bispo-de-sumbeO novo Bispo de Sumbe é aguardado com muita ansiedade na sua diocese, depois da sua ordenação episcopal, este domingo, 25/8, no Uíje, terra natal de Dom Luzizila Kiala.

“Viemos buscar o nosso pastor” – declarou na ocasião, a vice-governadora do Kwanza Sul, para o sector social, Maria de Lourdes Viegas.

O Prelado toma a 8 de Setembro próximo, estando o novo rebanho já preparado para a merecida recepção ao Pastor.

Dom Kiala adoptou a “paciência e alegria no trabalho” como lema do seu consulado.

A representante do governo da província elegeu a educação e a saúde como áreas de “colaboração necessária” com a Igreja.

A Diocese de Sumbe , criada em 1975, é sufragânea da Arquidiocese de Luanda, conta com uma área de 60 mil km2 e uma população de 1.191.000 habitantes, dos quais 369.969 católicos.

O novo Bispo de Sumbe sucede ao Arcebispo D. Benedito Roberto, transferido para sede Metropolitana de Malanje, em Abril do ano passado.

 

A Diocese do Uije acolhe os Bispos de Angola e São Tomé. Os prelados testemunham a ordenação de Dom Luzizila Kiala, novo bispo da Diocese do Sumbe que é sagrado neste, Domingo, dia 25 de Agosto.

Segundo a programação, os bispos tem, além da ordenação, uma reunião de trabalho. Trata-se do conselho permanente alargado que será seguida da celebração de uma missa no santuário diocesano, Santa Rita de Cássia, há 15 Km do Uije, no Sábado pela manhã.

A festa da ordenação será acolhida no estádio 4 de Janeiro e nela são esperados centenas de fiéis. Nas comunidades do Sumbe e do Uije a Igreja trabalha lado a lado com as autoridades governativas.

O Rev.do Luzizila Kiala nasceu no dia 19 de Novembro de 1963 na Damba, Diocese de Uije e foi eleito bispo do Sumbe em subistituição de dom Benedito Roberto. A Diocese do Sumbe foi criada e governada por Dom Zacarias Kamwenho, como primeiro bispo. Dom Luzizila Kiala é o 3º Bispo diocesano daquela comunidade. A sua nomeação foi tornada pública dia 21 de Maio de 2013 e, depois da ordenação, toma posse dia 8 de Setembro 2013, no Sumbe.

A Diocese do Uije fundada pelo Dom da Mata Mourisca é uma das dioceses já deu muitos dos seus filhos ao episcopado angolano, para algumas dioceses de Angola. A missa da ordenação será presidida por dom Emílio Sumbelelo, entre os bispos ordenantes.

Missas em lugares impróprios preocupam o Governo angolano, segundo a ministra da cultura.

O facto tem desarticulado a “própria lógica da urbanidade”, segundo Rosa Cruz e Silva.

A  governante falava em Luanda, durante um encontro sobre “o fenómeno religioso” no  país.

Disse que o surgimento desordenado de novos movimentos religiosos tem preocupado Governo angolano.

Rosa Cruz e Silva não citou denominações. No entanto, ao falar de novos movimentos religiosos dirigiu-se, certamente, às seitas que proliferam no país

“Por isso, criou-se uma comissão interministerial que constitui continuidade  da comissão anterior que analisou o mesmo fenómeno no ano transacto”, disse.

Segundo Rosa Cruz e Silva, o problema é complexo e precisa de perseverança e o engajamento de todos até que se encontre soluções institucionalizadas que conduzam aos objectivos preconizados.

Sublinhou que o papel que as  instituições religiosas assumem ao longo do processo histórico e sociológico angolano, de modo geral, foi e continua a ser fundamental para a reconstrução do país.

tony-neves-padre-doutrina-social-igrejaA faculdade de Teologia e o Centro de Fé e Cultura da Universidade Católica de Angola, UCAN, realizou uma conferência sobre a Doutrina Social da Igreja, neste Sábado, na Universidade.

O tema foi apresentado pelo Reverendo Padre Tony Neves, superior Provincial da Congregação do Espirito Santo, em Portugal, com o título: “ O compromisso da Igreja com a Paz em Angola. Tony Neves aproveitou a ocasião para apresentar a sua obra recente intitulada “ Angola, Justiça e Paz nas intervenções da Igreja Católica de 1986-2002″, que constitui a tese do seu doutorado em ciências politicas.

Para o diretor da Faculdade de Teologia, padre Jerónimo Kahinga, o objetivo da conferência foi colocar diante dos estudantes um conjunto de reflexões que a Igreja oferece, para que aquilo que eles estão a receber, não se restrinja apenas a um conhecimento no campo social, mas que seja acompanhado por um crescimento humano e, que as pessoas tenham consciência da razão, porque é que estão empenhadas a fazer determinados estudos. Angola encontra-se numa paz que esta a compor-se e procura terreno para afundar e aprofundar um pouco mais as suas raízes, de tal maneira que o país venha falar de paz como um dado adquirido.

Tony Neves entende que não há paz perfeita é preciso sempre fazer um esforço. Não existem processos de reconciliação perfeita exige sempre luta e desafios. A Doutrina Social da Igreja constitui o específico da missão da Igreja, pelo que o contributo do Padre Tony Neves, “intervenções da Igreja Católica até o ano 2002”, ano em que Angola assinou a paz definitiva é de uma riqueza particular.

Padre Tony Neves é espiritano de nacionalidade portuguesa e trabalhou em Angola de 1989 a 1994.

homem-mucubalOrganização Social – Parte III (Conclusão)

O seu modo vivende assemelha-lhe, em muitos casos, ao dos povos semi-primitivos (índios) que habitam o Brasil, na América do Sul. Entretanto, um aspecto particular os difere, a capacidade de pastar e um amor platónico pelo seu maior tesouro: o gado.

Aqui, os bois são mais do que uma divindade, podendo mesmo, um membro da comunidade, sacrificar a vida se tiver de defender algum membro dessa sagrada espécie, seja de inimigos humanos (caçadores), seja de animais da mais dura linha de ferozes.

Mas qual será a razão para que os mucubais, ricos em gado e carne, somente em momentos especiais abatem uma cabeça para o consumo, sobrevivendo em muitos casos de frutos silvestres e derivados do leite, numa área tomada por areia.

A busca por água e comida dependem de um processo de transumância, que os pode levar a percorrer mais de 50 quilómetros por dia, enfrentando de peito aberto e com sabedoria ancestral os qualquer eventual perigo do deserto.

A comunidade pode parecer ultrapassada no tempo e espaço, mas guarda a mais típica sabedoria africana, sobrevivendo e resistindo por vários séculos à invariável seca.

Desde o período colonial, opta por uma dieta quase à base de frutos silvestres, leite e seus derivados. Carne, apenas em ocasiões especiais. Segundo relatos, o povo recusa-se a comer peixe, alimento que o mar, próximo do seu habitat, quase gratuitamente lhes ofereceria.

Ainda segundo os mesmos relatos, essa prática não se deve a factores culturais. Reza uma antiga lenda que os seus antepassados foram mortos, atirados ao mar e comidos pelos peixes, sendo esta a causa do aparente desprezo pelo peixe.

Os bois, sua maior riqueza, são o centro da organização social dos Cuvales, sendo a fonte de quase tudo que necessitam. Ele serve para fazer de tudo um pouco. Da pele do animal deriva a cama, do leite o alimento, das fezes misturadas ao barro o suporte das casas e da carcaça a homenagem aos mortos.

Nesta comunidade, quanto maior for o número do gado, mas respeitável será a pessoa proprietária, daí toda a organização social girar em volta desta espécie animal.

Desde as suas primeiras gerações, o gado tornou-se como moeda de troca e transação monetária. Era um artigo cobiçado pelos comerciantes estrangeiros, que os recebiam em troca de produtos como milho, fuba e bebidas alcoólicas.

 (Habitat e rituais socio-culturais)

Os Cuvales dependem da chuva para manter e reproduzir o gado. Vivem numa zona onde em cada ano oito meses são secos, com anos de chuva reduzida. Mas mesmo assim conseguiu sempre, pela transumância e pastorícia, alimentar o rebanho, mesmo nos momentos mais críticos.

Cada Mucubal dispõe de um kimbo (várias cubatas dispostas em círculos, onde o patriarca reúne todas as mulheres e família, vivendo em harmonia e trabalhando no campo. Contraem matrimónio dentro do mesmo grupo, uma vez que não admitem cruzamentos com outros grupos. São poligâmicos.

A casa é feita de areia, com esterco de boi, complementada por paus que fazem o papel de porta. Apesar do material rudimentar, os espaços são seguros e, segundo relatos, chegam a resistir à chuva, sem qualquer infiltração.

Fim

MucubaisTraços somáticos e físicos – Parte II

Os costumes da sua primeira geração podem chegar a assustar e até arrepiar a quem desconheça, na essência, a civilização africana. Os seus hábitos são múltiplos e únicos, embora alguns dos seus descendentes estejam já menos distantes do mundo ocidental e globalizado.

Aos poucos, o grupo social abre-se ao mundo, abraçando a escola e convivendo com maior facilidade com povos de outras sociedades ou matrizes étnicas, mas um aspecto continua a chamar atenção a quem, como a nossa equipa de reportagem, encontra-os pela primeira vez.

A etnia Herero, de que provêm os Cuvales (Mucubais), é facilmente identificada pela forma tradicional em que se veste. Diferente dos Nyaneka Nkumbi, um mucubal pode até passar despercebido na sua forma de trajar, para quem desconhece o seu mundo. Todavia, um simples detalhe garante a autenticidade de um membro: os dentes.

A sua actual geração mantem os mesmos hábito dos seus antepassados, na forma de vestir, comer, reproduzir e proteger o gado. A tradição é realmente exigente e, sem ela, o povo mucubal morre.

Trata-se de um grupo simples, humilde e trabalhador, detentor de códigos sociais marcantes e típicos da ancestralidade africanas. Alguns hábitos fazem lembrar os Indios, que habitam a América do Sul.

À primeira vista, parece um povo parado no tempo e espaço, mas a sua tradição revela uma sabedoria natural, sendo esta a única forma de explicar a sua “vitória” e facilidade de adaptação ao deserto.

O seu vínculo com a tradição é inquebrantável. Como tal, segue à risca um hábito que, sendo pouco notado, serve de único detalhe para aferir a autenticidade de um membro: a lima dos dentes incisivos inferiores.

Segundo explicações, este processo de extração dos dentes, que era feito apenas com um pau e uma pedra pelas primeiras gerações da comunidade Herero, serve para aferir se alguém é ou não Cuvale de gema.

 

(Origens e características)

Reza a história, ainda pouco explorada e publicada, que esta comunidade nómada e folclórica descende de povos camitas, bantus, que foram pela primeira vez referenciados em 1785.

Segundo estudos do compêndio História de Angola, publicado em 1965, pelo Centro de Estudos Angolanos, o povo Helelo, Herero ou Ovahelelo de que provêm os Cuvale (mukubais) terá saído da região dos Grandes Lagos, por volta do Sec XVI.

A sua entrada em Angola teria sido feita pelo extremo Leste, atravessando o planalto do Bié, antes de ir fixar-se entre o deserto do Namibe e a Serra da Chela.

Como qualquer povo de matriz Herero ou Ovahelelo, são tradicionais pastores/criadores de gado que deambulavam, na era colonial, pelas margens do rio Bero, Giraúl, Vintiaba ou Bentiaba.

Praticavam uma vida nómada devido a constante procura por água de que o deserto carece, por falta de chuva.

Esta comunidade é sem dúvida, à semelhança dos Nyaneka Nkumbi da província da Huíla, uma referência de perseverança e fé. No final da era colonial, esteve em risco de extinção, dado o seu perfil e opções de vida, sobretudo em termos alimentares.

Dizem os escritos que, apesar do seu potencial em gado, passava fome por falta de cereais suficientes na sua dieta alimentar, dado o tipo de agricultura rudimentar que praticam, quase reduzida a massango e massambala, levada a cabo por mulheres.

Mas qual será a realidade actual desta gente fiel aos princípios dos seus ancestrais, que continua a resistir à integração social nas cidades, preterindo a tecnologia ocidental pelo segredo do deserto.

A vida dos Mucubais tem muitos mais mistérios do que se possa imaginar. Os seus hábitos e costumes são quase pouco estudados por arqueólogos, historiadores e antropólogos de todo Planeta.

Diferente do que se pensa, conhecem os vícios e as virtudes da civilização modernista e vivem, hoje, entre a aceitação e recusa dos comércio convencional.

A ida à escola e a aceitação do cristianismo são outros aspectos em que se mostram irredutíveis, para dar continuidade às antigas tradições, pois têm noção que, só assim, resistiriam como povo original.

Trata-se de um povo inconfundível, que se difere dos povos civilizados com as suas típicas pulseiras, missangas e turbante de pele de carneiro, que são enfeites indispensáveis nas mulheres. Já os homens apresentam diferentes tipos de cabelo, cada um com o seu significado.

Continua

Mucubais

Treinados pelo deserto – Parte I

A história do povo Cuvale (Mucubal), um sub-grupo étnico da etnia Herero “treinada” pelo deserto, tem tudo para constituir fonte de inspiração a antropólogos e realizadores da sétima arte.

Rodar um filme com esta matriz tradicional seria por si só fascinante para os profissionais de Hollywood, com os seus super efeitos, mas algo chamaria atenção, se no centro da trama estivesse este povo de mistérios.

Hereros, particularmente da comunidade Cuvale, habitam preferencialmente a zona Sudoeste de Angola. Mítica e original, a comunidade “desafia” o Mundo com uma demonstração de pureza e resistência da civilização africana, sem recurso às mais nobres descobertas da globalização.

A realidade deste grupo étnico, confinado na província do Namibe, até pode parecer ficção. Porém, um contacto directo, mesmo breve ou à distância, desvenda uma sociedade rara que, como os Nyaneka Nkumbi, mantém hábitos e costumes semi-primitivos, em pleno século XXI.

Tradicionais guerreiros e pastores de gado, atraem como poucos outros na região turistas de várias partes do mundo, àvidos em conhecer, na essência, as razões dessa eterna e consistente ligação a um passado quase milenar.

É este subgrupo da etnia Herero, tradicional nas bermas de paisagens inóspitas entre Angola, Namíbia e Botsuana, que a Angop se propõe conhecer, nesta “prospecção” pela província do Namibe, em busca de elementos singulares capazes de potenciar e divulgar o turismo local.

Juliana Fonseca é administradora do município de Virei. É nesta região do Namibe onde se torna mais intensa e visível a actividade desse subgrupo étnico. São ao todo 40 mil habitantes desta tribo, registados pelo Estado.

Conhecedora da sua realidade social e cultural, serve-nos de “guia” para entendermos, numa primeira observação, as motivações, os anseios e dificuldades desta comunidade.

A gestora diz tratar-se de uma comunidade bastante inteligente que, apesar de ter hábitos diferentes, tem sabido dignificar a população da região.

Sem medo de errar, afirma mesmo que os membros desta comunidade são os mais novos potenciais a ocupar o sistema de ensino escolar, embora se lhe atribuam o estatuto de povo resistente à instrução.

“É um povo conservador, em termos de cultura, mas muito solidário e acolhedor. Os Cuvales hoje são os potenciais candidatos ao sistema de ensino, desde crianças a adultos, que aderem à alfabetização”.

A administradora faz questão de desfazer o mito de que se trata de um povo sem instrução e, que ainda, assim, resiste à inserção no sistema de ensino.

“Acho que a confusão deve-se a este nomadismo, que as pessoas confundiam com a resistência. O grande constrangimento é que, sendo potencialmente criadores, por força das circunstâncias, movimentam-se constantemente em busca de condições de pasto para os seus animais. Nisso, levam as suas crianças”, explicou.

Para contrapor essa realidade, o executivo local passou a apostar forte na distribuição de merenda escolar e, como se esperava, os frutos são visíveis e estão a atrair o povo Cuvale à escola convencional.

Continua

 

caritas-ajuda-ao-cuneneSegundo a Caritas local, serão destinadas a famílias mais carenciadas e aqueles que não podem sobreviver mediante suas próprias forças nas comunidades afectadas: os doentes, os velhos e as mulheres grávidas.

De todas as dioceses e arquidioceses continuam a chegar mantimentos para serem encaminhados ao sul de Angola.

No Lubango, segundo o padre dos Gambos, região atingida pela seca, surgem informações segundo as quais algumas pessoas estão envolvidas em trabalhos precários para autossustentar-se. Porém, há também indicações de iniciativas comunitárias para debelar a seca.

Os mantimentos estão a chegar a Cunene com ajuda das Forças Armadas Angolanas (FAA) e Bombeiros.

A campanha de solidariedade foi lançada oficialmente, no domingo 23 de Junho de 2013 e poderá estender-se até ao fim do mês de Agosto de 2013.

Satélite Angolan em 2016O primeiro satélite angolano estará pronto em em 2016.

O projecto avaliado em 37 mil milhões de kuanzas (286,2 milhões de euros) será financiado pela Rússia.

Moscovo já nunciou a libertação do financiamento, pela voz do seu Embaixador, Dmitri Lobach.

O anúncio foi feito pelo diplomata à margem do segundo fórum de negócios Angola/Rússia, que decorreu em Luanda.

O Angosat, projeto a cargo de um consórcio russo e com lançamento inicialmente previsto para 2015, deverá estar concluído e lançado apenas em 2016, devido ao atraso no seu financiamento, anunciado originalmente em dezembro de 2012.

Segundo o diplomata russo, o financiamento foi feito através do Ruseximbank, banco público russo.

Em dezembro de 2012, o financiamento russo foi anunciado como sendo da responsabilidade dos bancos Ruseximbank e VTB.

“Que eu saiba esse processo vai levar dois a três anos, tendo em conta as fases de construção, lançamento do satélite e de construção dos centros de operações, que serão dois, sendo um em Moscovo e outro em Luanda”, referiu Dmitri Lobach, citado pela agência Angop.

O embaixador russo adiantou ainda que numa primeira fase os gestores do satélite vão trabalhar no centro de Moscovo, para que os angolanos ganhem alguma experiência e formação, para a operação do satélite na capital angolana.

A construção do Angosat está a cargo de um consórcio russo liderado pela RSC.

Com a entrada em funcionamento deste satélite, Angola vai fornecer serviços de suporte às telecomunicações eletrónicas, incluindo a prestação de serviços em banda larga e de televisão.

O Angosat terá um período de vida de 15 anos e possui 22 “transponders”, dispositivos de comunicação eletrónica, e o projeto inclui a criação de duas estações de rastreio, em Angola e na Rússia.

Na cerimónia formal de lançamento das obras, em dezembro de 2012, o secretário de Estado angolano das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Alcides Safeca, disse que o Angosat marca a entrada de Angola “numa nova era das telecomunicações, o que pressupõe a condução de um programa espacial que inclua, futuramente, o lançamento de satélites subsequentes”.

“Estas estações permitem uma intervenção russa no controlo e comando do satélite, sempre que se mostre necessário, enquanto Angola cria autonomia neste domínio”, disse na altura Alcides Safeca, acrescentando que o Angosat vai ter uma utilização de 99,2% da capacidade prevista.

sonangol-leilia-blocos-petroliferos-lA Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) tenciona leiloar, nos próximos dois anos, 54 novos blocos petrolíferos nas bacias do Kwanza, Congo e Namibe.

A informação foi avançada na passada quinta-feira, 25 de Abril, pelo Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Francisco de Lemos, no âmbito do Fórum Angola-Espanha, que decorreu em Madrid.

Num discurso na capital espanhola, sob o tema «Produção e aproveitamento do gás: oportunidades e desafios», o responsável pela empresa petrolífera referiu que o Governo de José Eduardo dos Santos autorizou o início da licitação de 15 blocos «onshore» na bacia do Kwanza, com os procedimentos legais prestes a estarem concluídos.

Francisco de Lemos revelou que ainda este ano serão adjudicadas, através de um concurso, seis diferentes zonas onde existe gás natural, que despertam o interesse por companhias internacionais.

De acordo com a Sonangol, a produção petrolífera em Angola cresceu a uma taxa de 4,5% em 2012, possibilitando um acréscimo de 75 mil barris/dia. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsariana, sendo apenas ultrapassado pela Nigéria.

O Fórum Económico Angola-Espanha realizou-se nos dias 25 e 26 de Abril em Madrid, com a presença de empresários das duas nações. A delegação angolana foi representada pelos ministros da Economia, Abrão Gougel e da Agricultura, Pedro Canga.

(c) PNN Portuguese News Network

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