VISÃO JORNALÍSTICA

Os sábios cabelos brancos bantu pecam em não escrever, contando só com a caudalosa oralidade. Em verdade, aumentam os desmentidos desta lapalissada, corrente na era colonial. A Universidade Católica de Angola (UCAN) presenciou uma magnífica prova a 19 de Dezembro passado. O seu anfiteatro anexo albergou o lançamento, bastante concorrido, de mais uma densa obra da autoria de um embondeiro nacional. Dom Alexandre Cardeal do Nascimento, arcebispo emérito de Luanda, brindou-nos com o livro intitulado “O meu DIÁRIO”. Acabamos de navegar nas suas 749 páginas, de três volumes agrupados. Quer dizer, um rol de apontamentos que foi transcrevendo desde os 22 anos, enquanto estudante no seminário da sertaneja Missão dos Bângalas, em Malanje. Completará 93 anos de idade a 1 de Março próximo. Os registos cobrem os anos de 1947 a 2003, portanto, largamente, os caminhos da Providência sobre o seu destino ímpar. No essencial, versam sobre a sua intimidade espiritual, a sua vocação de homem íntegro de fé. Avisou, aliás: “O Meu Diário é sobretudo (pretende ao menos que seja) o espelho da minha vida mais profunda e íntima.” O texto, sim, respira de referências bíblicas, reflexões teológicas e profissões de fé. Abre notando, a 25.V.1947, sobre o Espírito Santo, que “Dos seus dons, pedir o da fortaleza, de que tanto preciso”. Encerra com o toque de fé datado de 6.9.2003. No corpo, abundam marcos dolorosos e alegres da singular devoção ao Pai, ao Filho e à Mãe Santíssima. A dor nem ocultou as desinteligências com pares e membros da hierarquia. Os seus autores predilectos são indicados amiúde como o inglês Newman, S. Tomás d’Aquino, Santa Teresa d’Avila.

A repleta religiosidade nem eliminou as cenas da vida profana de alta curiosidade. E que manancial neste plano! Destacamos: 10 mil crianças de cor que os soldados americanos negros deixaram na Alemanha no fim da 2ª guerra mundial; as afinidades com Joaquim Pinto de Andrade; a repressão do preto em ’61; o desterro dos sacerdotes a Portugal; a oração como amparo da luta nacional de libertação; Cónego Manuel das Neves; Salazar; Marcelo Caetano; antigos seminaristas como Rosário Neto, Benedito, Nicolau Spencer; impressões de Agostinho Neto, Lúcio Lara, Nito Alves, Ambrósio Lukoki, Lopo, Savimbi; prisão pela UNITA; Caritas Internacional; José Eduardo Dos Santos; Onofre; João Paulo II e “os comunistas de Angola”; consulta do embaixador americano Sullivan em 2000 sobre o persistente défice democrático em Angola; sondagem do senador americano Solarz sobre “que pensa de um Papa do 3º mundo?”; Mobutu; Júlio Andreotti, Mengistu, sobre os Cubanos na Etiópia; a isenção da Igreja nos Estatutos da IMBISA … Enfim, a ementa sacia bastante fome. Bem como suscita mais sede algures.

Obra humana, ela acusa insuficiências, que convirá superar em edições vindouras. Exemplificamos: não tradução de inúmeras citações em latim, francês, inglês e italiano. Idem: a falta de ilustração (de tão rica peregrinação missionária pelo mundo fora); a exclusão de rodapés (explicativos dos inevitáveis retoques de actualização ou contextualização, cujos sinais deixam impressão de apócrifos); erros ortográficos de desatenção aqui e acolá.

É certo que a valia dos depoimentos submerge as limitações. A obra resfolga de erudição, poliglotismo, beleza literária, fluidez da prose, estética descritiva e sábia evangelização, que culmina na epígrafe chapada na contracapa. Citamos:

Esta púrpura que me envolve,/ cobre do seu esplendor romano Angola, toda Angola./ É reconhecimento mais do que da minha pessoa,/ reconhecimento do trabalho missionário levado a cabo no passado;/ tomada em devida conta dos esforços no presente e estímulo/ para mais e melhor, no futuro da nossa Igreja.”

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 25 de Janeiro de 2017.

 

                        VISÃO JORNALÍSTICA

Os ecos da conferência de imprensa presidencial de 8 último ainda dominam a actualidade. Isto, devido ao impacto da medida que o presidente João Lourenço (JLO) insinuara em relação ao Fundo Soberano. Exonerou o Conselho de Administração, encabeçado por um filho do seu predecessor. Acto contínuo, nomeou os substitutos e, ao empossá-los, explicitou a decisão sem o habitual chavão da “conveniência de serviço”. Também, explicou a sua esperança nos novos gestores, evocando as provas dadas em postos anteriores. Aposta certa? O período dos vindouros balanços dirá. Em paralelo, o novo presidente resgatou duas figuras marginalizadas: Lopo do Nascimento e Marcolino Moco, ambos antigos secretários gerais do MPLA. Colocou-os no corpo diretivo da SONANGOL, a galinha dos ovos de ouro do parque empresarial nacional. Não teria sido melhor usar a mais-valia destas eminências políticas em colocações consentâneas? Vozes da oposição elevaram-se neste sentido. Difícil de alinhar agora, sendo mais cordata a paciência até à época da colheita. Pelo menos, este tipo de questionamento tem o condão de chamada de atenção sobre o fim do estado de graça, de que gozou o novo chefe de Estado. Daqui em diante, despontam outros quinhentos, mormente, a transparência criteriosa na escolha dos piões. Ademais, o mandato, em verdade, é de quatro anos, tornando-se prematuro o juízo inapelável.

Outro proeminente rescaldo de 8/1: a agudizada crise das relações com Portugal, relacionada com o antigo vice-presidente da república, Manuel Vicente. JLO reacendeu a fogueira, ao martelar sobre a transferência para Angola do processo da presumida corrupção praticada por Vicente. Nada disso – replica a parte lusa, num finca-pé da posição inicial. Pelas redes sociais, mister é reconhecer o divórcio, neste particular, da opinião pública angolana com a tese do seu Governo. Não obstante, o esgrimir dos argumentos técnico-jurídicos flui com um vendaval de informações de difícil distinção entre a verdade e a intoxicação maléfica. A prova dos nove aproxima-se, porém, com aquilo que acontecerá a 22 próximo, data mantida para o julgamento em Lisboa.

Na conjuntura, o motejo de “radical” sobressaiu na rebuliça cena política. A TPA atirou-o ao vice-presidente da UNITA, Raúl Danda, por ter renunciado continuar a participar num programa de debate semanal. A emissão surgiu recentemente na onda de melhorar a credibilidade democrática da TV estatal. Daí, a deceção dos editores, que prometeram uma substituição do dirigente opositor por um correligionário menos radical. Não significa esta represália abonar o Danda de razão em ter recusado a censura contra si? A argumentação da TPA trouxe laivos da filosofia totalitária sobre a democracia, quadro que acomoda até os alegados anarquistas. Se neste ponto de vista, Danda colheu simpatia, não se pode dizer o mesmo quanto à eficiência do gesto unilateral e espetacular. Usando de maior discrição, não teria salvaguardado a presença numa trincheira recém-conquistada? E acautelar a própria alternativa, disposta a lidar com a adversidade, firme na identidade do seu partido? Democracia também requer humildade e coabitação!

A nível da Igreja Católica, entretanto, a repercussão da conferência de imprensa de 8/1 fez-se sentir com o nítido regozijo do episcopado. De Saurimo, registamos e citamos: «Temos muitos projetos, (…) não vamos poupar esforços, vamos partilhar a nossa pobreza, vamos partilhar a nossa pequenez, vamos fazer tudo isso pouco a pouco, mas o da Rádio Ecclesia é urgentíssimo.» Foi o Arcebispo, Dom José Manuel Imbamba, que institui uma coleta especial consagrado ao projeto na sua jurisdição. Do seu par de Malange, Dom Benedito Roberto, ouvimos: «É uma notícia muito feliz, vai fazer muito estimado o Senhor Presidente da República João Lourenço».

(Uma coprodução de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto. Apresentação de Tomás de Melo)

Luanda, quinta-feira 18 de Janeiro de 2017.

 

 

O reforço de orações para a unidade entre os cristãos das diversas igrejas na província e no mundo inteiro, foi hoje solicitado pelo vigário Judicial da Diocese do Uíge, padre Dário Elias João Baptista, durante a missa celebrada na paróquia de S. Francisco de Assis, cidade do Uíge.

O presbítero pediu, na sua homilia, que os cristãos independentemente da sua confissão religiosa, são todos filhos de um só pai celestial e que deve reinar no seu seio a unidade e a harmonia.

Para que se possa alcançar o objectivo, disse que é necessário suplicar à Deus para que cada um seja tocado e saiba a importância de viver a unidade na diversidade de dons.

Padre Dário Elias João Baptista fez saber que, para atingir a unidade é necessário cultivar o amor entre os fiéis e cada deve um valorizar o outro.

Outrossim, o sacerdote explicou na sua homilia dominical o papel de cada apóstolo de Jesus e exortou a necessidade de seguir o exemplo dos primeiros cristãos.

Participaram da missa animada pelo coro da Santa Cecília, fiéis de diversas comunidades cristãs.

O bispo da Diocese do Dundo, Lunda-Norte, Dom Estanislau Marques Chindecasse, apelou, domingo, no Cuando Cubango, os cristãos a porem termo, ao longo deste ano, a imoralidade diversa que se evidencia na sociedade angolana.

O assistente eclesiástico da Promaica a nível nacional lançou este desafio na missa campal que marcou o encerramento da 14ª Assembleia Nacional da Promoção da Mulher Angolana na Igreja Católica, decorrida de 10 a 14 do corrente mês, no Seminário Menor “São João Paulo II”, em Menongue.

Para o êxito do desafio, o bispo disse que os cristãos devem procurar e caminhar com Jesus Cristo, filho de Deus, nas suas vidas, ao longo deste ano, para pôr fim as diversas imoralidades que se evidenciam na sociedade angolana, com realce para a sexualidade.

Fez saber que a questão da Promaica-jovem esteve no centro das atenções da assembleia, em que se constatou, no contexto sócio religioso de Angola, que muitas vezes são deturpados os verdadeiros valores humanos na jovem mulher angolana.

Para o bispo, a Promaica tem de identificar a voz de Deus nos meios das vozes que diariamente são escutadas, que sugerem a multiplicidade de caminhos e propostas, avançando que o objectivo ou vocação desta instituição religiosa é formar-se para formar os outros, promover-se para promover os outros.

A necessidade dos meios de Comunicação Social enfatizarem, nos programas infantis, os perigos sobre a homossexualidade e “lesbianismo” nas relações sociais e na construção de uma família sólida, dentro da realidade cristã, cultural, africana e angolana, foi recomendada, este domingo, no Cuando Cubango, pelas mais de 200 delegadas da PROMAICA.

Esta é uma das conclusões que consta do comunicado final da 14ª Assembleia Nacional Anual da Promoção da Mulher Angolana (Promaica) na Igreja Católica, decorrida de 10 a 14 deste mês em Menongue, capital do Cuando Cubango, que contou com a participação de todas as Arquidioceses e Dioceses das 18 províncias do país.

No comunicado, lido pela delegada Desidéria Ndakupapo, concluiu-se também para a necessidade de que a mulher angolana seja portadora e incentivadora das virtudes de perseverança e fortaleza na família e em família para a recuperação dos valores humanos e cristãos.

As delegadas concluíram ainda que a comunidade Católica  deve manter a perseverança e a fortaleza, dentro e fora da família, como virtudes e estimular na mulher para que sejam recuperados os valores humanos e cristãos, porquanto a vida é um dom de Deus que deve ser respeitado e protegido.

Concluíram igualmente para que as autoridades civis, religiosas e a sociedade estejam e permaneçam vigilantes, para que Angola não seja gravemente agredida pelas ideologias fundamentalistas, intolerantes e destruidoras da noção da família e do matrimónio.

Aos pais estimulou-se a necessidade de permanecerem em constante diálogo com os filhos sobre o “fenómeno do homossexualismo e lesbianismo, vistos como violências à natureza humana, pecado e risco ao projecto original de Deus, mostrando-lhes assim o casamento como sacramento divino que se realiza entre homem e mulher”.

As delegadas recomendaram que todos os membros da Promaica de todas as Arquidioceses e Dioceses estejam abertos aos apelos das suas coordenações sobre o próximo progresso nacional desta direcção da mulher e colaborem para a sua eficaz realização.

A necessidade do próximo ano (2019) se realizar, em todas as Arquidioceses e Dioceses, o mini congresso preparatório, tendo em conta o lema geral de 2020 e os elementos de trabalhos a serem elaborados pelo grupo piloto.

Recomendou-se ainda que o lema: “A mulher da Promaica na sociedade e na igreja diante dos desafios actuais e Perspectivas”, apresentado pelo bispo da Diocese do Uíge, Dom Emílio Sumbelelo, seja estudo e reflectido com seriedade pela Promaica nas Arquidioceses e Dioceses, dado o seu rico conteúdo programático.   

A assembleia programou a realização do Iº Congresso Nacional da Promaica para os dias 19 a 23 de Agosto de 2020, na Arquidiocese de Luanda, com o lema: “Promaica fiel à sua identidade e Missão”.

O pároco da Sé catedral da igreja Católica na província do Bié, o padre Fernando Gomes Tchimo neste domingo os fiéis daquela congregação cristã e sociedade em geral, no sentido de se afastarem dos actos maliciosos, destacando o evangelho caminho certo para unidade das famílias.

Falando na homilia da missa do terceiro domingo do tempo comum, o prelado frisou que os fiéis católicos são chamados deixarem do mal sublinhando que o mundo é passageiro.

Para o prelado, o papel da igreja deve ser contínua no ensinamento das famílias ao perdão, por formas a conquistar o arrependimento e acreditar no evangelho. Salientou ainda a necessidade dos fiéis, sobretudo católicos acautelarem-se da calúnia, infidelidade, hipocrisia entre outros comportamentos prejudiciais, que no seu entender desunem as famílias.

Durante a homilia, o padre Fernando Gomes Tchimo realçou a importância das pessoas usarem correctamente as redes sociais, isto é, não enviar imagem ou ter conversas indecentes, visando contribuir no resgate de valores.

Aconselhou por outro lado os professores e enfermeiros a trabalharem com zelo para o bem da humanidade, mormente valorizarem a profissão por eles escolhido, com base a vocação.

Os pais e encarregados de educação foram aconselhados a educar os filhos com base no diálogo e abertura, evitando a imposição, aquando de uma formação das famílias cristãs que decorreu domingo na paróquia de São Francisco de Assis, cidade do Uíge.

A acção formativa promovida pela comissão das Famílias visou dotar os casais e demais membros do grupo com instrumentos necessários para educar na transparência e harmonia os filhos e demais membros a sua disposição.

Ao dissertar sobre o tema “Gestão nas famílias Cristãs”, o palestrante António Miguel fez saber que, para alcançar os seus objectivos, as famílias necessitam de organização, planificação, abertura e evitar a imposição das suas ideias aos filhos e outros menores.

A necessidade de colocar em comum os valores cristãos e bens no seio da família, foi por outro lado apontado pelo responsável como o suporte no alcance de objectivos positivos na célula fundamental da sociedade.

“O gestor ou chefe de família deve dar exemplo na sua atitude, maneira de ser e estar para que possa passar bom testemunho. E não é preciso impor porque poderá provocar revolta em vez de obediência”, salientou.

Participaram a formação, famílias provenientes das comunidades de Santa Clara, S. Carlos Stepe, Centro da Cidade, S. Brito, Santa Helena e Cacole.

O portal de notícias do Vaticano informou hoje que seis pessoas sequestradas em Novembro de 2017 na Nigéria, incluindo três religiosas, foram libertadas numa acção da polícia local.

A notícia foi confirmada pela superiora do convento do Coração Eucarístico de Cristo, a irmã Agatha Osarekhoe.

As três religiosas tinham sido sequestradas do convento em Iguoriakhi, na região de Ovia, sudeste da Nigéria.

No último dia 17 de Dezembro, o Papa Francisco tinha apelado no Vaticano à libertação das seis pessoas raptadas, unindo-se ao pedido dos bispos católicos do país.

“Rezo com insistência por elas e por todas as outras pessoas que se encontram nesta dolorosa condição”, disse então.

Em Outubro foi libertado na Nigéria o padre italiano Maurizio Pallù, que tinha sido sequestrado; um mês antes, fora raptado e assassinado o padre Ciriaco Onunkwo, no sul do país africano.

O bispo da diocese do Uíge, Dom Emílio, incentivou a transformação das famílias e sociedade em geral em verdadeiras comunidades de amor, realçando ser este o desafio para os membros da comunidade de Jesus do Movimento Carismático em Angola para o presente ano.

Ao falar durante a missa do encerramento do encontro nacional que reuniu membros das dioceses do Uíge, Caxito, Ndalatando, Menongue, Benguela, Luena e Luanda, declarou que a transformação das comunidades deve basear-se na disseminação da “cultura de Pentecostes”.

Para si, a cultura de Pentecostes cria uma sociedade que respeita a dignidade humana.

“A cultura de Pentecostes é capaz de transformar por inteiro a pessoa, pois ela é construída a partir da experiência viva e pessoal de cada um com o Senhor Jesus”, expressou.

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) saudou a abertura do presidente angolano, João Lourenço, à extensão do sinal da Rádio Ecclesia para todo o país, reivindicação antiga da instituição.

Assembleia plenária dos bispos

“Já esperávamos por este desfeito airoso, nós como Igreja sempre fomos pacientes, abertos ao diálogo e respeitadores da lei”, disse aos jornalistas D. José Imbamba, vice-presidente e porta-voz da CEAST.

O prelado congratulou-se com o “desanuviamento” da questão, que se arrasta há duas décadas.

Esta segunda-feira, João Lourenço manifestou-se favorável à extensão do sinal da Rádio Ecclesia, da Igreja Católica, a todo o país.

Para o chefe de Estado angolano, que falava na sua primeira conferência de imprensa, nos jardins do Palácio Presidencial, este é “um velho problema” e “um falso problema”, acrescentando que defende a liberdade de expressão e de imprensa.

O sinal da Rádio Ecclesia está, neste momento, limitado a Luanda.

A Emissora Católica de Angola foi fundada a 8 de dezembro de 1955, emitindo então para todo o país em Onda Curta, ONDA Média e FM; a 25 de janeiro de 1978 foi decretada a sua extinção pelo então governo da República Popular de Angola, tendo todos os seus bens sido confiscados e nacionalizados.

Desde a sua reabertura, no dia 19 de março de 1999, os bispos da CEAST têm trabalhado pela extensão do sinal da Rádio Ecclesia a todo o país.

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