A paz é um ganho incontestável cujos frutos obrigam os angolanos à defesa, a preservação e a consolidação desta conquista, todos os dias, alcançada graças à entrega e abnegação de vários compatriotas, considerou nesta quarta-feira, o padre da Sé Catedral de Saurimo, Manuel Muleule.

Em declarações à imprensa, a propósito dos ganhos da paz, o sacerdote advoga que Angola deve ser construída na base da justiça, da democracia, do valor da pessoa, do diálogo e do respeito mútuo, com vista à valorização do esforço dos heróis que deram a sua vida para a conquista deste bem comum.

Para o presbítero, a manutenção regular da paz passa pela eliminação de todas as tendências de divisão tribalista, da desordem e corrupção, em que cada angolano se sinta uma pedra indispensável, para o desenvolvimento harmonioso do país.

Manuel Muleule afirmou que a injustiça social e as assimetrias regionais são fenómenos perniciosos, daí que o Governo angolano deve trabalhar para combater estes males que ainda se registam no país.

Apontou o multiplicar de escolas, de unidades sanitárias, da melhoria das vias de acesso, do ressurgimento do Caminho-de-Ferro, da construção de aeroportos, como alguns avanços socioeconómicos que Angola registou com a conquista da paz.

Sublinhou que, apesar dos passos socioeconómicos já dados, desde a conquista da paz , a 04 de Abril de 2002, Angola precisa vencer, com urgência, alguns males como o desemprego e as assimetrias, bem como melhorar os sistemas de Saúde e Educação vigentes no país, com vista ao alcance da excelência e da qualidade.

Por outro lado, frisou que, com a paz, a Igreja vê-se mais aberta e facilitada para os seus trabalhos, que se consubstanciam na expansão do Evangelho e no resgate dos valores morais e cívicos.

O bispo da diocese de Ndalatando, província do Cuanza Norte, Dom Almeida Kanda, defendeu nesta quarta-feira, a manutenção da unidade nacional para a conservação da paz alcançada.

Em declarações por ocasião dos 16 anos do alcance da paz definitiva em Angola, Dom Almeida Kanda disse que a efeméride deve ser aproveitada pelos cidadãos, sobretudo os cristãos, para a construção da civilização do amor, como a mais alta e nobre relação entre os seres humanos.

“Que o dia 4 de Abril  sirva para apresentação de acção de graças a Deus ”, referiu o Prelado.

O superintendente da Igreja Metodista Unida no Cuanza Norte, Marcos de Almeida,  disse que o 4 de Abril representa uma oportunidade para render homenagem a todos quantos perderam a vida em prol do alcance da paz.

Já o responsável provincial do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA), José Zeferino Gonçalves, disse que a igreja continuará empenhada na sensibilização dos fiéis em prol do reforço da unidade e do amor ao próximo, como fundamento da paz e harmonia nacional.

 

A comunidade da paróquia da nossa senhora da reconciliação afecta a Diocese do Luena, da Igreja Católica ganhou nesta quarta – feira, um centro pastoral, com quatro salas de aulas para beneficiar mais de 250 crianças em idade escolar.

Orçada em 29 milhões de Kuanzas, um financiamento feito pela Igreja Italiana (Roma), a infra-estrutura construída de raíz, para além de quatro salas de aulas, comporta um escritório para o pároco e sanitários, cujas obras estiveram a cargo da empresa de construção civil “Sol – constrói” e duraram nove meses.
De acordo com o pároco de Nossa Senhora da Reconciliação, Zeferino Passage, que fez o corte da fita, o centro passará a complementar as acções de apoio escolar para enriquecer a área de educação moral, aos alunos das escolas estatais que demonstram um fracasso na área de moral.
Para tal, explicou, o centro ora inaugurado vai cumprir um programa de extensão da evangelização, ministrando aulas bíblicas na catequese e explicação nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, de segunda a sexta-feira, sendo a bíblia e a catequese as ferramentas fundamentais.
“Se queremos resgatar os valores morais perdidos na sociedade, temos que nos basear em princípios bíblicos e não podemos ter vergonha de dizer que as escolas do estado fracassaram em matéria de educação moral”, referiu o sacerdote, insistindo que a Igreja não pode retroceder na intenção de oferecer a moral desde tenra idade aos alunos, uma vez que é o grupo-alvo do projecto.
Ao intervir no acto, o bispo da diocese do Luena, Dom Jesus Tirso Blanco, pediu a Deus, que dê força à comunidade da paróquia para que nos próximos dias possa multiplicar o Centro, a julgar pelos indícios do seu crescimento.


“Onde o povo se estabelece precisa de muita coisa e a catequese ajuda no crescimento espiritual e educacional”, sublinhou o Prelado católico.
No Luena, a diocese controla cinco Centros Pastorais, nomeadamente, “Dom – Bosco”, “São Paulo”, “CEMA”, “4 de Fevereiro”, “Nossa senhora da Reconciliação”. E dentro de quatro meses prevê inaugurar a paróquia de “Cristo Rei”, localizada no bairro Alto-Luena, arredores desta cidade.

A chama da actualidade brilha de espiritualidade ôntica na quadra pascal, via de regra. Sobressaiu, o traço, por cá, na Semana Santa, na homilia da missa inicial do Tríduo Pascoal. O Arcebispo de Luanda e Presidente da CEAST, Dom Filomeno, valorizou o sacerdócio, com tónica na renovadora pastoral de testemunha. Copiosamente, descriminou a árdua vida diária do rebanho a atentar assim, exortando, citamos: ”Mergulhemos nesta vida, partilhemos esta esperança e possamos transmitir aí esta ternura do pão que se mistura com o culto pela vida”.

Em certa medida, a acalmia soprou até no caso de um anunciado processo judicial, que visava os colegas do jornal “Liberdade”, gerado pela entrevista a um ilustre soba. As partes entenderam-se extrajudicialmente, segundo o Sindicato dos Jornalistas, regozijado. Porém, outro surgiu: a ameaça de processar o jornal Expansão, um órgão especializado em matéria económica, sóbrio e cuidadoso. Em causa, está a veiculação de uma informação colhida no ‘Diário da República’, fonte oficial por excelência. A queixosa achou-se difamada e advertiu. Vamos ver, serenos e crentes na dose de catarse pascalina, que a Ressurreição espraia no ambiente.

Neste prisma, interpretamos inclusive o calor do debate contraditório da temática do foro civil. Continua quente em escândalos de suspeita corrupção em instrução, na bicefalia, nas autarquias e na legislação do repatriamento de capitais. Conforta, a tendencial advocacia da virtude cívica e humana, em detrimento dos contravalores.

Privilegiamos esta serenidade mesmo na história do Bispo não católico, que estourou em Cabinda. Permitiu voltar a esclarecer a distinção desta dignidade no seio da Igreja Católica Romana, guiando acertadamente os ordeiros fiéis. A desgosto dos pescadores em águas turvas, pois, claro! Não obstante, a peripécia (ainda que malevolamente), sacudiu a chaga da morosa vaga a preencher naquela diocese e não só. Somam três, já, as dioceses com Bispo por normalizar, contando Caxito e Menongue. O pioneiro de Caxito foi para Benguela e Menongue sob um transitório Administrador Apostólico. Não queira o diabo contagiar a Santa Igreja, “Sal da Terra e Luz do Mundo”, com as convulsões de sucessão que acontecem pela África da vergonha. Vergonha, que outros filhos mais dignos, lavam pelo exemplo. E aconteceu no vizinho Botswana, no Sábado Santo. Nesta vizinhança austral, Ian Khama, honrou a cultura do mandato, passando o ceptro ao seu antigo vice-presidente tranquilamente.

E mesmo, cá, superado o fratricídio não há muito tempo, assiste-se à fenomenal conversão de uma necrologia em festa de reconciliação nacional. Em encontro dos corações na dor (tal como na Cruz seguida da Ressurreição) mais do que daquele do dia formal anual, o 4 de Abril! Está a ocorrer desde domingo passado, com a morte do deputado Almerindo Jaka Jamba, dirigente ímpar da UNITA. Tem sido comovente a unanimidade dos encómios ao vulto patriótico do mesmo na política, cultura e academia. Não podemos não juntar a nossa vénia, inclusive pela frequente partilha mútua “of record” de ideias sobre a casa comum e idiossincrasia.

Flui, assim, serpenteando, o curso da vida, em meio a curvas e contracurvas. Consolam, sempre, palavras como aquelas contidas na mensagem do Santo Padre, expressas no ritual do lava-pés na Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa. O Papa Francisco enalteceu, na circunstância, a humilde e persistente dedicação à paz colectiva, no trecho que citamos, finalizando: “Em nosso coração vivemos sentimentos contrastantes. É fácil estar em paz com quem queremos bem, mas é mais difícil com quem nos ofendeu e a quem ofendemos. Peçamos ao Senhor, em silêncio, a graça de dar a todos, bons e maus, o dom da paz”.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Esmeralda Chiaca).

Luanda, quinta-feira 05 de Abril de 2018.

Passo a relatar pormenorizadamente os factos dos últimos dez dias da Diocese de Lwena, que, de forma parcelar, fui partilhando com alguns de vós, com o único objectivo de oferecer a Deus quanto nos dá e de pedir as vossas orações.

25 Março – No Domingo de Ramos

Celebrei na Paróquia de Cristo Rei, encerrando a visita pastoral a esta comunidade que cresce a olhos vista. Durante o almoço festivo, recebemos a notícia do incêndio que afectou as camaratas mais antigas do Seminário Vianney. Não houve vítimas, pois todos os seminaristas encontravam-se na Celebração do Domingo de Ramos nas diversas paróquias da cidade de Luena. O fogo começou numa tomada eléctrica e se espalhou por todo o tecto falso antigo, de madeira talvez já centenária, e deu cabo da estrutura do tecto. Será preciso reforçar a estrutura com uma nova viga geral, retirar e colocar novo telhado, tecto falso, rede eléctrica, renovar parte das portas e janelas, além de refazer o reboco de alguns quartos e a pintura geral.

27 Março – Terça-feira Santa.

Na Terça-feira Santa decorreu a Missa Crismal, com a participação de boa parte dos sacerdotes diocesanos seculares e religiosos. Os sacerdotes da paróquia de S.Bento não chegaram a tempo, pois demoraram 58hs de Cazombo a Luena. Nesse mesmo dia, os missionários tiveram um acidente com a viatura: será preciso comprar duas portas e outros arranjos; felizmente os ocupantes do carro nada sofreram.

Na tarde desse mesmo dia, um meliante tentou entrar na casa dos Dehonianos no km 5, da cidade de Luena. Um seminarista, dando conta da ocorrência, alerta os colegas.

No fim da tarde chega a Cazombo em grave estado de saúde Fr. Gilberto Hickmann, proveniente de Calunda, a sua sede paroquial. A viatura ficou numa chana próxima de Cazombo, sendo levado numa motorizada até ao hospital.

28 Março – Quarta-feira Santa.

Fizeram-se diversas demarches para evacuar o Frei por via aérea, mas os médicos desaconselharam, devido ao gravíssimo estado de saúde em que se encontrava. O Eng.Kubioka e as irmãs acompanharam-no, além dos médicos, que, devido à falta de quase tudo no hospital, muito não conseguiram fazer.

29 de Março – Quinta-feira Santa.

Pelas 6hs30 da Quinta-feira Santa, dia sacerdotal, o Senhor chamou a si Fr. Gilberto. No dizer de Da. Ana, irmã do falecido Mons. Gonzalo López Marañón, também ele residente em Calunda, “Custa entender como vai uma pessoa que é tão necessária num lugar onde ninguém quer ir”.

Feitas as comunicações essenciais, às 11hs, partimos com duas viaturas para Cazombo, via Saurimo.

30 Março – Sexta-Feira Santa:

Demoramos 24hs de Luena a Cazombo, das quais apenas 05 foram para o descanso. Poucos kms antes do destino, no Bairro Jamba, aproveitando a rede telefónica, recebemos a notícia da morte da irmã Ernestina Calderón, que, depois de 32 anos de espera, tinha entrado na Diocese de Lwena como fundadora da Comunidade Guadalupana de Moxico Velho e que regressara a México não há muito tempo, para tratar da sua saúde.

Os 165km desde a fronteira do Alto Zambeze até à capital, Cazombo, foram percorridos em 8hs. Foi um ótimo tempo;  chegamos às 11hs. à missão; não esperavam que chegássemos tão cedo. Marcámos o funeral para as 14hs. Como a morgue não funciona, o corpo tinha sido conservado com pedras de gelo, colaboração das tropas sedeadas no Cazombo. A Igreja estava cheia, cheíssima. Após a celebração das exéquias, fomos a pé até ao cemitério. O Sr. Kubioka e equipa, além do caixão, tinham feito um sepulcro, onde depositamos o corpo do Fr. Gilberto. O amor do povo pelo seu missionário era mais eloquente no silêncio que nas lágrimas. Percebi que valeu a pena ir até lá; não se poderia ter privado a comunidade do corpo do seu missionário, que “escolheu a melhor parte”.

31 de Março – Sábado Santo

Após as orações da manhã, era meu projecto chegar ao Hospital para agradecer ao Sr. Director e aos médicos todo o esforço feito. Os seminaristas quiseram levar os carros a lavar no rio. Demoraram. Veio pouco depois a notícia mais triste destes dias: um deles atropelou três crianças, que foram levadas urgentemente ao hospital. Uma hora mais tarde, uma delas tinha falecido. Senti uma dor muito profunda. Não podia acreditar; um trabalho desnecessário em absoluto, que a muito custo aceitei, trouxe o pior resultado possível: a morte de uma criança, por sinal, filha de um trabalhador, que estava preparando a casa das irmãs Doroteias, que deverão entrar em Maio. Até hoje meu coração chora para dentro quando penso neste facto terrível. Até à nossa saída, pouco saí do quarto, rezando o terço, lendo salmos adequados ou ficando simplesmente em silêncio. Apenas colocando as coisas em ordem para partir ao dia seguinte.

Com um nó na garganta, começamos a Missa da Vigília, tão participada e viva. Quanta fé no meio do sofrimento! Nosso coração parece ressuscitar com essa celebração, que não apaga a dor, mas transforma-a à luz da Ressurreição do Senhor.

01 de Abril – Domingo da Páscoa

A primeira notícia que chega aos nossos ouvidos é de Luena: após a vigília e antes da missa do dia da Páscoa, arrombaram a Sacristia da Sede Paroquial de Nossa Senhora de La Salette, roubaram as cadeiras e as mesas e jogaram fora a imagem de Nossa Senhora com violência, mas sem danificá-la. Representa  Nossa Senhora a chorar. Choras porque? Choras pelos sacerdotes, pelas comunidades, mas hoje choras por Moxico… [1] Não passa uma semana sem que tenhamos que lamentar algum roubo, saque, ou profanação.

Um sacerdote acompanhou o funeral da criança falecida; os restantes começamos a Missa do Domingo da Páscoa, celebrada com profunda, serena e vibrante alegria. Em regime de acampamento, a comunidade paroquial, na Igreja da missão fez praticamente 04 dias de Retiro Espiritual para viver intensamente o Tríduo Pascal. Temas, Partilha da Palavra, momentos de oração, povoaram as horas desses dias.

Após o almoço, às 15hs, empreendemos o regresso. O caminho tornou-se quase impraticável. Houve algumas avarias no carro TOYOTA 13 novo, pois era a primeira viagem que fazia fora de Luena, várias vezes foi necessário “reinventar” a estrada. Nas 16hs que demoramos para percorrer os 160km no Município do Alto Zambeze nem sequer um camião ou carro vimos a andar, apenas uns tantos camiões literalmente enterrados nas poças de água.

 

02 de Abril – Segunda-feira da Oitava da Páscoa

A nossa viatura chegou a Luena às 17hs, depois de 26hs, e apenas 1 de sono. Às 18hs30 fui celebrar missa no Seminário Maior São José. Tive a ocasião de comentar a nossa viagem com bastante detalhe

 

03 de Abril – Terça-feira da Oitava da Páscoa:

Celebrei a Missa na Comunidade St. Teresa de Jesus às 7hs30, um pouco mais tarde que o habitual, por causa da intensa chuva. Abençoamos e inauguramos as três primeiras salas da Escola Teresiana no Bairro 04 de Fevereiro. A Diocese fez a entrega oficial do imóvel às Irmãs. De noite tive um encontro com os Seminaristas do Propedéutico.

 

04 de Abril – Quarta-feira da Oitava da Páscoa

Celebrei a Eucaristia neste dia dedicado à Paz na paróquia de Nossa Senhora da Reconciliação. A seguir, inauguramos e benzemos o Centro de Pastoral da Paróquia, que albergará vários projectos, entre outros, a Extensão Escolar, uma proposta que une a Evangelização (Bíblia, Catequese) com o estudo curricular.

Com esta obra abrem-se às portas para a conclusão do Centro de Pastoral de Cristo Rei no Alto-luena, cuja conclusão está prevista para fim de Junho, e o início das obras da Casa paroquial de Sacalumbo e a Casa do Clero.

No período da tarde telefonam as irmãs de Moxico Velho informando que foram novamente roubadas por alguém conhecido, mas declaram que não sabem como proceder.

 

Obrigado, Senhor, por tudo quanto recebemos de Vós. Aceitamos, mesmo que nem sempre seja do nosso agrado, sabendo que é o melhor para nós, porque vem de quem nos quer bem.

 

O Santo Padre Nomeou esta Segunda-feira, Dom António Jaca para Bispo de Benguela.

O Prelado sucede assim a Dom Eugénio Dal Corso, que sucedeu a Dom Óscar no Governo Pastoral daquela Diocese costeira.

Dom António Jaca torna-se assim no 4º Bispo da Diocese fundada em 1974, fundada por Dom Armando Amaral dos Santos, sucedido por Dom Óscar Braga em 1975, que se resignou dando lugar a Dom Eugénio Dal Corso, que agora deixa a vaga para o recém-nomeado.

Dom António Francisco Jaca, nasceu em Malanje, no dia 3 de Novembro de 1963, é filho de Francisco Jaca e de Rosa António.

Fez os primeiros votos Religiosos em 1987; ordenou-se Presbítero em 1991. Desde 2002 desempenhava o cargo de Provincial dos Padres do Verbo Divino em Angola, tornando-se o primeiro bispo Verbita, natural de Angola. Aos seis dias do mês de Junho de 2007 foi nomeado Bispo da Diocese de Caxito, por Sua Santidade, o Papa Bento XVI, aquando da erecção daquela nova diocese, sendo o seu primeiro Bispo. Com a sua nomeação, a Congregação do Verbo Divino passou a contar com 51 bispos distribuídos pelas diversas dioceses em todos os continentes.

Dom Jaca de 1981 a 1984, frequentou os estudos filosóficos no Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, em Luanda.

Em 1985, começou o Noviciado junto do Instituto dos Verbitas em Kinshasa (República Democrática do Congo) e, em 1987, emitiu os primeiros votos.

Fez a profissão dos votos solenes em 1990, depois de ter concluído o Curso de Teologia no Seminário dos Missionários de Scheut (Teologado Eugénio de Mazenot) sempre em Kinshasa.

Foi ordenado diácono em 1991 e, no mesmo ano, a 29 de Setembro, recebeu a ordenação sacerdotal em Malanje, pelas mãos de Sua Excelência Reverendíssima, o Senhor Bispo Dom Eugénio Salessu, de feliz memória, então Bispo daquela Diocese.

Após a Ordenação, foi enviado como Vigário para a Missão Católica de NZeto, na Paróquia de Santo Estêvão, Diocese de MBanza Congo, onde permaneceu durante dois anos e meio, em plena guerra civil.

De 1994 a 1998, transferiu-se para o Canadá, onde obteve o Diploma em Ciências das Comunicações sociais pela Universidade de St. Paul em Ottawa e, posteriormente, a Licenciatura pela Universidade de Montreal, em Quebec.

Regressado para Angola em 1999, foi nomeado Director da Rádio Ecclesia e eleito Vice-Superior Provincial do seu Instituto.

Desde de 2002, exerce a missão de Superior Provincial dos Verbitas.

No dia 6 de Junho de 2007, é nomeado pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, Primeiro Bispo da recém-criada Diocese de Caxito.

Esta Segunda-feira,  25/03/2018, recebeu do Papa Francisco o Novo Mandato Canónico para apascentar o Rebanho de Deus que vive na Diocese de Benguela. Acreditamos ser esta a hora de Deus.

 

 O bispo da diocese de Ondjiva, província do Cunene, Dom Pio Hipunyati, advogou neste domingo a necessidade dos fiéis para uma maior comunhão com Deus, tendo destacado a necessidade de despertar no coração a misericórdia e o amor.

Dom Pio Hipunyati que falava durante a missa que marcou o “Domingo de Ramos”, disse que a celebração da data reflecte a paixão do Senhor e é a abertura da Semana Santa, também considerada a mais rica em conteúdo e de maior intensidade religiosa na liturgia cristã.

O bispo exortou aos presentes a serem “páginas eloquentes do evangelho” e a preservar a obra de Deus nas comunidades.

Frisou que a humanidade nos dias de hoje continua a renunciar Cristo em suas vidas através de leis que se dizem ser urbanas e democráticas pelo que condenam à morte os inocentes através do aborto.

A celebração do “Domingo de Ramos” simboliza a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém onde foi recebido com folhas de palmeira, marcando assim a temporada da Páscoa.

 

Os cristãos devem recuperar a sua fé abstendo-se das más práticas e construir a justiça, paz e o amor na Semana Santa, apelou hoje, terça-feira, nesta cidade, o coordenador da Comissão Arquidiocesana para a Comunicação Social, padre Pacheco Jonas Simão.

O responsável, que falava à margem das comemorações da “Semana Santa” , que teve início no Domingo de Ramos (25 do mês em curso) e termina com o Domingo de Páscoa (01 de Abril), disse que falta aos cristãos a coragem, a ousadia e a firmeza para travar os impulsos do mundo, pois a paganização e a ausência de valores facilmente levam as pessoas a desistir de lutar por convicções profundas e corretas.

“O tempo da Páscoa é tempo para reafirmar a nossa fé em Jesus, pois o mundo nos dá muitas propostas e discursos, mas a palavra que deve nos guiar é a de Jesus, porque é filho de Deus”, reafirmou.

Fez saber que, devido a grande afluência das pessoas nas missas da paróquia da Sé Catedral, vão passar a contar com mais uma dominical, pelas 12 horas, direcionada à camada juvenil.

Durante a Semana Santa, os cristãos compadecem com o sofrimento de Jesus por meio de um jejum e abstenção ao consumo de carnes, como uma forma de participação à “paixão e morte de Jesus”, por isso, a Sé Catedral programou missas, confissões, via-sacra, baptismos, vigília, ofícios de leitura e oração da manhã.

A data da sua comemoração vária dependendo do ano, porém, por norma, costuma acontecer entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. A Páscoa é composta pelo “Domingo de Ramos” , a “Sexta-Feira Santa” (que marca a morte de Cristo na cruz), e o “Sábado de Aleluia” (a vigília dos fiéis a espera pela ressurreição de Jesus).

A Igreja Católica Romana Apostólica recomendou, nesta quarta-feira, aos seus fiéis para absterem-se da participação em actos orientados pelo cidadão cabo-verdiano Filipe Cupertino Teixeira, que se intitula bispo católico.

A informação foi prestada pelo secretário executivo dos Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Padre Correia Hilário, na sequência do comunicado emitido por esta instituição religiosa que denuncia a utilização de vestes (solidéu, mitra, báculo, anel de bispo e a cruz grande suspensa no peito) por Filipe Cupertino Teixeira.

O suposto bispo está na província angolana de Cabinda a cerca de 15 dias, tem o apoio do padre Casimiro Congo, actualmente excomungado, e ordenou, como diáconos, cidadãos que possuem mulheres, contrariando o postulado pela Igreja Católica.

“Alertamos ao povo católico para não seguir este cidadão que está a tentar usurpar as competências da Igreja Católica. As vestes e insígnias usadas não foram cedidas pela igreja”, afirmou Padre Correia Hilário.

Segundo o secretário, a CEAST encetou nesta quarta-feira contactos com o Ministério angolano da Cultura e o Governo Provincial de Cabinda, no sentido de alertar sobre este caso e declinar toda e qualquer acção que o suposto bispo efectuar em nome da Igreja Católica.

Para si, enquanto órgão responsável pelas políticas no país, compete ao Estado angolano o tratamento deste caso, mas, devido ao seu interesse, a Igreja Católica fará o devido acompanhamento mediante denúncias das acções praticadas por este falso bispo.

Informou que Filipe Teixeira não utiliza templos afectos à Igreja Católica nas suas celebrações, mas que há a ameaça de desorientar e confundir os fiéis católicos e a sociedade, no geral, tornando-se num perigo.

Filipe Cupertino Teixeira nasceu em Cabo Verde, passou a sua infância e juventude em Angola e nos Estados Unidos da América. Frequentou o seminário Capuchinho nas cidades angolana de Luanda e americana de Boston, mas foi expulso nos dois sítios sem ter sido admitido as ordens sacras, isto é diaconal (diácono), presbiteral (padre) e episcopal (bispo).

Ao regressar a Cabo Verde, fez-se acompanhar de vestes de prelado e intitulou-se bispo católico, sem ter sido nomeado e consagrado pelo Papa da Igreja Católica, a quem compete esta prorrogativa.

No seu comunicado, a CEAST denunciou a presença em Angola do falso bispo católico que, tendo trabalhado em Cabo Verde, fugiu das autoridades cabo-verdianas, após a sua exposição pública.

 

VISÃO JORNALÍSTICA

O desfecho de dois conclaves da última semana sustenta ainda a candente actualidade. Com os respectivos comunicados a meio, distintos pela lisura e a controvérsia, para os jornalistas e não só!

Comecemos pelo polémico, embora diacronicamente o último. Isto é, aquele alusivo à sessão do Comité Central do partido no poder, o MPLA, sobre a nebulosamente apelidada questão de bicefalia. A reunião, precedida de um vendaval de boatos nas redes sociais, atiçou as expectativas ao píncaro. Houve desmentido das contradições vazadas do encontro de preparação ao escalão do Bureau Político. Debalde. O discurso de abertura do próprio presidente José Eduardo Dos Santos confirmou o enxofre, ao convidar deliberar sobre a seguinte proposta: “que a realização do congresso extraordinário do partido, que vai resolver a liderança do MPLA, seja ou em dezembro de 2018 ou abril de 2019”. O sucedâneo comunicado de imprensa malogrou a formulação consensual no ponto fulcral. A madura opinião pública enxergou o gato oculto nas rápidas versões desencontradas. O Jornal de Angola, justiça lhe seja rendida, não se importou de assumir desta feita o profissionalismo de carteira. Ao lado do comunicado de estilo “langue de bois”, relatou, baseado em credíveis fontes próprias, o enxame destes eloquentes dados: “Comité Central rejeita proposta do líder (…) Tal como na reunião do BP de segunda, o clima foi de divergências (…) Comentou-se, inclusive na apresentação de uma proposta de moção de censura ao líder, que, flexibilizando, acedeu ao pedido da realização de um congresso extraordinário, mesmo que em datas diferentes das que tinha inicialmente proposto.”

A postura do diário (rotulado outrora de “pravda” pela docilidade tipo “yes man”) gerou o repúdio dos afectos à linha anterior. De admirar? Nada, com a certeza do resgate, pelo bem do jornal estatal, da massa de leitores que andou a perder por outros chafarizes.

Coincidiu pelo bem, também, este episódio, com a conclusão da instalação da nova Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCA). Mesmo se, sobre a unanimidade em torno do topo (afamado a torto ou à razão de dinossauro), a alegação carece de apurada confirmação. Mas, o passo do diário sintonizou sintomaticamente com um inovado discurso editorial do ministro do pelouro. E, avivou, em boa hora, a reivindicação do Sindicato de Jornalistas em prol da Comissão da Carteira, Deontologia e Ética. É neste foro, deveras, que se dirime em primeira instância as queixas de difamação e contencioso afim. Não, como voltou (a 19 do corrente, dia santo do virtuoso São José, Pai do Redentor, vejam só!), a acontecer com o processo de duas figuras da mídia. Oxalá, o filme termine por este cenário, a bem dos tribunais do país, que têm campos mais solícitos e urgentes onde podem reabilitar a sua reputação. Quem lucra com a frequente exposição de jornalistas em mártires do flagelamento judicial? A sofrida pátria, carente de fiabilidade internacional? Rigorosamente, não.

À margem destes fogosos contornos volúveis, a diocese do Namibe espraiou a doçura aguardada da Iª Assembleia Anual da CEAST. O comunicado final (aberto ao sufrágio da mídia livre) elucidou as luzes e sombras da Igreja Católica, fruto da introspeção e penitência ensaiada. Salientamos este enfoque do magistério do Namibe, ao exortar, citamos, finalizando: “um envolvimento mais vivo de todos, renovando cada vez mais o zelo apostólico, ocupando os muitos espaços vazios no mundo da política, da economia, da cultura e da ciência, sem pormos de parte a ocupação dos espaços geográficos, a fim de sairmos da mera pastoral de manutenção para uma pastoral do anúncio e do testemunho”.

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Esmeralda Chiaca).

Luanda, quinta-feira 22 de Março de 2018.

 

 

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