf. Inter mirifica, 1; Evangelii nuntiandi, 45; Redemptoris missio, 37). Ela deseja apoiar os indivíduos que estão profissionalmente comprometidos na comunicação, definindo princípios positivos para os assistir no seu trabalho, enquanto promove um diálogo em que todas as partes interessadas – hoje, isto significa quase todos – possam participar. Estes objectivos estão na base deste documento.

O tema mostra a premência da humanização, nesse contexto. Ao pronunciar-se, o Papa Francisco ressaltou: “Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto, deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se e não a isolar-se. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus”.

Assim diz o Santo Padre na sua mensagem; Queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrir o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto se aplica também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar”, ressalta o texto oficial.

O tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais sublinha que a comunicação deve abrir espaços para o diálogo, a compreensão recíproca e a reconciliação, permitindo que assim floresçam encontros humanos fecundos. Para isso, afirma o Papa Francisco, é preciso aprender a escutar: “Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de onipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum”.

A comunicação da misericórdia não conhece limites, porque depende da qualidade das pessoas, da sua capacidade de escuta, de recepção e de partilha, e não dos meios: “Também ‘e-mails’, ‘sms’, redes sociais, ‘chats’, podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios a seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade”, ressalta o Sumo Pontífice em sua mensagem.

PALAVRAS DO PAPA SOBRE A COMUNICAÇÃO E MISERICÓRDIA: UM ENCONTRO  FECUNDO

  • O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha, faz festa”. “A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade”.
  • Linguagem da política e da diplomacia

A linguagem da política e da diplomacia também foi lembrada pelo Papa. Ele pede àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, que estejam vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado.

  • Comunicar a verdade com amor

Francisco explica que é dever principal do cristão afirmar a verdade com amor e que palavras e gestos duros ou moralistas podem alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão.

  • “Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu.”…… Aqui o Papa dirige-se particularmente  aos pregadores; os nossos pastores que no Ministério do culto têm diante de si um assembleia  que não ousa dizer não concordo sr. Reverendo, com o medo de ser uma encarnação demoníaca e por via disso merecer uma condenação dos restantes membros.  Para os pastores, os nossos reverendos o papa dirige-se nos seguintes termos;  “Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.
  • Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e acções hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação….

“Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.”

  • É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direcção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (…) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).

sitongwa Bento (Jornalista da Radio Ecclesia)

lwenaA cidade ficou inundada de mata verde com a queda de árvores que, nalguns casos danificaram residências entre as dos mais humildes.

Segundo testemunho de Dom Tirso Blanco (foto), muitos tectos despediram-se de seus donos, voando a caça de novos destinos. As infr-estruturas sociais  eclesiais não foram poupadas.

Tudo acontece depois dos gritos do abate de árvores naquela região. Um balanço provisória aponta para maiores danos  nesta época de chuvas em toda província do Moxico em Angola, uma das maiores do país. As chuvas que se  abateram sobre a cidade da paz,  no dia 02 de Dezembro 2016, com uma tempestade de grande vulto ainda está no começo da estação.

No Seminário São João Maria Vianney caiu uma palmeira, danificando duas salas (foto), boa parte da Escola do 04 de Fevereiro voou (característica “bate-chapa”), na Escola Dom Bosco. Segundo o testemunho do Bispo de Lwena, Dom Tirso Blanco,  o tecto da casa onde mora o mais velho Francisco Sales e uma parte do muro do bispado em construção caiu, como também uma velha árvore, recordação do mato, que por pouco não destruiu o prédio outros haveres de subsistência pastoral do bispado.

Segundo a boa maneira angolana de falar isso foi apenas um aviso. Mas o pior está por vir se não se cuidar do meio com a responsabilidade que se impõe. A Laudato Si do Papa Francisco e a recente plenária da CEAST chamaram a atenção sobre o abate indiscriminado de àrvores, sem nenhuma responsabilidade imediata.

Os bispos disseram que talvez até seja bom acelerar a proposta da diversificação económica em face da crise financeira. Mas para os prelados da CEAST justifica a desmatação  cujas as consequências podem prejudicar ainda mais a já fragilizada vida de muitas famílias angolanas

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