Força da palavra ou palavra da força, na virtual estação da campanha pré-eleitoral? Veio-nos a piada, ao introito de meditarmos a hostilidade que apoquentou uma equipa de reportagem da TPA, no sábado passado. Autores do incivismo: alegados adeptos da UNITA? A reserva propositada do vocábulo ‘alegado’ surge pelo tamanho da asneira cívica cometida, com repercussões políticas previsíveis. Tanto manchou a oportunidade que o maior partido da oposição teve para exibir a sua popularidade, apesar da adversidade notória da mídia pública. Teria sido cristalina, esta proeza, tal como conseguiu, em Benguela, a CASA-CE, terceiro partido atual no parlamento. O relativo êxito das duas forças políticas, quanto à capacidade mobilizadora de multidões, prefigura a aproximação de uma renhida batalha eleitoral. Corrige assim a sensação anterior, que a hegemonia unívoca do MPLA difundira à observação geral, com o suporte massivo da mídia pública. A lamentar apenas, neste contexto, a histórica FNLA, a chafurdar na agonia das espécies em vias de extinção, incapaz de uma remontada à Barcelona! Manter-se-ão, os protagonistas das suas crises internas, sem visão para explorar a oportunidade de regeneração que, em beleza, proporcionou a anunciada retirada do presidente José Eduardo Dos Santos? A ver vamos, com o escasso tempo que sobra.

Na reserva expressa no caso da TPA, levamos em boa consideração, a pronta repulsa manifestada pelo presidente da UNITA, Isaías Samakuva. Num passado não muito remoto, lembramos, o mesmo sofrera, numa missão de paz, pontapés de excitados correligionários.

Prontamente, e em defesa da classe, o Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) repudiou a afronta vivida pela equipe da TPA. A isenção do pronunciamento de organizações como o SJA credibiliza as suas críticas até sobre as lacunas da mídia pública do país. Críticas valiosas que o são poder público deveria (senão, deverá) absorver, para as devidas correções!

Algumas questões vêm à tona: Bastará a veemência dos repúdios? Não soou a hora de processamentos judiciais dos autores episódicos de tais derrapagens? Nesta perspectiva, torna-se fundamental delinear o cerne da questão, parafraseando um título célebre da lavra do escritor americano Graham Greene. O bicho radica no vício, a que chamamos instinto arruaceiro. Um vício transversal, logo, não apanágio da oposição, mesmo se, esta precisa de maior esforço na luta contra isso. O impulso arruaceiro arruína as credenciais de uma oposição democrática pretender com lisura o poder. Pois, trai a anárquica falta de crença na legalidade, nas instituições, na luta abnegada e perseverante do seu aperfeiçoamento. Falseia os desafios reais, deslocando o foco para a diversão cómoda da intolerância, demagogia, populismo e deformações deste cariz. E se, por um acaso qualquer, esse proceder conduzir ao poder, cedo os seus demónios acorrerão para rebaixar a política (dedicação cordata ao bem comum), ao arbitrário. O que significaria o livre arbítrio da vagabundagem, da brutalidade, da delinquência, do primitivismo e selvajaria animalesca, à sombra do Estado! Ora, política é civilização, mesmo no kimbo, onde o soba sensato colhe apreço. Arruaça e arruaceiros Angola não precisa. Nem a indecência bajuladora. Precisa sim de apelar vivamente a consciência das jovens gerações para a decência e a responsabilidade condigna. A incipiência incontestável do Estado de Direito requer o imperativo da mudança, com mais inteligência do que a violência barata.

Face ao espectro da fome na atualidade, por ventura, credenciadas entidades humanitárias acentuaram a consciência deste tipo de viragem. A falta de comida periga a vida de 20 milhões de pessoas concentradas no Iémen, Sudão do Sul, Somália e Nordeste da Nigéria. A ONU pediu, ao planeta inteiro, socorros no valor de 4,4 mil milhões de dólares, a este título.

Em registro similar, a Caritas de Angola salientou a redução da generosidade internacional e apelou para a alternativa nacional. Oxalá, seja correspondida por sensibilidades patrióticas, chamadas, assim, a comprovar a sua maturidade. Pois, também, nisto, se confirma a sagaz soberania, que se acasala com a democracia, o desenvolvimento e a paz.

Sim, a paz, que cantam as seguintes estrofes da oração de São Francisco:

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz

Onde houver ódio, que eu leve o Amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a União;

Onde houver dúvida, que eu leve a Fé.

 

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 16 de Março de 2017

 

 

O pároco da Sé Catedral da Igreja Católica, no Cuito, Fernando Tchimo aconselhou hoje, domingo, nesta cidade, a necessidade dos fiéis apostarem na oração como via de enfrentarem as tentações, e vencerem as dificuldades da vida com a intervenção divina.

O prelado que falava por ocasião da primeira missa da quaresma, que visa a preparação da Páscoa, ressaltou a importância dos crentes saberem escolher entre o bem e o mal, antes de realizar qualquer acção.

Segundo o religioso, quando a família enfrenta o mal com a força divina, e evita actos imorais como o ódio, roubar bens alheios, caluniar o irmão, feitiçaria e outros, Deus protege-a contra os malfeitores.

Disse ser imperioso que, todo o cristão deve seguir o exemplo da Jesus Cristo que enfrentou todas tentações e a venceu o diabo, em prol dos pecadores.

O pároco da Imaculada Conceição do Lubango, Silvestre Muacufangue, aconselhou neste Domingo, aos fiéis católicos a permanecerem na fé e fidelidade a Deus, por formas a cumprirem com os princípios bíblicos e a salvação, assim como fez Jesus Cristo.

O padre que celebrava a primeira missa da quaresma, considerou importante que os católicos tenham sempre a fé e busquem a salvação em Deus com amor e fidelidade, uma vez o Seu filho, demonstrou quando jejuou durante 40 dias no deserto.

Silvestre Muacufangue considerou necessário que os crentes tenham mais lealdade a Deus, uma vez que muitos deixaram de acreditar na Palavra do Senhor, colocando em primeiro lugar os bens materiais.

O prelado pediu aos religiosos a viverem num espírito e ambiente de fé e saber reconhecer o seu pecado, para que Deus possa fortificar, cada vez mais, a sociedade e a igreja nas suas acções na terra.

Chamou, igualmente, atenção para a necessidade de reflexão sobre a vida pastoral, uma vez que os fiéis não têm sabido transmitir ao seu próximo a mensagem bíblica, atendendo que muitos crentes ainda continuam incrédulos.

A Quaresma é a designação do período de 40 dias que antecedem a principal celebração do cristianismo: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, que é comemorada no domingo e praticada desde o século IV.

A Quaresma começa na quarta-feira de Cinzas e termina no domingo de Ramos, anterior ao domingo de Páscoa.

O vigário da Diocese de Benguela, padre Eduardo Alexandre, apelou neste domingo aos fiéis a terem estratégias para combater as tentações da vida, com vista a salvação celestial e o bem-estar social.

O religioso, que falava na homilia do primeiro domingo da Quaresma, disse que os fiéis devem abster-se do mal e do pecado e cingir-se aos valores da paz, da justiça, da harmonia, bem como da oração.

Fez saber que os valores da comunhão com Deus, do perdão, da humildade e da reconciliação são algumas das estratégias de combate às tentações.

“Nós devemos fugir das tentações da poligamia, do álcool, do feitiço e da inveja”, sublinhou o prelado católico, salientando que os fiéis devem promover a paz.

A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão que a igreja marca para preparar os fiéis para a festa da Páscoa. Durante este período, os fiéis são convidados a um momento de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração.

Os Bispos da conferência episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), reúnem-se, de 21 á 30 de Março, para a sua primeira reunião ordinária que, desta vez, vai acontecer na diocese de Benguela.

Depois de Ndalatando, segue agora a diocese de Benguela que, dentro da mesma dinâmica, vai nos próximos dias, acolher assembleia dos bispos católicos de Angola e são Tomé, sendo a primeira deste ano de  2017.

De acordo com o porta-voz da CEAST, Dom José Manuel Imbamba, os primeiros três dias serão dedicados á formação sobre economia e finanças.
Um dos focos desta primeira assembleia anual, será o congresso eucarístico nacional que acontece em Junho próximo na arquidiocese do Huambo.
Na caminhada para as eleições próximas uma mensagem, voltada a esse importante acontecimento para o país, será divulgada, segundo Dom Manuel Imbamba, também Vice-presidente da CEAST.
Entre os momentos assembleia dos bispos católicos de Angola e são Tomé, reserva sessões internas e audiências com pessoas de instituições singulares e colectivas.

De acordo com o arcebispo local, Dom Gabriel Bilingue, a casa de formação vai atender seminaristas provenientes de 13 dioceses do País.
Para o arcebispo do Lubango, o momento representa um ganho quer para os seminaristas locais como de outras dioceses.
Cerca de 100 seminaristas vão frequentar este ano lectivo, com a entrada em funcionamento do seminário maior de teologia na arquidiocese do Lubango.

CEAST

E o Porta-voz da CEAST, diz acompanhar com atenção os últimos desenvolvimentos sobre a temática do aborto.
Porém, lamenta que o assunto vida, enquanto valor absoluto, esteja a ser banalizado.
Em entrevista a Rádio Ecclesia, o porta-voz da CEAST, disse que a igreja tem  acompanhado com atenção as ultimas abordagens em torno do aborto.

Dom José Manuel Imbamba, refere que a vida, enquanto valor absoluto não deve ser negociada.
O Vice-presidente da CEAST, exorta para a necessidade constante de se proteger as vidas indefesas,
E para aquelas situações específicas, como é o caso de violações, Dom José Manuel Imbamba, apela o acompanhamento desses casos localizados através de instituições públicas e religiosas.
A nova lei do código penal, instrumento jurídico, que vai orientar e disciplinar a vida das pessoas em sociedade, prevê a condenação da prática do aborto.

Facetas do noticiário recente aferiram matérias de temática coloquial. Fixamo-las em três acontecimentos, que citamos por ordem de impacto. I) A abertura do Ano Acadêmico. II) A estreia do Ano Judicial. III) O prêmio Mandela de Audácia a Agostinho Neto.

Vejamos.

I) Fim integral das férias no Ensino, e o sector voltou ao trabalho. Integral, quer dizer, a todos os níveis do sistema – o iniciático, o de base, o pré-universitário e o superior. O último estágio ocupou a manchete da atualidade na semana passada, polarizada em Caxito e Luanda. Na primeira cidade, o vice-presidente da República abriu o ano acadêmico para a generalidade do ciclo superior. Com um discurso em que vincou a ânsia da qualificação e valorização permanente dos quadros. Em Luanda, a honra coube à Universidade Católica, primeiro estabelecimento privado deste nível. Conforme a tradição, uma aula de sapiência ocupou a agenda profana, além da Liturgia eucarística presidida pelo Bispo de Caxito, Dom António Jaca. A tese de sapiência versou nos desafios do Ambiente, sustentada pelo catedrático João Serôdio.

No cômputo geral, as estatísticas alusivas aos matriculados confirmam o ascendente florescimento. Angola ganha cada vez mais formados. Não só em quantidade, como em qualidade, diga-se, outrossim, sem ufania ou complexo de espécie alguma. Porém, quantos, da fornalha inscrita no presente ano, terão emprego seguro, no fim? Somente o futuro responderá, visto que a formação superior deixou de ser uma garantia automática de acesso ao mercado. Lá vão os tempos… Aqueles da atenta e eficiente sincronização entre a formação e o mercado do trabalho! Porquê não resgatar tal proeza, nesta altura de paz e infinitas potencialidades, projectos e vontades de desenvolver o todo nacional? O todo nacional, que acabe com as assimetrias regionais, urbanizando gradualmente o território inteiro, inclusive o sertão, ainda em estado selvagem actualmente. É tema para diagnóstico coloquial, para e pela peritagem global da especialidade.

  1. II) Tema para colóquio, depreendemos, igualmente, do quadro da nossa justiça, realçado na abertura do ano judicial 2017. Da boca do presidente do Tribunal Supremo, Manuel Aragão, captamos a premência de duplicar o número de juízes em serviço. Devido a esta carência, exemplificou o venerando Juiz, 102 mil processos transitaram em 2016. Como um quadro assim poderá enfrentar a tensão emergente das renhidas batalhas eleitorais? Bastará, o Tribunal Constitucional, com a avalanche dos incidentes que relevam, amiúde, dos tribunais comuns? Não convém, por isso, um simpósio sobre esta problemática? Uma conferência que, com ciência, luz dos ancestrais e eclesial, agrupasse todas as entendidas apropriadas?

III) Enfim, o noticiário em retrospectiva trouxe o anúncio do prêmio Mandela de audácia atribuído a Agostinho Neto, numa universidade francesa. Singular reflexo instantâneo de um colega, na tertúlia rotineira da nossa redacção: diacronicamente, o inverso não corresponderia à autenticidade? Chauvinismo nacional à parte, Neto, primeiro que Mandela, foi preso político, granjeou visibilidade mundial e determinou a queda do regime do apartheid – argumentou o colega. Sim, hoje em dia, não hesitou em reconhecer, o mesmo colega, o vulto de Mandela ultrapassa o adquirido por Neto. Como ocorreu esta realidade e explicá-la ao cidadão comum, formatado outrora pelo culto do seu ídolo? Provavelmente, a exposição exaustiva do júri indicou parte de respostas à dúvida. Cabalmente, achamos, o debate coloquial, cá, na terra de Neto, pode debelar a questão do aparente paradoxo.

Pelo sim ou pelo não, é no mínimo o nosso subsídio, que transparece com a graça do Senhor, no presente princípio de Quaresma. Isto é, o momento, em que o Papa Francisco, realçou como sendo “o caminho do Povo de Deus em direcção à Páscoa, um caminho de conversão, de luta contra o mal com as armas da oração, do jejum, das obras de caridade.”

Nos rescaldos do Carnaval e do “assalto ao castelo”, que rumem, os filhos de Angola, para o bem-estar, por todos, almejado!

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 09 de Março de 2017

 

 

 

Tempo de quaresma

Na celebração da missa radiodifundida a partir do semanário Maior de Luanda, o Padre Joaquim Kanguinha chamou atenção para as escolhas e decisões feitas que contrariam os desígnios de Deus.

Neste aspecto, distinguiu a título ilustrativo a aprovação de leis que favorecem o aborto ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Para o ministro da eucaristia, uma possível aprovação de instrumentos jurídicos desta natureza seria uma desordem moral e uma decisão que contraria os preceitos de Deus;

Neste primeiro domingo da Quaresma e primeiro do mês de Março, dedicado a mulher , alertou para teses que apontam para a mulher como fonte do mal, sublinhando que  a mulher é a fonte de vida e ternura.

O padre Joaquim Kaguinha na missa deste primeiro domingo da quaresma, radiodifundida a partir do seminário maior de Luanda.

De recordar que, a quaresma  é a designação do período de quarenta dias que antecedem a: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo.

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa. Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos por si suportados na cruz.

O pároco da Sé Catedral da Igreja Católica, no Cuito, Fernando Tchimo aconselhou neste domingo, nesta cidade, a necessidade dos fiéis apostarem na oração como via de enfrentarem as tentações, e vencerem as dificuldades da vida com a intervenção divina.

O prelado que falava por ocasião da primeira missa da quaresma, que visa a preparação da Páscoa, ressaltou a importância dos crentes saberem escolher entre o bem e o mal, antes de realizar qualquer acção.

Segundo o religioso, quando a família enfrenta o mal com a força divina, e evita actos imorais como o ódio, roubar bens alheios, caluniar o irmão, feitiçaria e outros, Deus protege-a contra os malfeitores.

Disse ser imperioso que, todo o cristão deve seguir o exemplo da Jesus Cristo que enfrentou todas tentações e a venceu o diabo, em prol dos pecadores.

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