VISÃO JORNALISTICA

A campanha eleitoral efervesce. Tendo atingindo a velocidade de cruzeiro, o confronto dos discursos domina plenamente o palco. O exercício reafirma pelo bem toda a valia da democracia. O filme está a ‘cuiar’, exulta uma juventude no seu calão, com as cenas patéticas: do auto balanço das contas; a interrogação das lacunas; promessas do melhor amanhã, cada concorrente a seu jeito e trejeito; o avolumar transversal da reivindicação civilizacional do debate entre os cabeças-de-lista; etc. As derrapagens até denunciam as carências que urge remediar de qualquer lado se situam os autores. Destaca-se neste particular a intolerância política cuja repetição e previsibilidade raiam a incúria. Além dos dispositivos de contenção imediata, o tema tem que se manter na agenda permanente do aperfeiçoamento da democracia e da paz. Idem, para o elemento da mídia pública, que se assinalou nos últimos dias com duas controvérsias. Uma ligada à sondagem e outra à Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA).

No primeiro caso, trocaram favas o digital ‘Maka Angola’ e o consórcio angolano ‘Marketpoll Consulting’. O digital publicou uma sondagem atribuída à ‘Sensus Pesquisa e Consultoria’, empresa brasileira, sócia do consórcio angolano. Novidade da tal sondagem: uma surpreendente queda do MPLA, partido maioritário cessante, aquém da soma a granjear pela UNITA e CASA-CE. 38% contra 58 % (a soma aritmética de 32 e 26)! A réplica não tardou: um comunicado de imprensa do consórcio desmentiu Maka, sustentando o prognóstico de 68 % de votos pró MPLA. A troca de mimos prolongou-se num compasso a sugerir, pelo insólito, melhor equação jurídica a posteriori. Para já, aguçou de que maneira a intensidade emocional da expectativa sobre os resultados finais.

Quanto à ERCA, a investidura do seu corpo directivo não dissipou o incógnito sobre o prazo da sua real entrada em fase operacional. Os representantes da oposição cessante preferiram arrastar o pé, não se apresentando na Assembleia Nacional na passada segunda-feira. Com maioria de razão, reforçada pela promiscuidade levantada contra o membro indicado pelo executivo e potencial presidente! Neste intricado, apenas se pode esperar o funcionamento da nova instituição depois do 23 de Agosto, a data do pleito. Pelo menos, na sua composição legal, configurada na proporção dos componentes partidários das eleições! A este titulo, também, pouco ou nada se mexerá na base estrutural da comunicação social que cobre o sufrágio em curso. Mais especificamente, na aparatosa pública, outra vez censurada, na sua parcialidade, pelas estatísticas do Sindicato dos Jornalistas Angolanos. Critica partilhada pelo pronunciamento da influente ONG internacional ‘Human Watch Rights’

(HWR). Este último dado prefigura o impacto negativo na avaliação global a termo da lisura do processo. Não merece, tal falha, a bem da nação ansiosa da reviravolta, a coloquial equação profunda? Não seria mal a ERCA encarar tal desafio entre as suas prioridades. Pela idoneidade e seriedade das entidades nacionais que têm reivindicado a alteração, o tópico configura deveras aquilo que está mal por corrigir. Neste sentido e para eleições viradas para o futuro, rematamos com a seguinte passagem da Mensagem da CEAST alusiva à midia: “Os órgãos de Comunicação Social, sobretudo os estatais, têm sido excessivamente unilaterais e tendenciosos. Para a sua credibilidade, devem desempenhar o seu papel, extremamente importante, ao longo de todo o processo eleitoral, com rigor e isenção, garantindo o acesso à informação sobre os diferentes candidatos e programas políticos; noticiando com verdade e imparcialidade” (Fim de citação).

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Esmeralda Chiaca)

Luanda, quinta-feira 17 de Agosto de 2017.

 

 

 

O Bispo da Diocese de Viana, terminou no Domingo ultimo a sua visita pastoral a Paróquia de nossa Senhora do mundo. Durante a missa conclusiva, o prelado crismou mais de 100 fiéis. Durante a homilia da missa, Dom Joaquim aconselhou a vivência da mensagem dos evangelhos.

“Os factos narrados nos evangelhos de São Mateus Capitulo 14 foram escritos, não para serem contados mas sim vividos, quando lemos o evangelho quem escuta é convidado a entrar na página do mesmo e tomar parte na causa dele, por tanto nós passamos de espectadores á actores”, alertou o prelado.

O prelado chamou atenção aos fiéis sobre o valor e a verdade do evangelho, pedindo a todos que reflitam em torno das acções de Cristo.

Dom Joaquim disse ainda que os fiéis devem seguir os passos de São Pedro, a terem fé mesmo no meio das tempestades pois a fé supera todos “males”.

 

O Arcebispo da Arquidiocese de Malange, Dom Benedito Roberto, defendeu no último final de semana, nesta cidade, uma missão evangélica que demonstre arrependimento dos males, solidariedade, fraternidade, amor ao próximo e fé.

O prelado, que falava durante a missa de abertura das festividades de Nossa Senhora de Assunção, padroeira da Sé-Catedral de Malange, a assinalar-se a 15 de Agosto, destacou a importância da pregação por parte dos fiéis da palavra de Deus, lembrando que Jesus derramou o seu sangue para salvar o seu povo, razão pela qual haverá um outro mundo, onde reinará a paz e harmonia.

Por outro lado, disse que o baptismo é a luz que mostra o caminho certo e a solução exacta para servir o espírito Santo, bem como comprovar a vontade Divina dos fiéis em busca das almas perdidas para sua intercessão na porta do Senhor Todo-poderorso.

O arcebispo disse ainda, que o árduo trabalho dos catequistas na transmissão da fé é benevolente, tendo em conta a sua experiência no conhecimento da palavra de Deus e a renovação de espírito para manter a presença das pessoas na igreja.

Cento e sessenta fiéis católicos foram confirmados neste domingo, na fé, durante uma missa de consagração celebrada pelo Arcebispo da Arquidiocese de Malanje, Dom Benedito Roberto.

No acto da consagração, os fiéis provaram a sua convicção religiosa e comprometeram-se em espalhar, levar, transmitir mensagens e despertar as mentes dos ímpios sobre a vinda de Deus na terra.

Na ocasião, o Arcebispo disse que a confirmação na fé é um sacramento que mostra a vontade de Deus de salvar os filhos perdidos na terra, sob poder do Espírito Santo ao operar maravilhas através da palavra bíblica difundida pelos humanos no acto de evangelização.

Dom Benedito Roberto alertou os crentes a não esquecer a misericórdia e o perdão divino, por isso urge continuar a orar para se diferenciar a maneira de apreciar, observar e compreender os fenómenos maléficos.

“Rezar para Deus facilita ao crente gozar de uma atenção e protecção especial, tendo em conta as circunstâncias da vida em se entregar totalmente ao Senhor, sobretudo na confirmação na fé que leva o crente num alto ritmo de responsabilidade e renovação sagrada em busca do evangelho”, frisou.

Por outro lado, exortou aos fiéis a ter um comportamento coerente e guiarem-se à luz de Deus para se tornarem idóneos na palavra e na fé, bem como entregarem-se de corpo e alma nas tarefas divinas.

O acto de confirmação na fé foi marcado com uma missa de acção de graças celebrada pelo Arcebispo de Malanje e testemunhada por crentes católicos de várias congregações sediadas em Malanje.

A consagração decorreu em simultâneo em todos os templos da Igreja Católica, no quadro das festividades da Nossa Senhora de Assunção Padroeira da Arquidiocese de Malanje, a assinalar-se a 15 deste mês.

 

“O mundo não deve fechar os olhos perante a trágica situação em que se encontram as crianças e as famílias na região do Grande Kassai, na República Democrática do Congo; situação ligada às  terríveis violências perpetradas pelo Governo e os grupos filo-governamentais de um lado, e pelas milícias antigovernamentais, de outro.

O UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, lança um premente apelo, chamando também a atenção para as crescentes necessidades humanitárias daquele país africano, onde as contendas políticas se agudizaram depois que o Presidente Joseph Kabila, no poder desde 2001, manifestou a intenção de não abandonar o poder no final do seu mandato fixado para 19 de Dezembro de 2016 e de querer modificar a Constituição por forma a poder concorrer para um terceiro mandato.

De nada serviu a tentativa de trazer a paz social ao país mediante um acordo alcançado entre as partes no passado dia 31 de Dezembro, com a mediação dos bispos católicos. O acordo previa a manutenção de Joseph Kabila no poder até à realização das eleições até finais deste ano de 2017 e a nomeação de um governo de transição. Mas, até hoje, não se conseguiu criar esse tal governo.

Um dos sinais inquietantes é o homicídio de dois peritos das Nações Unidas e do seu interprete, cujos corpos foram encontrados no passado dia 29 de Março numa fossa. Eles tinham ido à RDC para verificar as sanções impostas ao Governo de Kinshasa pelo Conselho de Segurança da ONU.

Um preço alto, no clima de insegurança geral, está  também a pagar a Igreja católica, que lançou um apelo às autoridades congolesas pedindo-lhes para libertarem dois sacerdotes raptados na noite de 16 para 17 de Julho, na Diocese de Beni-Butembo no Norte do Kivu. E não se têm notícias do paradeiro de outros sacerdotes sequestrados em Outubro de 2012.

A população da RDC, mais de 80 milhões de pessoas , é quem mais sofre. Terça-feira, 8 de agosto, foram pelo menos 12 as pessoas mortas em Kinshasa com armas de fogo em diversas zonas da cidade, entre as quais nas proximidades da prisão no centro da capital assaltada no passado mês de maio e donde fugiram 4 mil prisioneiros.

Entre as zonas mais atingidas pelos sangrentos confrontos, está a do Kassai, região mineira, base dos apoiantes e terra natal de Etienne Tshiekedi, histórico opositor do Presidente Kabila, falecido no passado em Fevereiro deste ano. Ali, um milhão de pessoas foi obrigada, nos últimos 12 meses, a abandonar as suas casas. De entre elas, 850 mil crianças. O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR ) denunciou na semana passada “crimes contra a humanidade” e “práticas de limpeza étnica” perpetradas contra a população, tanto por soldados governamentais como pela milícia rebelde. Nos últimos três meses – documentou a agencia da ONU – mais de 250 civis foram assassinados, e entre eles 62 crianças em grande parte com menos de 8 anos. Na região foram encontradas 80 fossas comuns e entre os sobreviventes em fuga, cerca de 40 mil foram para a vizinha República de Angola. Entre elas se encontram pessoas mutiladas de maneira atroz. Elas contaram episódios inimagináveis de familiares queimados vivos nas suas casas incendiadas, de violação sexual de crianças e adolescentes, inclusive obrigados a beber o sangue dos seus pais mortos.

Daí “um apelo muito sério dirigido pela ACNUR ao Governo da RDC e ao Presidente Kabila a fim de que “intervenham imediatamente para impedir o expandir-se da violência” e “para respeitar a obrigação de proteger toda a população qualquer que seja a sua etnia de pertença, na região de Kassai”

A infância violada de todos os modos, “nada pode justificar estas acções”: é o grito de ajuda que lançou Marie-Pierre Poirier, Directora regional do UNICEF para a África setentrional e central.

Quando acolhemos os imigrantes na nossa costa devemos pensar também em tornar possível a vida nos seus países – frisa por sua vez Giacomo Guerrera, Presidente do UNICEF- Itália, relançando o convite à comunidade internacional a intervir rapidamente a fim de salvar pelo menos 400 mil crianças congolesas da má-nutrição aguda e grave que, associada às consequentes patologias, torna impossível a sua recuperação.

 

Os bispos da Conferência Episcopal do Quénia lançaram lançaram nesta semana, um forte apelo a todas as pessoas envolvida no processo eleitoral (fiéis, jovens, comissão eleitoral, media e magistratura) para tudo fazerem a fim de que as eleições deste dia 8 possam decorrer num clima de paz e tolerância.

Numa nota assinada pelo Bispo Philip Ayolo, os prelados convidaram todos os fieis “a exercitar o direito democrático ao voto” na eleição dos líderes nacionais: “Exortamos todos os quenianos a colher esta oportunidade a fim de exercitar um direito estipulado na Constituição e eleger dirigentes capazes de integridade”.

“As eleições sejam justas, corretas, pacíficas e credíveis, reafirmam os bispos – devemos criar um ambiente pacifico, demonstrar o nosso amor por este país maravilhoso e garantir tudo para que Quénia possa viver em paz.

“Exprimindo, pois, o seu apreço pelo modo relativamente pacífico como se desenvolveu a campanha eleitoral”, a Igreja que está no Quénia pede aos jovens para que sejam agentes da paz, empenhando-se activamente na reconciliação, a fim de alcançar a coesão e a integração nacional.

Um outro apelo foi  endereçado pelos bispos à Comissão eleitoral, a fim de garantir que as eleições sejam “justas, équas, transparentes, credíveis e pacíficas”.

Os Bispos do Quénia, declaram-se disponíveis a “trabalhar com todas as pessoas envolvidas no processo eleitoral”. E quanto aos mass-media, se sublinha que estes têm “um papel crucial em todo o processo eleitoral”, enquanto “instrumento que transmite as informações ao público”.   Também a magistratura foi encorajada por forma a manter o seu profissionalismo e seu empenho em favor do país, no cumprimento do seu mandato, sem temor ou favorecimento”.

De recordar que, em vista destas eleições, os prelados promoveram uma novena de oração de 30 de Julho a 07 de agosto.

Vários outros apelos estão a ser lançados no Quénia a fim de que não se repita o sucedido nas anteriores eleições de 2007 que desembocaram em confrontos, tendo provocado a morte de cerca de 1.100 pessoas e, obrigando outras 600.000 a refugiarem-se fora das suas localidades.

No que toca as eleições presidenciais, são considerados como principais candidatos o presidente cessante Uhuru Kenyatta e Raila Odinga.

 

 

                                                                                                                                                      VISÃO JORNALISTICA 

Dois nomes disputaram o topo da actualidade com a campanha eleitoral na semana passada. Muxima e Kassinda. Um sacro e outro profano. A peregrinação a Muxima equivale à nossa Fátima em Angola. Antecipou-se no calendário normal neste ano, realizado nos dias 5 e 6 de Agosto corrente e não em Setembro como de costume. Nem este ajuste, motivado pelas eleições de 23 próximo, afectou o carisma da mais massiva manifestação de fé dos Angolanos. E o inebriante espetáculo a que nos habituou, com a ebriedade multicolor das bessanganas e toda a variedade de panos africanos; a vigília com fachos de velas iluminando a escuridão à beira das águas do rio Kuanza esfriadas pelo cacimbo; a romaria de ofertórios em meio a vibrantes coros… Tudo isto, sem sufocar a magia criativa das inovações de cada edição, a partir do lema, que foi desta feita, salientamos: “Jovens, com Maria Caminhemos hoje ao encontro de Jesus”. Domingo passado, dia do encerramento, celebrou-se ainda a festa da ‘Transfiguração do Senhor’. A diocese de Viana, cuja jurisdição canônica integra o Santuário, comemorou, na mesma data, o Xº aniversário da sua fundação. O Bispo, Dom Joaquim Ferreira Lopes, aproveitou a feliz coincidência para uma breve retrospetiva do percurso da sua jurisdição. Sem um sacerdote autóctone em 2007, conseguiu já ordenar 23 até à data. Em paralelo, o espaço territorial conhece outra vitalidade, com destaque para as obras públicas, que lhe mudam o panorama e encurtam distâncias. A este título, o prelado exemplificou, citamos, igualmente: “Da sede da diocese, em Viana, eu fazia meio-dia para aqui chegar. Agora faço duas horas”. Dom Joaquim referia-se ao impacto que tiveram a melhoria da estrada e a construção da ponte de acesso à área do Santuário da Muxima.

Mais particularidades observadas nesta edição: a sobriedade piedosa no geral (longe dos sintomas de sincretismos de outrora); o apelo ao não uso de bebidas alcóolicas; e o rigor da neutralidade partidária no local. Até na tribuna das individualidades civis, ninguém envergou um traje evocativo da sua freguesia de competição. Nesta linha, a própria homilia episcopal circunscreveu-se na temática confessional, descurando a envolvente de frenesim eleitoral.

Longe do mesmo frenesim, uma boa parte da elite luandina optou por acorrer ao lançamento de um livro bastante mediatizado ao longo da semana. O seu título: ”ANDRÉ KASSINDA – Um Angolano. Um Ideal. Uma Vida”. Autor: Sebastião Martins, nada mais, nada menos que o ministro angolano do Interior há alguns anitos atrás. Desde três anos para cá, entendeu honrar o progenitor que não conhecera. Tinha 5 anos quando o papá mergulhou de corpo e alma na luta anticolonial, que o levou ao exílio na RDC. Por ali, ascendeu ao círculo mais chegado de Holden Roberto, o líder independentista de maior visibilidade nos anos ’60. Um conflito, a dado passo, com o chefe, acabou por lhe ser cruelmente fatal. O órfão pesquisou intensamente sobre a nebulosa trajetória paterna e acabou por lhe produzir uma biografia dignificante. Valeu, para si, o consolador resgate póstumo da memória do ente querido.

Para o país, vale esta advocacia adicional para uma Comissão da Verdade sobre a história da pátria, inclusive as suas facetas dolorosas. Vale exorcizar os dramas do género, sensibilizando as novas gerações para o imperativo de se virar a página do fratricídio. Este, nunca mais!

Esforçando-se por conter as lágrimas, Sebastião Martins galvanizou a assistência aglomerada no salão do memorial de Agostinho Neto. A plateia secundou-lhe em coro, quando emocionado, entoou o seguinte trecho do popular cancioneiro católico, moderno, citamos: “Como hei-de agradecer a tamanha graça que o Senhor me concedeu? Ô, meu Deus, como hei-de agradecer!”. (Fim de citação.

Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Esmeralda Chiaca.)

Luanda, quinta-feira 10 de Agosto de 2017.

 

Uma Igreja Paroquial vai ser edificada, a partir de 8 de Dezembro do ano em curso, na vila da Muxima (Quiçama), anunciou, na sede dessa circunscrição, o Bispo da Diocese de Viana, Dom Joaquim Ferreira Lopes.

O Bispo anunciou o facto durante a eucaristia que marcou a noite a abertura da Peregrinação 2017,  dedicada ao lema “Jovens Caminhemos hoje com Maria ao Encontro de Jesus”.

“Se nada impedir vamos benzer o lançamento da primeira pedra da Igreja Paroquial a 8/12/2017”, disse o prelado, tendo ressaltado que a ideia visa separá-la do Santuário, por serem espaços de liturgias completamente diferentes.

Esclareceu que numa igreja fazem-se catequezes  para crianças, baptismos e a preparação dos casamentos para jovens ou adultos, assim como funerais  dos irmãos que morrem.
O Santuário é destinado essencialmente  a concentrações em grandes dias como hoje.

Assim, lentamente, argumentou, vamos colocando as coisas no seu lugar à medida que crescemos.

Por outro lado, reafirmou gratidão e sentimento de satisfação pelas contribuições dos fiéis empregues na construção da Igreja Santa Teresa  Nova da Cabala, inaugurada na passada quinta-feira.

 

O Bispo da Diocese de Viana, Dom Joaquim Ferreira Lopes, apelou neste domingo, na Muxima, à necessidade de o povo de Angola ser evangelizado de acordo com orientações de jesus, cuja missa de encerramento da Peregrinação 2017 foi assistida por perto de 100 mil peregrinos.

A homilia ficou centrada com a evocação  dos 10 anos da celebração da criação da Diocese de Viana e da transfiguração como revelação de Jesus com o filho amado e porque também o 6 de Agosto marca a solenidade de transfiguração de Jesus no calendário litúrgico.

A propósito dos 10 anos da criação da Diocese de Viana, sua reverendíssima Dom Joaquim Ferreira Lopes ressaltou que a presença da comunidade  eclesiastica junto da casa da Mamã Muxima visa agradecer a mesma pelos feitos alcançados ao longo desse tempo.  

Para a sua reverendíssima Dom Joaquim Ferreira Lopes, 10 anos é um acontecimento que pode e deve ser lembrado, considerando ser bom a data ser  celebrada com euforia e de acordo com a memória dos povos, porquanto não “há povo sem memória e perder a memória é perder a identidade própria”.

Sobre a transfiguração, considerou-a ser uma manifestação e revelação – uma manifestação divina, isto é Deus mostra aos seus três discípulos que assistem os segredos de Deus.

Realça que a transfiguração anuncia a vida nova que daí nasce, mas também a vida de Jesus de todos os tempos.

“A transfiguração é um apelo de Jesus para com o compromisso urgente para com o homem e para com o mundo”, enfatizou o prelado.

 

A Diocese de Viana passou de sete para 20 paróquias nos últimos 10 anos e de zero para 23 sacerdotes, informou neste domingo, na vila da Muxima (Quiçama), o Bispo Dom Joaquim Ferreira Lopes durante a missa de encerramento da Peregrinação 2017.

“Ao celebrar essa data, não quereremos festejar bens materiais, aptidões ou qualidades, mas a misericórdia de Deus”, precisou, tendo transmitido gratidão pelos feitos conseguidos.

Lembrou também dos outros progressos alcançados no campo social como a construção da ponte sobre o Rio Cuanza e asfaltagem da estrada Catete-Muxima, o que está a facilitar rápida mobilidade para o Santuário e vice-versa em apenas duas horas contra 12 horas anteriores, isto em 2007.

Para o prelado, essa também é uma razão para celebrar e tem que se unir a esse “progresso social”.

A actividade, que contou com perto de 100 mil fiéis, decorreu de 5 a 6 de Agosto sob  o  lema “Jovens, com Maria caminhemos hoje ao encontro de Jesus”.

A  eucaristia solene de encerramento da Peregrinação à Muxima contou com a presença do candidato, entidades eclesiásticas e convidados.

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