VISÃO JORNALÍSTICA

O Gira Bola começou de modo trágico, projetando até a recatada cidade de Uíge na atualidade internacional. Morreram, vários humildes adeptos do desporto-rei, e dezenas de outros ficaram feridos. O drama deu-se à margem do jogo opondo a equipa local Santa Rita de Cássia, estreante no gira bola, ao Recreativo do Libolo, campeão em título. Segundo informações, a causa do incidente foi a enchente descontrolada de pessoas à entrada do estádio ‘4 de Janeiro’. A infraestrutura está erguida numa paisagem de rudimentar urbanização. A desgraça, como sempre, correu o mundo, em pouco tempo, a ponto de suscitar um minuto de silêncio, na Espanha, numa partida do Real Madrid, candidato  predileto da mídia mundial. Sim, nunca mais a nossa pacata urbe do Uíge voltou à tão lúgubre ribalta como em 2005, quando assolada pela epidemia de  Marburg.

Desta feita, a tragédia indiciou falhas organizativas, requerendo a devida elucidação e responsabilização. Acertou, por isso, o pronto anúncio de um inquérito pelas autoridades. Acertaram, também, as vozes que reclamam a eficiência desta medida, pois, não venha o diabo convertê-la em letra morta. Isto é, repetir o impasse que aparenta ser o caso de Benguela, até hoje sem resultados conhecidos.
Por má sina, onde a incúria da impunidade tenta falsear as coisas, a imprensa é sempre persona não grata, sofrendo logo maus tratos. Aconteceu agora, com a breve detenção do correspondente da AFP, Nsimba Jorge. O profissional fora ao hospital do Uíge, no dia seguinte, para conferir o balanço exato do fatídico acontecimento. A tempo, na véspera, o médico da unidade hospitalar da cidade havia anunciado 17 mortes e 60 feridos, dos quais cinco em estado grave. Em adição, prometera, uma versão complementar “nas próximas horas”. Mas, tais próximas horas não passaram de um eufemismo, que o benfazejo faro jornalístico quis desvendar.

A busca do escriba, face às cifras informais, apontando a casa dos 50 mortos, revelava o seu sentido apurado de interesse público. Nem precisava da batota da não identificação, que o confundisse com embusteiros, de deontologia estranha à sua. Para além deste dado, a sã expectativa geral vai para o desfecho do desafio, atribuído aos inquiridores. E nesta expectativa, avulta a ânsia de ver o luto do Uíge sacudir uma mentalidade de governação, por um lado, e aquela dos cidadãos, por outro. Nos primeiros, consiste em usar a instauração do inquérito como paliativo, para deixar passar o tempo, e tudo voltar na mesma. E aquela que, nos cidadãos, anestesia rapidamente a sua exigência de resultados dos inquéritos mandados instaurar, até ao fim. Chegará desta vez a reviravolta? A ver, vamos, enquanto destacamos, em consciência, as seguintes pistas de indagação:

–     Haverá alguma afinidade do facto ocorrido com o contexto pré-eleitoral e suas esquisitices?

–     Porquê o embaraço, por parte de uma entidade hospitalar, publicar o balanço correto das vítimas?

–     Em que medida, a Polícia integrou a hipótese do desfecho acidental da concentração de pessoas nos seus planos preventivos?

–     E não terá tido impacto, na ocorrência, um alarido descomunal da mídia pública, regional?

–     Estava-se preparado para conter calculável enchente ou somente reprimir como suposta manifestação inimiga?

–     Como explicar a arrepiante chuva de coronhadas e pontapés sobre civis desarmados, até no chão?

De facto, as chocantes imagens das cenas, vistas na TV Zimbo, clamam por luz sobre o porquê desse tipo de comportamento por parte dos agentes da ordem. Porquê tanto ódio e carga selvagem a concidadãos? Luz precisa-se, para que vinque, no termo das averiguações, a esperança renascente na tranquilidade da província do bago vermelho, com a sua idiossincrasia
É, nesta perspectiva, que, parafraseando o Papa Francisco, preferimos não conceder papel de protagonista ao mal (…), mas evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto.)

VISÃO JORNALÍSTICA

João Lourenço encabeçará a lista do MPLA nas iminentes eleições gerais. E tornar-se-á Presidente da República, sucedendo José Eduardo Dos Santos, caso o seu partido ganhe.

A notícia fluiu nos órgãos proeminentes da mídia internacional, pela sua carga de ‘scoop’. A carga noticiosa tem sido a chave de acesso natural nesta categoria de imprensa, em honra do seu profissionalismo. E não a propaganda barata ou o voluntarioso proselitismo, de gostos totalitários!

No espaço analítico, entretanto, os comentários abundam e prosseguirão, ao ritmo do campo movediço que vai, por norma, do virtual ao real. Ou seja, o percurso tradicional, que deve provar o novo, na caminhada até substituir o velho, de jure. Pese embora o espinhoso itinerário, o seu arranque assinalou, claramente, o pé no acelerador rumo ao pleito, por parte do partido no poder. Um pleito a realizar-se, portanto, daqui a seis meses apenas. Distrair-se-ão, os demais competidores, na cómoda leitura superficial deste elemento, adiando a equação lúcida das suas estratégias? Os próprios responderão e os observadores avaliarão.

A objetividade do tempo fez, curiosamente, coincidir o ‘scoop’ de Angola com uma significativa necrologia na vizinhança. Isto é, a morte de Etienne Tshisekedi, opositor histórico na RDC, de créditos firmados por singular aposta pacífica na Democracia e no Estado de Direito. Faleceu em Bruxelas, vítima de embolia pulmonar, já controversa pelas paixões e carisma da sua liderança nevrálgica na conjuntura política. A ONU, que mantém nesse país a sua mais numerosa força de paz, vigia a situação, no fio de tortuosas tractações mediadas pela Igreja Católica.

Parte da estrofe final da Oração hodierna pela Paz tem consolado oportunamente, ao enfatizar que “é morrendo que se vive / para a vida eterna”. Ora, a tragédia perturba amiúde a lucidez dos sobreviventes de um lado e outro. Os riscos, de o incêndio, uma vez ateado, transbordar logo para Angola, interpelam a um pronto envolvimento da diplomacia preventiva.

Aconteceu em boa hora, o convite feito pela Igreja em Angola aos pares da RDC, para participar na reflexão cujo tema foi “A teologia face aos desafios da África hoje”. A actividade decorreu em Luanda, no convento dos Frades Dominicanos, de 1 a 4 de Fevereiro, com preletores vindos de vários cantos do mundo, nomeadamente: África do Sul, Burundi, Espanha, França, Quénia, Portugal, República Checa, República Democrática do Congo, Togo, Tanzânia. A representação nacional teve uma composição ecuménica, associando doutores da fé de outras confissões religiosas significativas de Angola.

Em substância, as recomendações finais do Colóquio realçaram a valorização das culturas locais.

No encerramento, o anfitrião-mor, Dom Filomeno Do Nascimento Vieira Dias, Presidente da CEAST e Arcebispo de Luanda, exprimiu este sentimento:

Com grande elevação, creio que saímos todos enriquecidos e iremos continuar esta reflexão ao longo do tempo, nos vários ambientes da nossa presença pastoral, da nossa presença académica e da nossa responsabilidade como líderes de comunidades e construtores de uma sociedade, que precisa desta luz que vem do alto, para se transfigurar e para que a beleza da imagem de Deus permaneça no criado”.

Quanto, não valeria, à comemoração da efeméride do 4 de Fevereiro – mesmo profana -, gozar de luz análoga? Uma analogia científica, para além das mitologias das capelas nacionais e seus estereótipos fratricídios. A ministra da Cultura presidiu ao acto central este ano. Mera rotação de responsável ministerial ou melhor acerto gradual da reconciliação nacional? Bem-haja, caso seja a segunda hipótese. De resto, continuaremos gratos a Deus e aos ancestrais da pátria-mãe!

 

Confiança e Esperança

Em boa hora, o Santo Padre deu munição adicional à função interpretativa dos jornalistas. Fê-lo, ao seu modo, tão vibrante quanto manso, no passado 24 de Janeiro, em memória de São Francisco de Sales, o patrono dos jornalistas católicos. Fruto do Concílio (?) Vaticano IIº e publicada tradicionalmente nesta data, a mensagem papal baliza a meditação do Domingo que precede o Pentecostes. E o referido Domingo entrou, também, no calendário anual como o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrando-se desta vez o 51°.

Sintomaticamente, este ano, o Papa elegeu por lema: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5). Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”.

Em substância, o teor advoga um estilo de saber comunicar a boa notícia, mesmo em ambientes dominados por coisas negativas. Destas, citou algumas: as “guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas”. O Papa alertou contra o deslize que acarreta a fixação mediática nessas cruéis realidades. Daí, ter sentido o imperativo espiritual de dar, citamos, “contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia”.

Convidou, assim, voltamos a citar, “a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia». Quer dizer, especificou ainda, à maneira dos relatos do «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus». Ou seja, o modo de relatar que, nas Sagradas Escrituras, não oculta o pecado, mas valoriza os ensinamentos de Jesus Cristo à humandade.

Em boa hora, soou, portanto, este magistério para os jornalistas angolanos, assediados, outra vez, neste princípio de ano, por um clima ruim. A13 de Janeiro último, perderam um neófito colega, Yuri Calau. Fresco repórter da TV Palanca, de 23 anos, Yuri foi assassinado por meliantes em sua casa, sita no bairro da Caop C, município de Viana.

  • Vítima da criminalidade endémica ou do seu apaixonante e mal-amado ofício?

Não há, ainda, o cabal esclarecimento, incerteza que espalha o veneno subtil do medo nos sobreviventes, ao aproximar o quadro da disputa eleitoral. Um quadro, cuja iminência já sobressaiu nas passagens da nova Lei de Imprensa, que o Sindicato dos Jornalistas contesta. O Sindicato prometeu recorrer ao Tribunal Constitucional, em repto cívico cada vez mais preferido por forças vivas da paz e almejada democracia.

  • Terá, o procedimento, cabeça, tronco e membros para andar até ao fim?

A ver vamos, entre o cepticismo e as prioridades vitais da reorganização do sindicato.

O certo é a luz oportuna, derramada pela mensagem pontifical, ao aconselhar o juízo de saber separar, sempre, o trigo do joio, em cada provação humana.

«“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5). Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”.» – Pregou o Papa Francisco.

Com este lema, retomamos a emissão semanal da rubrica ‘Visão Jornalística’, nas ondas da Rádio de Confiança. Muitos ouvintes desejaram-na. O coautor da prosa (em espinhoso aprendizado de viuvar), viu, no carinho dos ouvintes, a singular consolação da Graça do Senhor.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto).

Santa Sé e República do Congo assinam Acordo

A assinatura teve lugar no dia 3 de Fevereiro, no Palácio do Povo, em Brazzaville, e teve como protagonistas, da parte da Santa Sé, o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, e da parte do Governo congolês, o Senhor Clément Mouamba, Primeiro-ministro. Tudo na presença do Chefe de Estado, Denis Sassou-Nguesso e de outras personalidades de ambas as partes.

Constituído por um preâmbulo e 18 artigos, o Acordo Quadro garante à Igreja a possibilidade de desempenhar a própria missão no Congo. Nele é reconhecida a personalidade jurídica da Igreja e das suas instituições. Embora salvaguardando cada uma a própria independência e autonomia, as duas partes se empenham em colaborar para o bem-estar moral, espiritual e material da pessoa humana e para a promoção do bem comum. O Acordo entrará em vigor com a troca dos Instrumentos de Ratificação.

No discurso que proferiu nessa ocasião o Cardeal Parolin disse que se trata de uma etapa histórica nas relações entre a Santa Sé e a República do Congo. Uma etapa que ocorre num clima festivo de comemoração dos 40 anos das relações diplomáticas entre a Santa Sé e aquele país da África central. O Cardeal enalteceu o papel da Nunciatura apostólica em Brazzaville e recordou a visita do Papa João Paulo II em Maio de 1980 ao Congo, testemunho da solicitude da Igreja pelo país. O Acordo agora assinado – disse – é símbolo da realização de quanto o Papa Wojtyla.
“O Estado pode contar com a leal colaboração da Igreja, desde que se trate de servir a pessoa humana e de contribuir para o seu progresso integral. E a Igreja em nome da sua missão espiritual, pede, por seu lado, a sua liberdade de se dirigir às consciências  assim como a possibilidade para os crentes de professar publicamente, de alimentar e de anunciar a própria fé…. A liberdade religiosa é, com efeito, o centro do respeito de todas as liberdades e de todos os direitos inalienáveis da pessoa”.

Embora a Igreja e a comunidade política ajam de forma independente e em planos diferentes – disse o Cardeal Parolin – ambas estão ao serviço dos mesmos sujeitos que, muitas vezes são, ao mesmo tempo, fiéis da Igreja e cidadãos do Estado. “Nesta missão de serviço a favor da dignidade humana de cada pessoa, amplo é o espaço para o diálogo e a cooperação”. No centro dessa cooperação “se coloca o nosso empenho pelo bem comum e a promoção dos valores espirituais que conferem aos congoleses o seu fundamento e a sua solidez”.

O Cardeal concluiu exprimindo o desejo de que o Acordo Quadro contribua para a concretização destes ideais e para a irradiação do Congo no cenário internacional, mostrando que trata com respeito as comunidades religiosas e tem em devida conta a liberdade religiosa.
O Secretário de Estado do Vaticano recordou ainda que a Santa Sé não procura de modo nenhum obter privilégios particulares  a despeito de outras confissões. Trata-se simplesmente de definir o quadro jurídico das actividades da Igreja católica e das relações com as Autoridades civis, para o bem dos fiéis e da sociedade congolesa.

Encerramento do Jubileu das Famílias

Durante a homilia, o Bispo Emérito do Uíge, Dom Francisco de Mata Mourisca apelou os fiéis a combater o alcoolismo no seio da família.

O Bispo que falava durante a missa do encerramento do Jubileu das Famílias que arrancou sexta-feira, na paróquia de S. Francisco de Assis, o prelado aconselhou os casais e demais membros das famílias a não primarem pela prática do alcoolismo.

“O alcoolismo constitui uma das causas da desestruturação familiar e dos sem número de vítima que se regista no dia-a-dia nas estradas da província e do país em geral”, alerta.

Dom Francisco afirmou que o cristão deve ser sal da terra e luz do mundo através das suas boas obras que dignificam os filhos de Deus.

“Devemos ser sal da terra e luz do mundo. Sabemos qual é a importância do sal e da luz. O sal tem grande vantagem para dar gosto aos alimentos e sem luz não podemos ver nem caminhar”, referiu.

O prelado realçou que as boas obras não devem ser escondidas, devem ser mostradas, não para vaidade de quem as pratica, mas para glória de Deus que ilumina e guia o homem para as praticar.

Na oportunidade, o vigário geral da diocese e coordenador do Jubileu dos 50 anos da diocese do Uíge, padre Tomás agradeceu a todos quantos se envolveram na organização das actividades.

Por sua vez, o presidente das famílias cristãs, António Panzo, destacou a importância da família, como lugar privilegiado onde se inicia a educação e o exercício da fraternidade e da solidariedade nas suas múltiplas formas.

“Nessa caminhada de 50 anos de evangelização na diocese existem muitas famílias que contraíram o sacramento do matrimónio e vivem unidas na graça e no amor, constituindo por excelência, em verdadeiras igrejas domésticas”, finalizou.

Participaram do acto concelebrado com sacerdotes de diversas paróquias, famílias cristãs oriundas de todos os municípios e paróquias da diocese.

Semana Teológica

A semana Teológica internacional de Luanda prossegue hoje sexta-feira no Convento dos Frades Dominicanos na Urbanização Nova Vida em Luanda, a relevância do diálogo inter-religioso na África Austral e a teologia nas religiões bantu de África são alguns dos temas em destaque. Ontem, foram apresentados mais três temas, dissertado por teólogos do Togo, Angola e França.

Hoje serão debatidos temas como; A relevância do diálogo inter-religioso na África actual, por DR. José Nunes de Portugal.

Segue-se para o prelector de França que vai falar de “A governação do Papa Francisco no evangelho da igreja”.

De recordar que cerca de 200 pessoas vinda de vários pontos do mundo participam na Semana Teológica que vai encerrar amanhã com uma missa proferida por Arcebispo de Luanda Dom Viera Dias.

“Não os abandonem. Rezem comigo por todos os que vivem na provação”

No mês de Fevereiro, o Papa Francisco exorta os cristãos de todo o mundo a privilegiarem a oração pelos mais pobres e marginalizados, os deslocados e refugiados. Todo mês, é escolhido um tema que preocupa o Pontífice, em relação aos desafios da humanidade em geral. O Papa o propõe e convida as pessoas de boa vontade a rezar com ele. “Não os abandonem. Rezem comigo por todos os que vivem na provação, sobretudo os pobres, os refugiados e os marginalizados; para que encontrem acolhimento e conforto nas nossas comunidades”.

 

Cananito Alexandre foi de 1995 a 1998 governador da província do Uíge

Cananito Alexandre morreu na madrugada de domingo, vítima de doença. Segundo a deputada Lina Alexandre, o corpo do malogrado será translado na sua terra natal esta sexta-feira.

Cananito Alexandre foi um dos expoentes de uma família de músicos, originária do Uíge foi o principal impulsionador do agrupamento “Os Peregrinos”, de propensão religiosa, com Adão Alexandre, Matondo Alexandre, Guerra, Ernesto e Mateus. Embora sem fazer parte do grupo, Cananito Alexandre era o seu principal compositor. O malogrado foi também um dos principais impulsionadores das carreiras da irmã, Lina Alexandre, e dos sobrinhos, Toya e João Alexandre, que despontaram no grupo Versáteis.
De resto, têm a assinatura de Cananito Alexandre os temas em línguas nacionais cantados pelos Versáteis, como “Thangidi Mu Mesu Maku”, na voz de João Alexandre. Outro grande sucesso, “Mwana wa kwmbua” cantado por Nani. Cananito Alexandre foi de 1995 a 1998 governador da província do Uíge e depois deputado à Assembleia Nacional.

 

 

 

São João Bosco
Pai e Mestre da juventude

Hoje é dia do São João Bosco, criador dos oratórios; catequeses e orientações profissionais, era exemplo para os jovens
Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve. Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”.

Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal. Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios; catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje. São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicada à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, para a Igreja e para todos, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor. Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está connosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!

Luanda 441 anos

Missa campal em alusão à Cidade de Luanda que celebrou no dia 25 do mês em curso 441 anos de existência, foi celebrada neste Domingo na paróquia Nossa Senhora de Fátima, pelo arcebispo da arquidiocese de Luanda, Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias que exortou os cristãos, a orarem para a cidade de Luanda ser construída no evangelho da palavra que o senhor transmite.

Durante a missa Dom Filomeno disse que, o cristão não pode ser alguém sem personalidade, que reza, mas colabora para fragilização da igreja ou reza e conspira contra à oração.

No que toca à efeméride, o arcebispo frisou que a cidade de Luanda deve ser construída com inspiração nos valores do evangelho e da palavra de Deus.

Rezemos para que a nossa cidade, baptizada e crismada, possa ser terra de gente feliz, solidária, unida na alegria, no trabalho e na fé”, pediu.

A mensagem do evangelho deste domingo cingiu-se às bens aventuranças, desta forma, o prelado salientou, que não se consegue seguir Cristo sem estar ligado aos projectos das boas aventuranças.

“É nesta ocasião que Jesus aproveita para traçar uma imagem do verdadeiro discípulo e proclama de bem-aventurados os pobres em espírito, os que sofrem, os que tem fome de justiça, os misericordiosos, os que promovem a paz e os perseguidos por causa da justiça”, acrescentou.

Por outro lado, o responsável pela liturgia da Arquidiocese de Luanda, padre Rufino Tchitwe, afirmou que a realização desta missa marca o fim de um dever cumprido, pediu ainda para que cada cristão possa assumir o compromisso de trabalhar para sua unidade, paz e bem-estar de todos.

Informou que os próximos passos a nível da liturgia desta arquidiocese estão destacados na participação do Congresso Eucarístico Nacional, a ser realizado nos dias 12 a 18 de Junho de 2017.

A celebração eucarística em alusão aos 441 anos da cidade de Luanda, comemorado no passado dia 25 de Janeiro, decorreu sobre o lema “Unidos pela mesma fé, rezemos e cuidemos de Luanda”.

Participaram a santa missa o cardeal dom Alexandre do Nascimento, o bispo emérito da diocese de Mbanza Congo, dom Serafim Chingo Yambo, e sacerdotes das várias paróquia da Arquidiocese de Luanda.

 

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